Arquivo da Categoria: Agricultura, produção animal e caça

A caça de perdizes e coelhos é saudável também para a economia nacional, sobretudo porque é uma fonte de receita fiscal e para a conservação e gestão da natureza, contribuindo para promover um estilo de vida mais saudável.

Perdizes para largadas na Feira de Caça de Almeida

 

Nos dias 1 e 2 de Fevereiro de 2014, o Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso acolheu a 6ª edição da Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, revelou a Câmara Municipal de Almeida na sua página web. O evento, que contou com actividades como montarias de javali, largadas de perdizes e de pombos, foi organizado por aquela autarquia nortenha. Nesta feira, marcaram presença, em grande número, várias espécies de perdizes para largadas

Almeida recebeu 6.ª edição da Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, com direito a perdizes para largadas

perdizes para largadasAlém destas actividades, o certame contou ainda com demonstrações de aves de rapina, tiro com arco e besta e ainda com uma demonstração de cães de «madriguera». E ainda diversas mostras de fauna viva e espécies cinegéticas, entre as quais perdizes para largadas, animação em trampolim, pinturas faciais e moldagem de balões para as crianças.

Para forrar o estômago, a feira incluiu ainda a degustação de produtos regionais, nomeadamente compotas, enchidos, queijos e licores, exposições de artigos de caça e pesca e taxidermias. O evento foi bastante animado, actividade que ficou a cargo dos grupos «Tintus Brass» e «Santacruz», cujos espectáculos serviram para animar o público da feira ao longo dos dois dias de duração. 

Nesta iniciativa, a Câmara Municipal de Almeida, teve como parceiros a Associação Recreativa de Nave de Haver, o Clube de Caça e Pesca de Vilar Formoso e o Clube de Caça e Pesca da Freneida. O evento contou ainda com o apoio dos programas nacionais e comunitários QREN, PROVER, Mais Centro, Territórios do Côa e União Europeia.

Feiras de caça são prova viva de que a caça é uma actividade em expansão em Portugal

Refira-se, a propósito, que a caça é uma actividade em expansão em Portugal. As largadas de perdizes são mais frequentes e as feiras de caça também. Até os meios de comunicação ligados à caça se têm multiplicado, como é disso um bom exemplo o canal televisivo «Caça e Pesca». Como consequência, as perdizes para largadas são também, cada vez mais procuradas.

A caça à perdiz é uma actividade sustentada e que pode continuar a ser praticada sem qualquer impedimento. De acordo com alguns estudos efectuados em Portugal, a caça ajuda mesmo a manter ou até a aumentar a população das perdizes para largadas. Basta, para tal, que estas capturas sejam compensadas por medidas apropriadas, nomeadamente no que respeita à gestão cinegética.

De referir ainda que a perdiz-vermelha, uma das mais usuais perdizes para largadas, é uma das espécie cinegéticas mais relevantes da fauna nacional. Assim, a criação de perdizes assume um papel importante para compensar a perda originada pela caça e para ajudar a uma gestão adequada do meio ambiente.

Para mais informações sobre perdizes para largadas, contacte um assistente da Quinta dos Penedinhos

 

Caça a perdiz: regulamentação num centro cinegético

As regras da caça a perdiz são elaboradas com cada vez mais cuidado.

As perdizes são aves relativamente comuns em todo o espaço português. Apesar de evitarem zonas urbanas, principalmente no litoral, a sua presença é comum em zonas rurais e arborizadas. caça a perdiz

Uma vez que se trata igualmente de uma ave bastante procurada para caça, foram criados locais específicos para essa actividade e para, simultaneamente, se levar a cabo a preservação da espécie – isto é, em centros cinegéticos. A caça a perdiz deve garantir todos os requisitos de segurança, higiene e qualidade, pelo que se recomenda o acompanhamento pela parte de profissionais.

 

A cinegética controlada: como preservar as espécies?

Os centros cinegéticos são, mais do que reservas, zonas restritas onde a caça a perdiz e a outros animais é permitida. Considerada uma arte, a cinegética é admirada pela beleza do ataque dos cães que auxiliam os caçadores. No fim do século XIX, o rei D. Carlos era grande apreciador deste tipo de caça e foi um dos seus maiores impulsionadores ao longo da História portuguesa, mas a sua prática remonta a tempos muito anteriores – daí classificá-la como uma tradição portuguesa.

Sendo muito procurada, a caça tem conhecido inovações nos últimos anos, como o controlo da reprodução das espécies nos centros cinegéticos. No caso da perdiz, é importante mantê-la como uma espécie pouco ameaçada, no seu habitat natural.

Uma das maiores vantagens dos centros cinegéticos é oferecerem uma experiência completa de caça: ambiente circundante intocado, paisagens verdejantes, espaço amplo e longe de urbanizações densas. Deste modo, o desafio torna-se ainda maior: como distinguir a plumagem ruiva, branca e com pormenores cinzentos e negros entre as cores da natureza?

 

Caça a perdiz – qual a data estabelecida?

É possível avistar perdizes durante todo o ano no território de Portugal inteiro, uma vez que se trata de um animal residente. No entanto, a época nacional de caça à perdiz é limitada: apenas desde o início de Outubro até ao início de Dezembro, segundo o calendário venatório 2015-2018 estabelecido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (Ministério da Agricultura e do Mar) – o que coincide com outros períodos de caça, como a caça aos patos. Estas datas foram estabelecidas tendo em conta o período de reprodução, pelo que a violação do período estabelecido é punível por coima, por ameaçar a renovação das gerações. Ainda mais – os censos de casais de perdizes são efectuados de Fevereiro a Março, e os censos de bandos entre Agosto e Setembro, encaixando-se todas as datas numa cronologia fixa.

 

Antes de iniciar a caça a perdiz, nunca se esqueça de recolher informação sobre esta actividade, estritamente regulamentada. Caso ainda restem dúvidas, é aconselhado que se recorra a centros cinegéticos e a entidades estatais da área.

O Papel do Coelho Bravo na Preservação do Lince Ibérico

A importância do coelho bravo tem sido um tema que tem dado azo a uma discussão aberta sobre as áreas carenciadas da espécie, mais especificamente sobre a necessidade urgente de repovoar as mesmas, não só para só para efeitos de caça, mas também para efeitos de preservação de espécies ameaçadas, como é o caso do lince ibérico. coelho bravo

O lince ibérico é uma espécie endémica da Península Ibérica e, ao longo de várias décadas, esteve em declínio, fruto da extensa caça que se registou no século XX, bem como devido à privação de fontes de alimentos que outrora abundavam. Atualmente, o lince ibérico ainda é a espécie felina mais ameaçada do mundo, contudo, a tendência tem vindo a mudar, registando paulatinamente um aumento no seu número, devido aos esforços de várias entidades, particulares e oficiais, para conservar a espécie.

O coelho bravo, por sua vez, é uma espécie também bastante importante para os ecossistemas mediterrânicos, todavia, devido à sua proliferação, no passado recente, foi uma espécie amplamente caçada. Esta espécie frequenta muitos habitats semelhantes aos linces, porém, o seu papel vai muito para além desta coexistência.

A relação entre o coelho bravo e o lince ibérico

O coelho comum, como é também designado popularmente esta espécie, faz parte da alimentação de vários predadores, entre os quais está o lince ibérico. Na realidade, a principal fonte de alimentação deste último é mesmo é o coelho comum, representado cerca de 80% da sua dieta. Além disso, a espécie revela pouca propensão ou capacidade de consumir outro tipo de alimentos, uma dependência que, a par de outros fatores, como a caça ilegal, redução e alteração do espaço do seu habitat natural, eclosão de doenças e de acidentes, veio reduzir significativamente os seus números.

No entanto, a reprodução em cativeiro de ambas as espécies, em simultâneo com outras medidas implementadas para proteção das mesmas em solo ibérico, veio alterar o paradigma verificado, resultando na criação de condições para as duas espécies subsistirem, num crescimento sustentado dos seus números, para assegurar o presente e, naturalmente, o futuro, para que as gerações vindouras também possam usufruir das mesmas.

A importância da reprodução do coelho bravo num ambiente controlado

Ações de conservação, como as resultantes de programas de reprodução em cativeiro, bem como os programas de reintrodução nos habitats naturais, têm vindo a permitir aumentar os números do lince ibérico, o que não poderia ser possível sem a reintrodução do coelho bravo, a sua principal fonte de alimento e, por isso, a base da sua subsistência.

Nessa ótica, a criação deste coelho em ambientes controlados e sem predadores, como os proporcionados por reservas naturais, permitem reproduzir o habitat natural dos mesmos, preparando-lhes para a reintrodução, bem como possibilitando a criação de coelhos saudáveis, independentemente da sua finalidade.

A Quinta dos Penedinhos dispõe de instalações únicas para a criação do coelho bravo, de forma a proporcionar uma solução sustentável de repovoamento de zonas carenciadas da espécie, quer de zonas de caça, quer de habitats de espécies ameaçadas, por isso, se procura uma solução análoga, entre em contacto connosco, para que lhe possamos ajudar.

Aspetos a Ter em Conta na Criação de Coelhos Bravos

A criação de coelhos bravos é uma atividade bastante importante, especialmente para fins de repovoamento, quando se constata que a espécie desapareceu de uma determinada zona antes fortemente povoada pela mesma ou, porventura, quando atividades como a caça ou o surgimento de doenças, como o vírus hemorrágico, dizimaram a sua população.

O assunto assume uma maior preponderância devido à importância que a espécie representa para os ecossistemas mediterrânicos, onde a mesma, além de ser objeto de caça do homem, é também uma das principais presas de espécies em perigo de extinção, como é o caso do Lince-ibérico ou mesmo da Águia-imperial-ibérica.

No que concerne à criação de coelhos bravos, existem, por isso, vários aspetos a ter em conta, os quais estão invariavelmente ligados aos cuidados a ter com a espécie, de forma a otimizar os processos de reprodução e manutenção da mesma.

criação de coelhos

Cuidados básicos a ter na criação de coelhos bravos

No processo de criação destes coelhos, um aspeto que não pode ser descurado é o habitat desses animais, pois não devem ser enclausurados. O coelho bravo típico da Europa ocupa essencialmente áreas como os campos, parques e outras zonas arborizadas. Nesse sentido, são abundantes nas pastagens que caracterizam o panorama paisagístico da Península Ibérica, em particular, em Portugal, cujos solos lhes permitem fazer extensas tocas, bem drenadas, e os arbustos lhes conferem alguma proteção. Por isso, este enquadramento é fulcral para se criar estes animais.

A alimentação dos mesmos é pois, outro aspeto a estar atento. Como herbívoros, estes animais têm uma dieta baseada em ervas, arbustos herbáceos e afins. Quando estão livres, os coelhos podem inclusive comer toda a matéria vegetal e roer a casca de árvores, especialmente no inverno. Se o ambiente não for ameaçador para o coelho, ele pode ficar ao relento durante várias horas, pastando ocasionalmente, mas é importante garantir que os mesmos têm sempre alimentos no ambiente circundante.

Com o habitat adequado e com fontes de alimentação ao seu dispor, estão criadas as condições básicas para reprodução, o que é essencial no processo de criação dos coelhos. Normalmente, os coelhos ganham maturidade sexual depois de somente alguns meses, período após o qual eles reproduzem-se rapidamente, fomentando assim quaisquer potenciais propósitos de aumentar a colónia.

A criação de coelhos bravos como solução de repovoamento

É inegável que a população dos coelhos bravos desceu significativamente nos últimos 50 anos na Península Ibérica e, devido à sua importância, a criação de coelhos bravos num ambiente controlado e favorável ao seu desenvolvimento surge como a solução a enveredar para repovoar as áreas mais carenciadas da espécie.

As técnicas aplicadas no repovoamento, associadas à qualidade dos coelhos bravos criados numa atmosfera saudável apropriada aos mesmos, têm permitido repovoar diversas zonas em Portugal e em Espanha afligidas por este problema, através de uma solução sustentável de criação de populações de coelhos, que pode assim permitir gerir mais apropriadamente os alimentos das próprias espécies ameaçadas, como as veiculadas acima, com a reintrodução destes animais num habitat próximo àquele em que foram criados.

São com esses cuidados na criação de coelhos bravos e na preocupação de soluções sustentáveis de repovoamento que a Quinta dos Penedinhos pauta o seu trabalho, por isso, se gostaria de saber mais informações, entre em contacto connosco.

Oito regras para treinar o cão na caça a perdiz

É verdade que os cães têm uma tendência natural para perseguir, caçar e farejar. No entanto, é sempre possível realçar o entusiasmo por essas actividades, nomeadamente para a caça a perdiz. Antes de mais, é importante começar os treinos enquanto o animal for jovem (iniciando as actividades a partir dos três meses de idade). Contudo, há algumas regras que podem ser igualmente seguidas, mesmo quando os cães já contam com alguma idade. caça a perdiz

 

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Treino de cães para a caça a perdiz: a importância dos comandos de obediência básicos

Em primeiro lugar, fique a saber que a repetição é a chave para um treino bem sucedido de um cão para a caça a perdiz. Daí que seja tão essencial ter paciência e perseverança e ainda elogiar o animal sempre que este executa uma tarefa de uma forma correcta, o que acaba por estimulá-lo para voltar a fazer essa actividade vezes e vezes sem conta para aprimorar.

Como é óbvio, o ambiente em que ocorre o treino tem de ser aberto, seguro e cercado. Sendo assim, pouco menos de meio hectare deve ser suficiente para esta prática. Uma quinta ou um jardim grandes são outras opções.

Por outro lado, é obrigatório que o treino seja pontuado por uns comandos de obediência básicos, como «ficar» e «sentar». Só depois de o cão seguir esses comandos é que se pode começar a habituar o animal a outras versões um pouco mais complexas.

 

Peça mais informações sobre caça, recorrendo à equipa da Quinta do Penedinho

 

Conheça mais dicas importantes para treinar cães na caça a perdiz:

. Olfacto – este sentido é bastante importante para a caça a perdiz. A não esquecer que aqueles cães que são treinados para identificar com o cheiro têm uma maior capacidade de localizar as suas presas, em comparação com o sentido da visão. Por esse motivo, o olfacto tem de ser muito treinado. Logo, mal consiga apanhar o pássaro, permita que o cão o cheire bem para que haja um posterior reconhecimento.

. Imitação – é verdade: os cães também gostam de ser uns autênticos «macaquinhos de imitação». Então, é um conselho precioso deixar o cão correr com outros que já se encontrem treinados para imitar o comportamento desses animais.

. Recompensa positiva – não basta elogiar. É preciso recompensar o cão, quando este faz um bom trabalho. Esta é uma etapa importante, tendo em conta que o cachorro pretende sempre agradar o dono e, se entender que a brincadeira de caçar uma perdiz satisfaz o seu parceiro e, por isso, traz recompensas, irá fazê-la com muita mais vontade.

. Tiros… só longe do cão – pelo menos nos primeiros tempos para não assustar o animal.

 

 Siga estes conselhos e faça uma produtiva caça a perdiz, graças à Quinta dos Penedinhos

Cuidados de higiene obrigatórios na criação de coelhos

A higiene é um factor que não pode faltar numa criação de coelhos de extrema qualidade. Afinal de contas, as doenças dos animais são os maiores empecilhos para uma correcta exploração. Daí que seja tão importante seguir alguns fundamentos essenciais para assegurar uma máxima higiene de cada um dos animais para que se consiga evitar ou diminuir os problemas patológicos, garantindo-se, ao mesmo tempo, o desempenho produtivo de todos os coelhos. criação de coelhos

 

Saiba mais sobre criação de coelhos, através da Quinta dos Penedinhos

 

Criação de coelhos: como dar banho a estes animais?

É verdade que os coelhos costumam lamber-se na maior parte do dia, no entanto esse acto não é suficiente para uma boa higiene. Por exemplo, é importante que as unhas dos coelhos sejam cortadas de seis em seis semanas. Recorra a um veterinário, caso seja necessário. Atenção: somente a parte branca da unha é que deve ser cortada.

Ao contrário do que se podia imaginar, não é aconselhável dar banho aos coelhos, embora, por vezes, não haja mais nenhuma alternativa para que se consiga garantir a total limpeza de cada um dos animais. Nestes casos, o melhor é só dar banho duas vezes por ano. A verdade é que esta actividade higiénica provoca muito stress aos coelhos, além de causar a destruição da sua camada natural.

Sendo assim, é aconselhável recorrer a um pano macio que esteja molhado com água morna e vinagre branco. Evite molhar os focinhos dos animais: dessa forma, não entra sabão nas orelhas, na boca, no nariz e nos olhos. Como é óbvio, esta actividade exige muito tempo e paciência. A acrescentar que o banho não deve ser tomado em épocas de maior frio e que a temperatura da água tem de ser morna.

Quanto ao champô, é obrigatório que este seja um produto específico para coelhos ou, em alternativa, um champô com pH neutro para bebés.

 

Peça mais informações sobre higiene animal, recorrendo à Quinta dos Penedinhos

 

Conheça mais conselhos importantes para assegurar uma correcta higiene dos coelhos:

. Na criação de coelhos com um pêlo longo, estes animais têm de ser tosquiados de dois em dois meses e meio. Por outro lado, o melhor é escová-los duas vezes por semana, uma vez que a maior parte dos coelhos troca de pêlo duas vezes por ano.

. A limpeza do espaço é essencial. Por isso, não há nada como evitar o crescimento da vegetação espontânea e a acumulação de fezes: afinal, estas duas fontes podem contribuir para a proliferação de insectos e de outros animais que podem trazer sérias doenças.

. Após o banho, é necessário enxaguar bem o sabão e secar através de uma toalha até que os coelhos fiquem inteiramente secos. É altamente desaconselhável recorrer a um secador, o que até poderia assustar os animais. De resto, é possível que o ar quente irrite os seus olhos.

A Quinta dos Penedinhos segue regras de higiene na sua criação de coelhos

Perdiz: uma peça de caça muito apreciada por caçadores!

A perdiz-vermelha é uma ave que está presente em grande parte do território nacional. Esta espécie cinegética é muito apreciada por caçadores que, a par do coelho-bravo, fazem deste animal, um alvo fácil das suas caçadas. A perdiz-vermelha é utilizada para a caça desportiva, devido às suas características e dimensões.

Portugal e Espanha unem esforços, para conservar esta espécie e evitar que a mesma entre em vias de extinção, uma vez que, os caçadores ibéricos são grandes apreciadores da perdiz. É essencial gerir a atividade cinegética em toda a Península para evitar a escassez destes animais e dar continuidade à caça de animais de pequeno porte (onde se enquadra a perdiz e o coelho).

                          perdiz

Conheça as principais características da perdiz-vermelha, aqui!

A perdiz é uma ave terrestre, que devido às suas dimensões, peso e aspeto arredondado, apresenta dificuldades em voar grandes distâncias. O cimo da cabeça é cinzento com uma faixa branca comprida que passa por cima dos olhos e uma listra ocular que se estende pelo pescoço até à barra peitoral. Tem os pés e bico vermelho. A garganta, de cor creme, tem uma faixa branca, ladeada de preto.

Esta ave encontra-se em abundância um pouco por todo o Portugal, mas prefere grandes zonas agrícolas ou regiões de mato mais denso, onde consigam encontrar água, mesmo nas regiões mais quentes do ano.

O seu alimento de eleição são as sementes e algumas plantas, embora também consuma insetos, moluscos e outros invertebrados.

A perdiz-vermelha tem no disfarce a sua maior defesa, tanto no caso dos adultos como dos jovens e, vulgarmente não usa o voo como meio de fuga, escolhendo correr e esconder-se. O voo é, normalmente, utilizado como último recurso, voando poucos metros até uma zona com matagal mais denso onde se possa camuflar. O voo da perdiz-vermelha é curto e pesado, mas rápido e direito, emitindo um som muito característico (uma das maneiras de a distinguir da perdiz-cinzenta).

Atividade humana compromete criação de perdizes!

Os principais predadores são a raposa, o ginete, o gato-bravo, o javali e os corvídeos. Estes últimos tentam caçar os ninhos com as crias bebés e os exemplares mais jovens. Além dos predadores mencionados, alguns animais domésticos são responsáveis pela destruição de ninhadas inteiras, com especial enfoque para os cães e gatos. Isto causa grandes prejuízos e contribui para a extinção da espécie.

Mas se os animais são seres irracionais, o Homem também é grande responsável pela diminuição de uma população de perdizes e, mesmo pelo seu desaparecimento. Tanto agricultores como pastores circulam livremente por zonas onde a perdiz-vermelha habita. A falta de cuidado provoca a morte de ninhadas inteiras.

Esta espécie prefere zonas sem grande densidade de mato para se deslocar, pois consegue, assim, detetar a presença de predadores. São avistadas com frequência nos caminhos rurais. A existência de pontos de água (charcas, pequenas barragens e cursos de água) é também favorável à ocorrência de perdizes (bem como de toda a fauna bravia), pois ajuda as famílias a passar os meses mais quentes do ano.

A Quinta dos Penedinhos tem todas as condições necessárias para a criação da perdiz-vermelha.

Criação de coelhos: como repovoar esta espécie?

Devido à diminuição reconhecida e evidente nos efetivos de coelhos-bravo, várias zonas de caça decidiram implementar medidas para recuperar os efetivos existentes noutras zonas, em que isso já não era possível, porque o efetivo era insuficiente ou nulo, optando-se por fazer repovoamento. Saiba como fomentar a criação de coelhos dentro das zonas de caça.

Ao longo dos últimos anos, uma das opções cada vez mais frequente é a criação de coelhos dentro das Zonas de Caça, recorrendo ao uso de parques ou à instalação de marouços pré-fabricados ou improvisados, que funcionam como maternidade e abrigo. Nunca esquecendo que o sucesso de qualquer tipo de iniciativa destas depende de uma correta gestão da Zona de Caça e de melhorias no habitat.

Localizada em plena Reserva Ecológica Natural, no Concelho de Sintra, a Quinta dos Penedinhos possui condições naturais únicas para a criação de coelhos.

Conheça a relevância do habitat para a criação de coelhos!

O habitat influencia positiva ou negativamente as populações de coelho-bravo. A sua permanência em zonas de vegetação densas e propícias ao repovoamento permite que este animal sobreviva por mais tempo, evitando que o mesmo fique em vias de extinção. Quando existe fatores que causam uma diminuição da espécie é preciso agir positivamente, no sentido de iniciar um processo de recuperação da espécie.

Sinteticamente, as condições ideais que a zona de caça deve possuir são:

  1. Encontrar-se a baixa altitude;
  2. O solo ter boas condições para a deslocação do caçador;
  3. Apresentar um relevo suave, com poucas variações;
  4. Alimento e água para atrair as espécies. Pequenos ribeiros, com ervas ao redor atraem mais pequenos roedores;
  5. Ter zonas de procriação;
  6. Haver um controlo efetivo de predadores.

Como recuperar uma população de coelho-bravo?

                             criacao de coelhos

O coelho-bravo é um objeto de caça muito apreciado, mas existem fatores a ter em conta, que permitem evitar que este animal seja extinto. A caça constante do coelho-bravo leva a uma diminuição de exemplares desta espécie, por isso, há que saber como recuperar toda uma população. O objetivo é conseguir que o coelho se reproduza a partir dos animais existentes e não introduzir novos exemplares.

Apenas é aconselhável a introdução de animais se a população existente for quase nula. Ai torna-se necessário ir buscar coelhos-bravos a outros locais dentro ou fora da zona de caça.

Existem diversas épocas para o repovoamento destes animais: se for buscar exemplares a outras zonas de caça, deve fazê-lo entre a Primavera e o Verão. Contudo, os finais do Verão e início do Outono é a altura propícia para fazer o repovoamento, sempre que consiga animais nestas épocas.

1. Primavera – Verão: deve ser capturado o máximo de animais juvenis nos primeiros dias após o repovoamento, porque estes são alvos fáceis de predadores antes de chegarem à idade adulta (são animais jovens e inexperientes);

2. Verão – Outono: aqui existe uma maior abundância de animais, pois os coelhos que sobrevivem no Verão têm maior maturidade para se defender dos predadores e para se reproduzirem. Estes apresentam uma taxa de sobrevivência semelhante à dos adultos. O repovoamento deve ser realizado por animais adultos, que têm uma maior experiência de vida e uma menor taxa de mortalidade;

A Quinta dos Penedinhos possui todas as condições necessárias para a criação de coelhos

 

Caça ao coelho bravo ajuda a conservar vida animal

À primeira vista, pode parecer contraditório… mas é mesmo verdade: de acordo com o presidente do capítulo português do Safari Club International, João Corceiro, a caça, por exemplo ao coelho bravo, é um modelo de gestão e até de conservação da vida animal. De resto, Corceiro defende que o ser humano é «um predador e um caçador na sua origem». coelho bravo

 

Saiba mais sobre coelho bravo, através da Quinta dos Penedinhos

 

Por que a caça ao coelho bravo é tão importante para a gestão e conservação da vida animal?

Sendo assim, João Corceiro considera que as taxas de abate dos animais têm capacidade para financiar parques e áreas protegidas. O próprio presidente confessa que o modelo até pode parecer «absurdo» para a população geral, mas, realmente, funciona: «Há as taxas de abate de animais e a caça ao coelho bravo, por exemplo, é um modelo de gestão e de conservação da vida animal. Pretende-se que se abatam animais no final da sua vida, que estão a chegar ao fim da sua existência, e que isso possa trazer algum valor para a conservação da própria espécie. Pode parecer absurdo, mas funciona.».

Para fortalecer o seu argumento, João Corceiro até deu o exemplo da realidade do Quénia: «Em África, continua a haver um conflito entre o homem e o animal. A caça desportiva no Quénia foi proibida em 1977, mas as populações de animais estão a diminuir de forma drástica. Um biólogo escreveu há pouco tempo um relatório em que afirma que o leão vai desaparecer nos próximos anos do Quénia e, por esse motivo, uma das soluções seria obter algum retorno do facto de se conviver com a vida selvagem. O dinheiro da caça desportiva não chega e talvez pudesse salvar o leão.».

 

Peça mais informações sobre caça, recorrendo à equipa da Quinta dos Penedinhos

 

«O ser humano é um caçador na sua origem»

As declarações de João Corceiro foram proferidas no decorrer da polémica que envolveu o leão Cecil, um animal protegido que foi abatido no Zimbabué por um dentista norte-americano. Na opinião do presidente do capítulo português do Safari Club International, esta foi uma caçada ilegal: «Há fortes indícios de que seja um crime. Os dois caçadores, quer o profissional, quer o cliente, são sócios do Safari Club e o Safari Club suspendeu a condição de sócios porque há fortes indícios de ilegalidade. O que está na base da ilegalidade é o facto de o leão ter sido abatido numa zona que não contava com quota para leão.».

Como conclusão, Corceiro assegura que o ser humano é «um predador e um caçador na sua origem»: «Basta olhar para a nossa fisionomia. Onde temos os olhos? Na frente da cara. Somos predadores, estamos focados.».

 

Pratique a caça ao coelho bravo, graças à Quinta dos Penedinhos

Fonte: TVI 24

Falta de coelhos bravos aumenta aposta na caça à perdiz

É de prever um aumento na aposta na caça à perdiz: afinal de contas, à medida que a população de coelhos bravos vai sofrendo uma diminuição, é necessário que a mira dos caçadores aponte para outros tipos de animais. De resto, o abate da caça maior está a ser feito sem qualquer controlo sanitário, embora haja a ameaça da tuberculose bovina. caça à perdiz ii

 

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Porque há falta de coelhos bravos, apostando-se cada vez mais na caça à perdiz?

A escassez de coelhos bravos deve-se às estirpes da febre hemorrágica I e II e à mixomatose, uma grave doença contagiosa que infecta os animais de caça. Porém, a compra de armas continua a disparar, colocando em risco as populações de perdiz vermelha.

«Como não se encontram coelhos bravos, a pressão aumenta sobre as perdizes, o recurso cinegético que resta», declara Francisco Derriça Mendes, da Associação de Caçadores de Moura e veterinário municipal nessa autarquia. Sendo assim, o caçador acaba por matar para compensar não só a falta de pequenos ruminantes, mas também a carga de impostos que surgiu com a crise. A conclusão é dramática, nas palavras de Derriça Mendes: «A doença mata o coelho. A caça mata a perdiz».

Já em 2014, o decréscimo de coelhos bravos se fazia sentir, o que originou um pedido das associações de caçadores ao Governo para que houvesse uma suspensão das taxas, devido à falta de animais. Aliás, o cenário é tão dramático que, nesse ano, os caçadores portugueses tiveram mesmo de adiar a primeira ida para o campo.

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Tuberculose bovina também preocupa caçadores

Para além de aumentar o investimento na caça à perdiz, a escassez de coelhos bravos traz outras consequências: em Dezembro de 2014, o presidente da Federação Portuguesa de Caçadores (FENCAÇA), Jacinto Amaro, afirmou que os linces ibéricos que tinham sido libertados em Mértola, nesse mês, corriam o risco de morrerem de fome, uma vez que havia poucos coelhos bravos, o seu alimento principal.

É por todos estes motivos que Jacinto Amaro considera que as populações de coelho bravo são aquelas que mais suportam as jornadas de caça. Porém, o presidente da FENCAÇA está igualmente alarmado sobre a tuberculose bovina nos javalis e nos veados, havendo um aumento nas preocupações em termos de saúde pública.

Na opinião de Derriça Mendes, o problema torna-se ainda mais grave, perante a falta de veterinários para despistar a tuberculose bovina na zona epidemiológica que engloba os territórios de Moura, de Barrancos e de Idanha. É que, segundo o Ministério da Agricultura e do Mar, é nessas regiões que existem os principais focos da doença.

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Fonte: Público