A Importância do Repovoamento de Inverno de Perdiz Vermelha

Noutro artigo defendemos o horizonte temporal de médio/longo prazo e um plano anual de repovoamento a três tempos – Inverno, verão e outono – como condições de sucesso, entre outras, para qualquer ação de repovoamento de Perdiz Vermelha.

Neste artigo vamos explicar porque é que, em nossa opinião, deve ser dada especial atenção ao repovoamento de inverno e como o mesmo deve ser feito?

Fatores de Risco para a População de Perdiz Vermelha

Pelas suas características, como o voo a média altura ou o som característico que emite no arranque, a Perdiz Vermelha é uma das aves de caça mais procuradas pelos praticantes desta atividade.

Contudo, a perdiz vermelha tem de sobreviver a inúmeros desafios durante o seu ciclo de vida.

Devido a inúmeros fatores, nomeadamente à agricultura moderna (intensiva) e à proliferação crescente do mato com o consequente aumento dos predadores, tem-se verificado uma diminuição significativa da população desta espécie cinegética um pouco por toda a Europa.

Damos um exemplo: Quem não se lembra dos tempos em que as searas de trigo eram ceifadas à mão e em que as mulheres e os homens desses ranchos ao encontrar um ninho de perdiz protegiam o mesmo deixando intacta a ceara em torno do ninho? Hoje em dia, qual é a máquina ceifeira-debulhadora que consegue “ver” um ninho e se permite passar ao lado do mesmo?

Para além disso, estimamos que as mortes por predação – aérea e terrestre – se situam em aprox. 85% da população de perdiz vermelha residente, sem esquecer a pressão da própria caça.

A Perdiz Vermelha apresenta, por sua vez, uma fraca capacidade de adaptação às alterações do seu habitat impostas pelo Homem, sendo por isso, muito importante o recurso a criadores experientes no trabalho de repovoamento, capazes de contrariar, a redução da população de perdiz vermelha no terreno.

O repovoamento da perdiz vermelha é, atualmente, essencial para garantir o constante fluxo da espécie em zonas de caça.

É, portanto, essencial procurar estratégias que promovam o bem-estar desta ave, estimulem a sua reprodução e ofereçam proteção contra os predadores.

Comportamento da Perdiz Vermelha durante a Época de Reprodução

A Perdiz Vermelha é uma espécie que, durante o período de verão e outono, é frequentemente vista em bandos, que podem chegar a ser constituído por mais de 20 indivíduos.

Estes bandos acabam por desfazer-se naturalmente no início do inverno (dezembro/janeiro), para darem início ao processo de acasalamento e reprodução.

O acasalamento da perdiz varia consoante a região em que se encontra. No norte acontece entre Fevereiro e Março. No sul é mais cedo, entre Janeiro e Fevereiro.

Também as condições meteorológicas podem influenciar este processo, já que a perdiz constrói o seu ninho no solo, junto a linhas de água ou de percursos pedonais, com plantas e ramos secos.

Também a postura dos ovos ocorre em períodos diferentes, dependendo da localização desta ave. No norte decorre entre Abril e Maio. No sul, ocorre entre Março e Abril.

Em relação ao número de ovos colocados em cada ninho, estes podem ir dos 8 aos 23. A média é de 12 por incubação. Este processo começa assim que é posto o último ovo e dura à volta de 23 dias. Por vezes, a perdiz constrói um segundo ninho que pode ser incubado pelo macho. Isto costuma acontecer quando o primeiro ninho é destruído.

Entre Maio e Junho dá-se a eclosão das crias. Os perdigotos, como são uma espécie nidífuga, saem do ninho assim que nascem e juntam-se ao bando, que se mantém unido até entrar novamente na fase de acasalamento.

Como deve ser feito o repovoamento?

Perante a degradação sistemática do seu habitat natural, a perdiz vermelha tem vindo a apresentar uma degradação progressiva do seu índice reprodutivo.

Para contrariar esta situação, torna-se essencial dominar técnicas para aumentar a sua sobrevivência e garantir a qualidade das mesmas.

Algumas das principais medidas para se fazer um repovoamento eficaz de Perdiz Vermelha no inverno, são:

  • Adotar estratégias no terreno que assegurem a sobrevivência da perdiz;
  • Soltar aves com maturidade sexual, entre outros, que garantam o acasalamento e a nidificação;
  • Estudar as zonas objeto de repovoamento e libertar as aves nas áreas mais adequadas e de menor risco de predação;
  • Melhorar o seu habitat, fornecendo abrigos (manutenção das sebes e arbustos) e zonas de alimentação suplementar (comedouros);
  • Fazer o repovoamento preferencialmente em fins de dezembro.

Produtores com grande experiência criaram modelos capazes de garantir o sucesso do repovoamento da Perdiz Vermelha.

A Quinta dos Penedinhos desenvolveu o modelo Mosaico Estratégico, que abrange os 5 principais fatores de sucesso no repovoamento desta espécie: Abrigo, Água, Alimentação, Ausência de Perturbação e Animais.

A Perdiz Vermelha da Quinta dos Penedinhos

Com efeito, a Quinta dos Penedinhos consegue oferecer aos seus clientes perdizes com a idade e demais características necessárias para garantirem os resultados desejados ao longo de todo o período de reprodução.

Se ficou com interesse, fale connosco. Na Quinta dos Penedinhos, estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer questão.

Criamos Perdizes Vermelhas para os caçadores mais exigentes

A Perdiz Vermelha é uma das espécies de caça menor mais apreciada em Portugal.

Mas esta ave, sendo muito suscetível às condições do seu meio ambiente, precisa, por isso, de uma atenção especial no momento da sua criação e durante o próprio processo de repovoamento.

Só assim é possível aumentar a capacidade de sobrevivência da espécie e promover, desde logo, a sua integração num novo habitat.

A escolha de um criador experiente e capaz de utilizar as melhores técnicas baseadas no conhecimento adquirido é assim essencial para um repovoamento de sucesso.

A Perdiz Vermelha da Quinta dos Penedinhos

Fruto da qualidade das suas perdizes, a Quinta dos Penedinhos conquistou já um lugar de destaque no sector, afirmando-se como um dos criadores de referência de Perdiz Vermelha no nosso país.

As modernas instalações, os conhecimentos e a experiência adquiridos, bem como o desenvolvimento e a utilização de técnicas inovadoras ao longo dos anos, permitiram-nos fornecer aos nossos clientes perdizes com as seguintes características:

  • Robustez física notória;
  • Plumagem bonita e bem colorida;
  • Voos bem delineados e extensos;
  • Arranque poderoso;
  • Capacidade de sobrevivência aos predadores;
  • Adaptação às condições do novo habitat.

A nossa Perdiz apresenta, sobretudo, um bom desafio para os caçadores mais exigentes e experientes:

  • Escondendo-se com frequência;
  • Não se deixando aproximar, levantando-se muitas vezes fora do alcance do tiro;
  • Capazes de realizar excelentes voos, tanto em altura, como em comprimento;
  • Mas também fazendo boas paragens aos cães.

Características de um Bom Criador

Como já referimos, a competência do criador, em particular no caso da Perdiz Vermelha, é essencial para que o resultado final vá ao encontro das expectativas dos caçadores.

Por esse motivo, a Quinta dos Penedinhos desenvolveu um conjunto de serviços capazes de proporcionar um apoio aos seus clientes, que vai muito para além do simples fornecimento da espécie Perdiz Vermelha.

1. Consultoria estratégica

Procuramos perceber as necessidades próprias dos nossos clientes, através da análise do terreno a ser repovoado e de um planeamento estratégico que permita assegurar um repovoamento eficaz a médio/longo prazo.

2. Consultoria operacional: Modelo próprio “Os 5 A’s”

Com mais de 10 anos de experiência, a Quinta dos Penedinhos desenvolveu o seu próprio modelo, designado Mosaico Estratégico, abrangendo os cinco principais fatores para um repovoamento de sucesso: Abrigo, Água, Alimentação, Animais e Ausência de Perturbação.

3. Oferta de perdizes com garantias de adaptação ao meio ambiente, acasalamento e nidificação

Para um repovoamento bem-sucedido de Perdiz Vermelha é muito importante que estas consigam: sobreviver e procriar.

Localizados em plena Reserva Ecológica Nacional e graças ao moderno centro cinegético, com ca. de 1.000 m2 de área coberta e parques de voo com 140 metros de comprimento, estão criadas as condições ideais para a produção de perdizes preparadas para enfrentar os novos habitats e se reproduzirem, de forma a assegurar a continuidade da espécie a longo prazo.

Criação da Perdiz Vermelha num ambiente controlado

A criação desta espécie num ambiente controlado pode fazer com que as perdizes apresentem algumas debilidades no momento em que tiverem de enfrentar o novo habitat natural.

Neste sentido, a Quinta dos Penedinhos procura mimetizar o habitat natural da perdiz, de modo a preparar as suas perdizes para a futura realidade.

Por este motivo, uma das principais vantagens apontadas pelos nossos clientes é o facto das nossa perdizes mostrarem, desde a primeira hora, uma capacidade de adaptação ao terreno excecional.

Se ficou com interesse, fale connosco. Estamos disponíveis para atender os seus pedidos.

Para quando a Abertura dos Campos de Tiro?

Por força da pandemia da COVID-19 decretada pela OMS e do Estado de Emergência decretado pelo governo português, foram os campos de tiro encerrados a partir de 15 de março de 2020.

O encerramento dos campos de tiro, nomeadamente as zonas de caça associativas, municipais e turísticas, veio prejudicar de uma forma geral todas as empresas gestoras dos referidos campos de tiro, bem como todas as empresas a montante do referido setor, nomeadamente as empresas de criação de perdizes e outras espécies de caça menor destinadas ao repovoamento das zonas de caça acima indicadas.

A empresa, tal como outras do mesmo setor de atividade, viu-se penalizada a partir de 15 março 2020 da seguinte forma:

  1. Impossibilitada de vender as perdizes em stock aos campos de tiro;
  2. Obrigada a manter os seus postos de trabalho; sem possibilidade de recorrer ao lay-off por força das condições específicas da sua atividade como a seguir explicamos;
  3. Obrigada a cumprir as suas obrigações com diversos fornecedores de rações, medicamentos, higiene e limpeza, gás, contabilidade, etc., porque a postura de ovos não pára, tal como o nascimento e o crescimento dos perdigotos.

Relativamente às especificidades da atividade de criação de perdizes e outras espécies de caça menor, importa realçar os seguintes aspetos:

  • As empresas possuem, de uma maneira geral, efetivos reprodutores que precisam de ser cuidados durante todo o ano;
  • A postura das perdizes ocorre de forma sazonal entre janeiro e julho de cada ano impondo, desde logo, a recolha, a limpeza e a desinfecção dos ovos; alguns criadores efectuam ainda o registo dos ovos no âmbito de uma gestão técnica, como é o nosso caso;
  • O nascimento dos perdigotos costuma ocorrer, de uma maneira geral, entre março e agosto de cada ano, exigindo às empresas uma taxa de ocupação da mão-de-obra crescente no acompanhamento e cuidado das aves desde o seu nascimento até à fase adulta.

Destas especificidades resulta que, pelo facto da atividade comercial estar parada, o trabalho que é exigido aos criadores de perdiz vermelha e outras espécies de caça menor, nesta época do ano, apresenta um ritmo crescente pelas razões operacionais acima indicadas.

Ora, perante este quadro pouco ou nada animador, temos vindo a desenvolver esforços junto de diversas entidades actuando próximo do Ministério da Agricultura (ICNF) e do Ministério da Economia, no sentido dos campos de tiro poderem vir a integrar a lista de actividades económicas objecto do levantamento parcial de condicionantes, com efeitos já a partir do início de maio 2020.

No nosso entender, o ato de caçar é um ato isolado (livre do risco de infecção ou contágio) e, sendo um desporto, apresenta benefícios para a saúde física e mental do caçador, não só pelo exercício físico em pleno campo que lhe é exigido, mas ainda pela interacção com os seus animais de estimação, i.e. os cães de caça.

Contudo, o que deverá ser regulado é o ajuntamento de caçadores antes e depois do acto venatório e, bem assim, durante a organização de largadas. Neste contexto importa assegurar o distanciamento social e/ou o uso obrigatório de máscaras de protecção individual.

Como deve ser feito o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Pelas suas características, como o voo a média altura ou o som característico que emite no arranque, a Perdiz Vermelha é uma das aves de caça mais procuradas pelos praticantes desta atividade.

No entanto, devido a múltiplos fatores, nomeadamente a agricultura moderna (intensiva) e o abandono progressivo da pequena agricultura com a proliferação crescente do mato e o consequente aumento dos predadores, bem como a luta constante contra pragas de insetos conduzindo à natural contaminação dos solos e das águas por pesticidas e inseticidas, tem-se assistido a um decréscimo do número de aves desta espécie um pouco por toda a Europa. A Perdiz Vermelha apresenta, por outro lado, uma fraca capacidade de adaptação às alterações do seu habitat impostas pelo Homem, sendo por isso, cada vez mais importante o recurso a criadores de perdiz de qualidade e com experiência no trabalho de repovoamento, capazes de contrariar a redução da população de perdiz vermelha no terreno.

O repovoamento da perdiz vermelha é, atualmente, essencial para garantir o constante fluxo da espécie em zonas de caça.

Importância de uma eficaz ação de Repovoamento da Perdiz Vermelha

Como já foi dito, a perdiz vermelha tem de sobreviver a inúmeros desafios durante o seu ciclo de vida, sem esquecer a pressão da própria caça. É, portanto, essencial procurar estratégias que promovam o bem-estar desta ave, estimulem a sua reprodução e ofereçam proteção contra os predadores.

Comportamento Gregário da Perdiz Vermelha ao longo do Ano

A Perdiz Vermelha é uma espécie que, durante o período do Verão e do Outono, é frequentemente vista em bandos, que podem chegar a ser constituídos por mais de 20 efectivos.

Estes grupos acabam por ser desfeitos no início do período reprodutivo (janeiro), para darem início ao processo de reprodução (acasalamento).

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o macho escolhe o território preparando-se para o defender.

Como fazer o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Perante a degradação sistemática do seu habitat natural pelos motivos acima indicados, a que acresce ainda uma baixa capacidade de adaptação às referidas alterações do seu habitat, a perdiz vermelha tem vindo a apresentar uma degradação progressiva do seu índice reprodutivo.

Por forma a contrariar esta situação, torna-se essencial dominar e possuir capacidade para implementar técnicas que promovam as condições necessárias à sobrevivência da perdiz vermelha e garantam a qualidade das mesmas.

Acreditamos que, para ser eficaz, o repovoamento de perdiz vermelha deve, desde logo, ter uma perspetiva (estratégia) de médio/longo prazo e ser realizado, anualmente, a três tempos:

  • 1º Tempo: Inverno (janeiro)
  • 2º Tempo: Verão (junho)
  • 3º Tempo: Outono (outubro/dezembro)

No 1º Tempo, o Repovoamento (de Inverno) deve ser feito com aves adultas e maturidade sexual propícia a um eficaz acasalamento, nidificação e eclosão de perdigotos a partir de aimo e junho.

No 2º Tempo, o Repovoamento (de Verão) deve ser realizado com perdigotos de idade adequada a formação de bandos próprios ou integração nos bandos já existentes de perdizes nascidas no terreno.

No 3º Tempo, o Repovoamento (de Outono) deve garantir a reposição das perdizes abatidas pelos caçadores; e mais importante, é que as perdizes colocadas nesta altura no terreno, por serem mais vulneráveis aos caçadores, desviem a atenção destes das perdizes objeto do repovoamento de Inverno (incluindo as perdizes já nascidas no terreno) e de Verão, menos vulneráveis e perfeitamente adaptadas e conhecedoras do terreno, comportando-se como autênticas perdizes bravas.

Importa, ainda, salientar que em cada tempo poderão ser usadas diversas técnicas diferentes de libertação das perdizes.

Algumas das principais medidas para se fazer um repovoamento eficaz da Perdiz Vermelha são:

  • Adotar procedimentos que assegurem as melhores condições de sobrevivência das perdizes durante o ano;
  • Melhorar o seu habitat, fornecendo abrigos, zonas de alimentação suplementar, bebedouros, manutenção das sebes e arbustos;
  • Controlar os predadores;
  • Estudar as zonas de repovoamento e libertar as aves nas áreas mais adequadas (p.e. soalheiras);
  • Tomar medidas que garantam o acasalamento, a nidificação e o nascimento dos perdigotos;

Produtores com grande experiência criaram modelos capazes de garantir o sucesso do repovoamento da Perdiz Vermelha.

A Quinta dos Penedinhos desenvolveu o modelo Mosaico Estratégico, que abrange os 5 principais fatores de sucesso no repovoamento desta espécie: Abrigo, Água, Alimentação, Animais e Ausência de Perturbação.

A Perdiz Vermelha da Quinta dos Penedinhos

A Quinta dos Penedinhos está apta a fornecer aos seus clientes, em cada momento, as perdizes com as características mais adequadas aos três tipos de repovoamento acima indicados.

Dispomos, para o efeito, de instalações modernas e utilizamos técnicas inovadoras por forma a dotá-las dos melhores traços fenotípicos da sua raça (Alectoris Rufa), maximizar a sua capacidade de voo e incutir-lhes as melhores características de adaptação ao meio ambiente.

Dispomos, ainda, de um serviço de consultoria e acompanhamento para as ações de repovoamento.

As nossas perdizes são ideais para o repovoamento de zonas de caça, sendo capazes de satisfazer os caçadores mais exigentes e experientes.

Se ficou com interesse, fale connosco. Na Quinta dos Penedinhos, estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer questão.

Nesta época em que o Mundo em geral, e Portugal em particular, sofre os efeitos de uma pandemia devastadora de COVID-19, solicitamos que todos os contactos sejam feitos por mail, telemóvel, videochamada (WhatsApp) ou outros meios de comunicação à distância disponíveis. O nosso Plano de Contingência assim obriga.

Para o bem de todos.

Bem Hajam!

Perdiz de 2018 choca 15 ovos num parque de voo em Junho 2019

Com efeito, o video documenta uma perdiz vermelha com uma idade estimada de 12 meses, criada em cativeiro, na Quinta dos Penedinhos, que nidificou e pôs 15 ovos. Chocou-os como mostra o video durante cerca de 1 mês, ao fim de um mês, retirámos os ovos para análise e verificámos que os mesmos não estavam galados, razão pela qual não nunca poderiam eclodir quaisquer perdigotos por mais tempo que a perdiz os chocasse.


Neste caso concreto, o facto dos ovos não estarem galados, poderá ser explicado por várias razões, nomeadamente, a existência de um bando de perdizes de dimensão considerável confinado a um espaço – parque de voo – relativamente pequeno, sem condições para um natural acasalamento. Aqui está a prova de que as perdizes criadas em cativeiro, quando libertadas na Natureza, e desde que atinjam a maturidade sexual necessária, conseguem acasalar, nidificar e criar perdigotos.

Caça à Perdiz: Onde e como praticar esta atividade cinegética?

Sendo a perdiz uma espécie relativamente abundante em todo o território nacional e com um comportamento adequado à prática cinegética, faz com que a caça à perdiz esteja no topo das preferências dos caçadores.

Silêncio, astúcia e perspicácia são palavras de ordem para os amantes desta atividade.  Mas há mais!

Vamos partilhar alguns dos melhores conselhos para a prática da caça à perdiz e os locais ideais para o fazer. Leia tudo neste artigo.

4 Conselhos para a Boa Prática de Caça à Perdiz

O sucesso da caça à perdiz depende de vários fatores, uns relacionados com as particularidades da espécie e outros com a prática da caça. Então, o que importa saber?

1. Conhecer as Características da Zona

O ideal é que o local da caçada conjugue as condições ideais à presença de perdizes com as da prática da caça, ou seja:

  • Zona de planície, com solo que facilite a circulação e a visualização dos caçadores;
  • Abundância de água e alimento para atrair as aves;
  • Conjugação de zonas abertas, com atividade agrícola, com outras de mato denso, ideais para a perdiz se esconder e nidificar;
  • Atividade predatória controlada.

2.Treinar o seu Cão para a Caça à Perdiz

Preparar o seu fiel amigo para a caça é fundamental, já que ele o irá auxiliar a detetar e a recolher as perdizes.

  • Treine o olfato do seu cão, dando-lhe a cheirar uma peça desta caça, para que no futuro seja mais fácil detetar e recolher estas presas;
  • Invista tempo na repetição, ajudando o animal a criar um hábito;
  • Deixe que o seu cão se junte a outros que já participam na caça à perdiz. Os cães funcionam por imitação e assim, ele aprenderá mais facilmente com os outros animais.

3. Respeitar alguns Princípios Básicos

Deve ter em consideração algumas diretrizes, tais como:

  • Inicie a caçada ao amanhecer, entre as 07:00 e as 10:00, altura em que as aves “saem” para se alimentarem;
  • Realize a caça à perdiz nas modalidades de salto, cetraria ou batida;
  • Siga com rigor as indicações que lhe são transmitidas durante a caçada, de forma a não colocar em risco a sua integridade física e a dos demais participantes;
  • Nos terrenos de regime cinegético geral, não cace mais do que cinco perdizes, em cada dia de caça.

4. Fazer a Manutenção da Arma e utilizar Munições adequadas

A sua espingarda deve estar sempre em perfeitas condições.

Teste-a antes de cada caçada e efetue controlos periódicos, junto de um armeiro profissional.

Utilize munições adequadas à sua arma e apenas as autorizadas para a caça à perdiz.

Onde pode Praticar a Caça à Perdiz?

Encontre informação sobre caçadas a realizar, em sites da especialidade.

Neles encontrará o tipo de caçadas e respetivas datas, bem como detalhes como localização, características da zona, programas e preços.

A Caça à Perdiz tem um Propósito Nobre

A caça à perdiz é uma oportunidade de fusão com a natureza, num contexto de convívio e partilha.

A caça tem regras, respeita ciclos e encerra em si um objetivo nobre de preservação das espécies.

Se quer saber mais sobre caça à perdiz, visite o nosso website.

4 Fatores que tem de Saber antes do Repovoamento de Zonas de Caça

A gestão cinegética destina-se a melhorar o habitat das espécies, promovendo um desenvolvimento racional e sustentável das mesmas.

No entanto, existem fatores que podem conduzir a uma redução da população de animais, sendo o repovoamento de caça a solução ideal para repor o equilíbrio.  

Saiba porque é que o repovoamento é tão importante e quais os seus fatores de sucesso.

A Importância do Repovoamento de Caça para a Atividade Cinegética

Nos últimos anos, e devido a alguns fatores de desequilíbrio entre o Homem e a Natureza, verificou-se uma diminuição no número de exemplares de algumas espécies de caça.

Como resposta, o repovoamento de caça tem-se revelado uma solução sustentável, que permite recuperar as populações em risco de extinção, assegurando a sua fixação e reprodução nos locais a repovoar.

4 Fatores importantes para o Repovoamento de Caça 

O repovoamento deve considerar, de forma integrada e eficiente, todos os elementos necessários à sua execução.

1. Caracterização da Zona

Antes do repovoamento deve ser feita uma avaliação da zona a repovoar, incidindo, fundamentalmente, nos seguintes aspetos:

  • Existência de pontos de água de qualidade;
  • Condições para a instalação de abrigos;
  • Existência de culturas que garantam alimento;
  • Predominância de predadores.

2. Estratégia de Repovoamento

O processo de repovoamento não se pode limitar à criação de espécies em cativeiro e à sua libertação nas zonas de caça, sem que exista uma estratégia que garanta a adaptação das espécies ao novo habitat e a sua sobrevivência.

Para isso, nada melhor que contar com a ajuda de especialistas em repovoamento de zonas de caça.

3. Preparação da Zona

Preparar a zona a repovoar, significa criar as melhores condições de adaptação ao novo habitat e favoráveis à sobrevivência e reprodução das espécies.

Pontos-Chave a considerar:

  • Escolher os melhores locais para construção de abrigos;
  • Definir as necessidades de instalação de bebedouros e comedouros;
  • Limpar os terrenos em redor dos abrigos, dos bebedouros e dos comedouros.

4. Fatores Críticos de Sucesso

A eficácia do repovoamento depende de 4 fatores críticos. São eles:

Abrigo

O papel dos abrigos é fundamental na adaptação das espécies à zona a repovoar.

Eles deverão ter as seguintes características:

  • Construção semi-rústica;
  • Possuir arejamento e sombra;
  • Ter acesso fácil a alimentação e água;
  • Estar afastados de predadores.

Água

A abundância de água de qualidade, em nascentes ou charcas, e o seu acesso em diferentes pontos da propriedade é fundamental.

É também importante efetuar análises à água, caso se verifique o uso de pesticidas na agricultura local.

Alimentação

A escassez de alimento pode ser um problema, sobretudo no verão.

Por isso, é importante dar preferência ao cultivo de trigo e milho de sequeiro, com colheita tardia, garantindo alimento às espécies, durante mais tempo.

Ausência de Perturbação

A maioria das espécies cinegéticas é sensível a agentes perturbadores, que devem ser evitados.

São eles:

  • Presença constante de gado;
  • Elevada predação;
  • Uso abusivo de agro-químicos;
  • Corte de arbustos e feno, sobretudo na época de nidificação.

Um Repovoamento eficaz é uma Questão de Estratégia

O repovoamento tem inúmeras especificidades, pelo que o mais recomendado é solicitar uma consultoria a um produtor ou criador qualificado.

A Quinta dos Penedinhos é especialista em repovoamentos de zonas de caça, contando com estratégias e técnicas inovadoras, que resultam na criação de espécies cinegéticas com qualidades excecionais.

Prestamos apoio na preparação de projetos de repovoamento, através dos nossos serviços de consultoria. Venha conhecer a Quinta dos Penedinhos.

Repovoamento de Coelho Bravo – Criação da Quinta dos Penedinhos

O repovoamento de coelhos bravos, em zonas com aptidão cinegética, é uma solução que visa contribuir, de forma sustentável, para o equilíbrio do ecossistema.

Localizada no concelho de Sintra, a Quinta dos Penedinhos apresenta as condições ideais de replicação do habitat natural do coelho bravo, tendo-se dedicado à criação desta espécie em cativeiro para fins de repovoamento, contribuindo para a preservação da espécie.

A importância do repovoamento de coelhos bravos é inegável e tem inúmeras vantagens. Saiba quais e descubra alguns conselhos sobre a criação deste animal.

Conheça a Importância da Criação de Coelhos Bravos

O coelho bravo desempenha um papel fundamental na preservação dos ecossistemas mediterrânicos, fazendo parte da cadeia alimentar de espécies em risco de extinção, como o lince ibérico e a águia imperial, para além de ser uma espécie muito procurada pelos caçadores.

No entanto, nos últimos 50 anos, a população de coelhos bravos diminuiu significativamente, devido a vários fatores, nomeadamente:

  • Doenças; como a doença hemorrágica viral e a mixomatose;
  • Predação;
  • Degradação do habitat;
  • Intensificação da agricultura.

Daí ser tão importante investir na recuperação e preservação desta espécie.

Vantagens da Criação de Coelhos Bravos em Cativeiro

A criação de coelhos bravos em cativeiro, em ambiente controlado, visa garantir a sustentabilidade da espécie, apresentando inúmeras vantagens, entre as quais:

  • Maior proteção contra predadores;
  • Recriação do seu habitat natural;
  • Acesso contínuo a água e alimentação de qualidade;
  • Maior proteção contra doenças;
  • Ambiente seguro, propício à procriação.

O resultado é a obtenção de animais saudáveis e em número suficiente para garantir a conservação da espécie e repovoar as zonas carenciadas.

4 Conselhos Úteis para a Criação de Coelhos Bravos

A criação do coelho bravo exige tempo e dedicação, cabendo ao criador efetuar uma gestão eficiente destas populações.

1. Recorra a produtores de confiança

Antes de adquirir os primeiros exemplares, certifique-se de que são geneticamente puros e saudáveis.

A taxa de mortalidade do coelho bravo é elevada, pelo que é fundamental adquirir os seus coelhos a criadores especializados.

2. Controle regularmente as populações de coelhos

A supervisão das populações de coelhos passa, não só pelo controlo regular das suas condições de saúde e capacidade reprodutiva, mas também por um ajustamento da população às reais necessidades das áreas de intervenção.

Assim, evita-se uma produção descontrolada, que pode comprometer a qualidade da espécie.

3. Efetue uma boa gestão do habitat

Quando falamos numa boa gestão do habitat, falamos em refúgio, água limpa e fresca e alimentação adequada.

Estes fatores garantem a saúde e uma boa capacidade reprodutiva da espécie, num ambiente o mais próximo possível do natural.

4. Garanta o controlo de doenças virais

Por último, mas não menos importante, deve ser feito um controlo rigoroso das doenças endémicas. Para isso, é importante contar com o apoio de um veterinário, para efetuar a vacinação dos seus animais.

Quinta dos Penedinhos – Uma Referência em Repovoamento

A sua vasta experiência, aliada a técnicas de criação inovadoras, fazem da Quinta dos Penedinhos um criador de coelhos bravos de referência a nível nacional.

Necessita de ajuda nas suas ações de repovoamento de coelho bravo?

Fale connosco e conheça o nosso programa de repovoamento de coelho bravo in sito.

Qual a melhor raça de cães para caçar perdizes?

O fiel companheiro do homem é também o melhor aliado quando se trata de caçar perdizes. A sua destreza física e o seu olfato apurado são uma mais-valia para os caçadores.

Os cães são, por isso, elementos cruciais, tendo a tarefa de descobrir e cobrar as presas.

Se já é caçador ou vai iniciar-se nesta atividade é importante que esteja ciente de que nem todos os canídeos têm aptidão para esta função.

Neste artigo apresentamos três raças de cães que são excelentes para a caça à perdiz.

 1. Pointer – uma das raças mais indicadas para caçar perdizes

De porte médio, ativo, leal, afetuoso e com temperamento equilibrado, o Pointer é uma das raças de cães mais indicadas para a caça à perdiz e das preferidas em Portugal, devido às suas excelentes qualidades de caçador. Adapta-se muito bem a terrenos planos e caça em perfeita sintonia com o seu dono.

Originário do Reino Unido, o seu nome revela muito da sua personalidade: descobrir a presa e apontá-la (point) para o caçador.

Pointer tem um ótimo faro e como é muito ágil, devido à sua resistência física, é capaz de percorrer grandes distâncias sem grandes queixas. Uma vantagem na hora de procurar as perdizes.

Sendo muito meigo, é igualmente um excelente cão de companhia e de família. Daí a aposta dos caçadores nesta raça. Juntam o útil ao agradável: um excecional animal de caça, que tem uma faceta de cão brincalhão e alegre, que se dá muito bem com crianças.

Se tem um Pointer leve-o a conhecer as perdizes da Quinta dos Penedinhos e teste as suas capacidades de caça.

2. Setter – destaca-se pelo faro apurado

Descendente dos Spaniels, o Setter inglês é extremamente habilidoso como caçador.

De pelo cumprido e em quatro cores diferentes, o setter é facilmente identificável. Pode chegar a pesar 30 kg, tem um faro muito apurado e é igualmente um companheiro apreciado pelos mais novos, devido ao seu perfil cuidadoso e meigo.

Como se trata de uma raça que tem predisposição para ser treinada e é bastante silenciosa, os caçadores de perdizes encontram neste cão um companheiro de caça à altura, tanto de perdizes, como de patos ou cordonizes. Diga-se, a propósito, que o Setter é também um excelente nadador.  

Como passa facilmente despercebido e atinge uma alta velocidade a correr no encalço da presa, é uma das raças de parar mais eficazes para caçar perdizes.

3. Perdigueiro (português) – o companheiro do caçador

O Perdigueiro é uma das raças de cães mais conhecidas da população portuguesa. Mesmo quem não é entendido nesta matéria identifica facilmente este belo espécimen. A sua robustez física (peito largo, altura que oscila entre os 50 e 60 centímetros e umas patas finas como as de um gato) dotam-no das melhores condições para correr no encalço das presas.

Além disso, o perdigueiro é um cão que caça para agradar ao seu dono. Nunca se afasta do alcance do tiro e é extremamente submisso. Tem uma curiosidade inata e uma capacidade de entrega fora do comum. É bastante polivalente, já que se adapta a vários tipos de terreno, de clima e até de caça.

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Seja qual for a raça que escolha para caçar perdizes, não deixe de treiná-la com as perdizes da Quinta dos Penedinhos; perdizes com um comportamento em tudo parecido com o das bravas. Agende a sua visita através do mailquinta.dos.penedinhos@gmail.com

Caça à perdiz: Mulheres também apertam o gatilho

Embora ainda sejam uma minoria, as mulheres que praticam caça sentem-se confortáveis neste universo protagonizado por homens e nem sequer reclamam por privilégios, mesmo que eles insistam em concedê-los.

Estas amantes da caça à perdiz não fazem quaisquer tipos de exigências e, destemidas, vão para o terreno e sentem a adrenalina dos momentos decisivos em que pressionam o gatilho. 

Saiba mais sobre a caça à perdiz, com a Quinta dos Penedinhos.

Mulheres dedicam-se cada vez mais à caça à perdiz

Perante a inexistência de números oficiais, só se pode fazer estimativas: Cem? Duzentas? Bom, a quantidade de mulheres que se dedica à caça é um mistério, mas o crescimento da participação feminina é uma evidência, tal como as piadas que as (poucas) caçadoras ouvem. «Vais caçar de unhas pintadas?» ou «Vais caçar de unhas de gel?» são as frases jocosas mais proferidas pela ala masculina que domina esta atividade.

Se lhe contarmos que há até mulheres que iniciam o marido na caça, é capaz de achar que também estamos a brincar, uma vez que se trata de uma situação invulgar e até insólita: é que, em 99,99% dos casos, o «vício» de caçar é transmitido pelo pai, por um avô ou por um tio. Mas estamos mesmo a falar a sério: foi o que aconteceu com a caçadora Susana Silva e o seu marido, Rui Pereira.

Este é mesmo um casal fora do comum e que prova que quem corre – ou caça – por gosto não cansa: Afinal de contas, Susana e Rui residem em Santa Maria da Feira, mas não hesitam em percorrer cerca de 400 quilómetros para chegarem ao Clube de Pescadores e Caçadores de Tavira e, posteriormente, irem caçar para o Monte Tacão, próximo do município de Mértola.

Para mais informações sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro consulte a Quinta dos Penedinhos.

Caça à perdiz mantém-se no topo das preferências de homens e mulheres

A crescente participação feminina é reconhecida pela própria Federação Portuguesa de Caçadores. Por exemplo, em 2009, a organização realizou uma ação de charme na qual somente as mulheres praticaram a caça à perdiz em terras alentejanas. As 20 caçadoras ainda estiveram no encalço de lebres.

“Tentar trazer gente nova para a caça, visto que, sem caçadores, esta atividade acaba por desaparecer” foi o principal objetivo desta iniciativa, conforme declarou Hélder Ramos, presidente da Federação Portuguesa de Caçadores, à SIC.

Podem pertencer a géneros diferentes, mas a verdade é que todos os caçadores partilham alguns gostos. É o caso do «dia do caçador» que é consensual: é sempre ao Domingo. A caça a perdiz mantém-se no topo das preferências de ambos os géneros. Aliás, esta ave é considerada como «a espécie rainha», devido à sua beleza e rapidez, o que acaba por exigir um tiro rápido. As regras da caça à perdiz são igualmente válidas para os dois géneros: é altamente proibido abater o animal, quando este se encontra a andar/correr, por exemplo. 

Seja homem, seja mulher, saiba mais sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro, consultando a Quinta dos Penedinhos.

Fonte: Diário de Notícias