Arquivo da Categoria: Perdiz Vermelha

A perdiz vermelha é, hoje, uma espécie abundante em Portugal, podendo ser caçada sustentadamente. Tudo graças à boa gestão dos meios e criação de perdizes

Como deve ser feito o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Pelas suas características, como o voo a média altura ou o som característico que emite no arranque, a Perdiz Vermelha é uma das aves de caça mais procuradas pelos praticantes desta atividade.

No entanto, devido a múltiplos fatores, nomeadamente a agricultura moderna (intensiva) e o abandono progressivo da pequena agricultura com a proliferação crescente do mato e o consequente aumento dos predadores, bem como a luta constante contra pragas de insetos conduzindo à natural contaminação dos solos e das águas por pesticidas e inseticidas, tem-se assistido a um decréscimo do número de aves desta espécie um pouco por toda a Europa. A Perdiz Vermelha apresenta, por outro lado, uma fraca capacidade de adaptação às alterações do seu habitat impostas pelo Homem, sendo por isso, cada vez mais importante o recurso a criadores de perdiz de qualidade e com experiência no trabalho de repovoamento, capazes de contrariar a redução da população de perdiz vermelha no terreno.

O repovoamento da perdiz vermelha é, atualmente, essencial para garantir o constante fluxo da espécie em zonas de caça.

Importância de uma eficaz ação de Repovoamento da Perdiz Vermelha

Como já foi dito, a perdiz vermelha tem de sobreviver a inúmeros desafios durante o seu ciclo de vida, sem esquecer a pressão da própria caça. É, portanto, essencial procurar estratégias que promovam o bem-estar desta ave, estimulem a sua reprodução e ofereçam proteção contra os predadores.

Comportamento Gregário da Perdiz Vermelha ao longo do Ano

A Perdiz Vermelha é uma espécie que, durante o período do Verão e do Outono, é frequentemente vista em bandos, que podem chegar a ser constituídos por mais de 20 efectivos.

Estes grupos acabam por ser desfeitos no início do período reprodutivo (janeiro), para darem início ao processo de reprodução (acasalamento).

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o macho escolhe o território preparando-se para o defender.

Como fazer o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Perante a degradação sistemática do seu habitat natural pelos motivos acima indicados, a que acresce ainda uma baixa capacidade de adaptação às referidas alterações do seu habitat, a perdiz vermelha tem vindo a apresentar uma degradação progressiva do seu índice reprodutivo.

Por forma a contrariar esta situação, torna-se essencial dominar e possuir capacidade para implementar técnicas que promovam as condições necessárias à sobrevivência da perdiz vermelha e garantam a qualidade das mesmas.

Acreditamos que, para ser eficaz, o repovoamento de perdiz vermelha deve, desde logo, ter uma perspetiva (estratégia) de médio/longo prazo e ser realizado, anualmente, a três tempos:

  • 1º Tempo: Inverno (janeiro)
  • 2º Tempo: Verão (junho)
  • 3º Tempo: Outono (outubro/dezembro)

No 1º Tempo, o Repovoamento (de Inverno) deve ser feito com aves adultas e maturidade sexual propícia a um eficaz acasalamento, nidificação e eclosão de perdigotos a partir de aimo e junho.

No 2º Tempo, o Repovoamento (de Verão) deve ser realizado com perdigotos de idade adequada a formação de bandos próprios ou integração nos bandos já existentes de perdizes nascidas no terreno.

No 3º Tempo, o Repovoamento (de Outono) deve garantir a reposição das perdizes abatidas pelos caçadores; e mais importante, é que as perdizes colocadas nesta altura no terreno, por serem mais vulneráveis aos caçadores, desviem a atenção destes das perdizes objeto do repovoamento de Inverno (incluindo as perdizes já nascidas no terreno) e de Verão, menos vulneráveis e perfeitamente adaptadas e conhecedoras do terreno, comportando-se como autênticas perdizes bravas.

Importa, ainda, salientar que em cada tempo poderão ser usadas diversas técnicas diferentes de libertação das perdizes.

Algumas das principais medidas para se fazer um repovoamento eficaz da Perdiz Vermelha são:

  • Adotar procedimentos que assegurem as melhores condições de sobrevivência das perdizes durante o ano;
  • Melhorar o seu habitat, fornecendo abrigos, zonas de alimentação suplementar, bebedouros, manutenção das sebes e arbustos;
  • Controlar os predadores;
  • Estudar as zonas de repovoamento e libertar as aves nas áreas mais adequadas (p.e. soalheiras);
  • Tomar medidas que garantam o acasalamento, a nidificação e o nascimento dos perdigotos;

Produtores com grande experiência criaram modelos capazes de garantir o sucesso do repovoamento da Perdiz Vermelha.

A Quinta dos Penedinhos desenvolveu o modelo Mosaico Estratégico, que abrange os 5 principais fatores de sucesso no repovoamento desta espécie: Abrigo, Água, Alimentação, Animais e Ausência de Perturbação.

A Perdiz Vermelha da Quinta dos Penedinhos

A Quinta dos Penedinhos está apta a fornecer aos seus clientes, em cada momento, as perdizes com as características mais adequadas aos três tipos de repovoamento acima indicados.

Dispomos, para o efeito, de instalações modernas e utilizamos técnicas inovadoras por forma a dotá-las dos melhores traços fenotípicos da sua raça (Alectoris Rufa), maximizar a sua capacidade de voo e incutir-lhes as melhores características de adaptação ao meio ambiente.

Dispomos, ainda, de um serviço de consultoria e acompanhamento para as ações de repovoamento.

As nossas perdizes são ideais para o repovoamento de zonas de caça, sendo capazes de satisfazer os caçadores mais exigentes e experientes.

Se ficou com interesse, fale connosco. Na Quinta dos Penedinhos, estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer questão.

Nesta época em que o Mundo em geral, e Portugal em particular, sofre os efeitos de uma pandemia devastadora de COVID-19, solicitamos que todos os contactos sejam feitos por mail, telemóvel, videochamada (WhatsApp) ou outros meios de comunicação à distância disponíveis. O nosso Plano de Contingência assim obriga.

Para o bem de todos.

Bem Hajam!

Perdiz de 2018 choca 15 ovos num parque de voo em Junho 2019

Com efeito, o video documenta uma perdiz vermelha com uma idade estimada de 12 meses, criada em cativeiro, na Quinta dos Penedinhos, que nidificou e pôs 15 ovos. Chocou-os como mostra o video durante cerca de 1 mês, ao fim de um mês, retirámos os ovos para análise e verificámos que os mesmos não estavam galados, razão pela qual não nunca poderiam eclodir quaisquer perdigotos por mais tempo que a perdiz os chocasse.


Neste caso concreto, o facto dos ovos não estarem galados, poderá ser explicado por várias razões, nomeadamente, a existência de um bando de perdizes de dimensão considerável confinado a um espaço – parque de voo – relativamente pequeno, sem condições para um natural acasalamento. Aqui está a prova de que as perdizes criadas em cativeiro, quando libertadas na Natureza, e desde que atinjam a maturidade sexual necessária, conseguem acasalar, nidificar e criar perdigotos.

Caça à Perdiz: Onde e como praticar esta atividade cinegética?

Sendo a perdiz uma espécie relativamente abundante em todo o território nacional e com um comportamento adequado à prática cinegética, faz com que a caça à perdiz esteja no topo das preferências dos caçadores.

Silêncio, astúcia e perspicácia são palavras de ordem para os amantes desta atividade.  Mas há mais!

Vamos partilhar alguns dos melhores conselhos para a prática da caça à perdiz e os locais ideais para o fazer. Leia tudo neste artigo.

4 Conselhos para a Boa Prática de Caça à Perdiz

O sucesso da caça à perdiz depende de vários fatores, uns relacionados com as particularidades da espécie e outros com a prática da caça. Então, o que importa saber?

1. Conhecer as Características da Zona

O ideal é que o local da caçada conjugue as condições ideais à presença de perdizes com as da prática da caça, ou seja:

  • Zona de planície, com solo que facilite a circulação e a visualização dos caçadores;
  • Abundância de água e alimento para atrair as aves;
  • Conjugação de zonas abertas, com atividade agrícola, com outras de mato denso, ideais para a perdiz se esconder e nidificar;
  • Atividade predatória controlada.

2.Treinar o seu Cão para a Caça à Perdiz

Preparar o seu fiel amigo para a caça é fundamental, já que ele o irá auxiliar a detetar e a recolher as perdizes.

  • Treine o olfato do seu cão, dando-lhe a cheirar uma peça desta caça, para que no futuro seja mais fácil detetar e recolher estas presas;
  • Invista tempo na repetição, ajudando o animal a criar um hábito;
  • Deixe que o seu cão se junte a outros que já participam na caça à perdiz. Os cães funcionam por imitação e assim, ele aprenderá mais facilmente com os outros animais.

3. Respeitar alguns Princípios Básicos

Deve ter em consideração algumas diretrizes, tais como:

  • Inicie a caçada ao amanhecer, entre as 07:00 e as 10:00, altura em que as aves “saem” para se alimentarem;
  • Realize a caça à perdiz nas modalidades de salto, cetraria ou batida;
  • Siga com rigor as indicações que lhe são transmitidas durante a caçada, de forma a não colocar em risco a sua integridade física e a dos demais participantes;
  • Nos terrenos de regime cinegético geral, não cace mais do que cinco perdizes, em cada dia de caça.

4. Fazer a Manutenção da Arma e utilizar Munições adequadas

A sua espingarda deve estar sempre em perfeitas condições.

Teste-a antes de cada caçada e efetue controlos periódicos, junto de um armeiro profissional.

Utilize munições adequadas à sua arma e apenas as autorizadas para a caça à perdiz.

Onde pode Praticar a Caça à Perdiz?

Encontre informação sobre caçadas a realizar, em sites da especialidade.

Neles encontrará o tipo de caçadas e respetivas datas, bem como detalhes como localização, características da zona, programas e preços.

A Caça à Perdiz tem um Propósito Nobre

A caça à perdiz é uma oportunidade de fusão com a natureza, num contexto de convívio e partilha.

A caça tem regras, respeita ciclos e encerra em si um objetivo nobre de preservação das espécies.

Se quer saber mais sobre caça à perdiz, visite o nosso website.

Qual a melhor raça de cães para caçar perdizes?

O fiel companheiro do homem é também o melhor aliado quando se trata de caçar perdizes. A sua destreza física e o seu olfato apurado são uma mais-valia para os caçadores.

Os cães são, por isso, elementos cruciais, tendo a tarefa de descobrir e cobrar as presas.

Se já é caçador ou vai iniciar-se nesta atividade é importante que esteja ciente de que nem todos os canídeos têm aptidão para esta função.

Neste artigo apresentamos três raças de cães que são excelentes para a caça à perdiz.

 1. Pointer – uma das raças mais indicadas para caçar perdizes

De porte médio, ativo, leal, afetuoso e com temperamento equilibrado, o Pointer é uma das raças de cães mais indicadas para a caça à perdiz e das preferidas em Portugal, devido às suas excelentes qualidades de caçador. Adapta-se muito bem a terrenos planos e caça em perfeita sintonia com o seu dono.

Originário do Reino Unido, o seu nome revela muito da sua personalidade: descobrir a presa e apontá-la (point) para o caçador.

Pointer tem um ótimo faro e como é muito ágil, devido à sua resistência física, é capaz de percorrer grandes distâncias sem grandes queixas. Uma vantagem na hora de procurar as perdizes.

Sendo muito meigo, é igualmente um excelente cão de companhia e de família. Daí a aposta dos caçadores nesta raça. Juntam o útil ao agradável: um excecional animal de caça, que tem uma faceta de cão brincalhão e alegre, que se dá muito bem com crianças.

Se tem um Pointer leve-o a conhecer as perdizes da Quinta dos Penedinhos e teste as suas capacidades de caça.

2. Setter – destaca-se pelo faro apurado

Descendente dos Spaniels, o Setter inglês é extremamente habilidoso como caçador.

De pelo cumprido e em quatro cores diferentes, o setter é facilmente identificável. Pode chegar a pesar 30 kg, tem um faro muito apurado e é igualmente um companheiro apreciado pelos mais novos, devido ao seu perfil cuidadoso e meigo.

Como se trata de uma raça que tem predisposição para ser treinada e é bastante silenciosa, os caçadores de perdizes encontram neste cão um companheiro de caça à altura, tanto de perdizes, como de patos ou cordonizes. Diga-se, a propósito, que o Setter é também um excelente nadador.  

Como passa facilmente despercebido e atinge uma alta velocidade a correr no encalço da presa, é uma das raças de parar mais eficazes para caçar perdizes.

3. Perdigueiro (português) – o companheiro do caçador

O Perdigueiro é uma das raças de cães mais conhecidas da população portuguesa. Mesmo quem não é entendido nesta matéria identifica facilmente este belo espécimen. A sua robustez física (peito largo, altura que oscila entre os 50 e 60 centímetros e umas patas finas como as de um gato) dotam-no das melhores condições para correr no encalço das presas.

Além disso, o perdigueiro é um cão que caça para agradar ao seu dono. Nunca se afasta do alcance do tiro e é extremamente submisso. Tem uma curiosidade inata e uma capacidade de entrega fora do comum. É bastante polivalente, já que se adapta a vários tipos de terreno, de clima e até de caça.

Agende a sua visita à Quinta dos Penedinhos.

Seja qual for a raça que escolha para caçar perdizes, não deixe de treiná-la com as perdizes da Quinta dos Penedinhos; perdizes com um comportamento em tudo parecido com o das bravas. Agende a sua visita através do mailquinta.dos.penedinhos@gmail.com

Caça à perdiz: Mulheres também apertam o gatilho

Embora ainda sejam uma minoria, as mulheres que praticam caça sentem-se confortáveis neste universo protagonizado por homens e nem sequer reclamam por privilégios, mesmo que eles insistam em concedê-los.

Estas amantes da caça à perdiz não fazem quaisquer tipos de exigências e, destemidas, vão para o terreno e sentem a adrenalina dos momentos decisivos em que pressionam o gatilho. 

Saiba mais sobre a caça à perdiz, com a Quinta dos Penedinhos.

Mulheres dedicam-se cada vez mais à caça à perdiz

Perante a inexistência de números oficiais, só se pode fazer estimativas: Cem? Duzentas? Bom, a quantidade de mulheres que se dedica à caça é um mistério, mas o crescimento da participação feminina é uma evidência, tal como as piadas que as (poucas) caçadoras ouvem. «Vais caçar de unhas pintadas?» ou «Vais caçar de unhas de gel?» são as frases jocosas mais proferidas pela ala masculina que domina esta atividade.

Se lhe contarmos que há até mulheres que iniciam o marido na caça, é capaz de achar que também estamos a brincar, uma vez que se trata de uma situação invulgar e até insólita: é que, em 99,99% dos casos, o «vício» de caçar é transmitido pelo pai, por um avô ou por um tio. Mas estamos mesmo a falar a sério: foi o que aconteceu com a caçadora Susana Silva e o seu marido, Rui Pereira.

Este é mesmo um casal fora do comum e que prova que quem corre – ou caça – por gosto não cansa: Afinal de contas, Susana e Rui residem em Santa Maria da Feira, mas não hesitam em percorrer cerca de 400 quilómetros para chegarem ao Clube de Pescadores e Caçadores de Tavira e, posteriormente, irem caçar para o Monte Tacão, próximo do município de Mértola.

Para mais informações sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro consulte a Quinta dos Penedinhos.

Caça à perdiz mantém-se no topo das preferências de homens e mulheres

A crescente participação feminina é reconhecida pela própria Federação Portuguesa de Caçadores. Por exemplo, em 2009, a organização realizou uma ação de charme na qual somente as mulheres praticaram a caça à perdiz em terras alentejanas. As 20 caçadoras ainda estiveram no encalço de lebres.

“Tentar trazer gente nova para a caça, visto que, sem caçadores, esta atividade acaba por desaparecer” foi o principal objetivo desta iniciativa, conforme declarou Hélder Ramos, presidente da Federação Portuguesa de Caçadores, à SIC.

Podem pertencer a géneros diferentes, mas a verdade é que todos os caçadores partilham alguns gostos. É o caso do «dia do caçador» que é consensual: é sempre ao Domingo. A caça a perdiz mantém-se no topo das preferências de ambos os géneros. Aliás, esta ave é considerada como «a espécie rainha», devido à sua beleza e rapidez, o que acaba por exigir um tiro rápido. As regras da caça à perdiz são igualmente válidas para os dois géneros: é altamente proibido abater o animal, quando este se encontra a andar/correr, por exemplo. 

Seja homem, seja mulher, saiba mais sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro, consultando a Quinta dos Penedinhos.

Fonte: Diário de Notícias

Acção de Repovoamento da ZCT da Herdade do Cabido Grande com Perdiz Vermelha – Parte II

1. Introdução. Esta acção de repovoamento teve lugar no passado dia 04 de Setembro de 2014. As perdizes foram fornecidas pela Quinta dos Penedinhos com uma idade média de 15 semanas. Estas perdizes atingiram a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no dia 05 de Outubro p.p.. A reserva em questão caracteriza-se, resumidamente, por ser uma zona de planalto, com muita água disponível (duas barragens) e bem distribuída, muito soalheira, com pouco mato rasteiro, bem arborizada (sobreiros e azinheiras) e com terrenos enxutos, incluindo ainda zonas adstritas a culturas de regadio. Sob a supervisão do Director Técnico da Quinta dos Penedinhos, a ZCT logrou um bom nível de integração da Alimentação (comedouros), do Abrigo (semi-rústico), e da Água (barragens). Já quanto ao nível de perturbação, a prevalência de predadores aéreos (águias), bem como a presença constante do gado (ovino e bovino), constituem motivos de preocupação. Finalizada a largada das perdizes no terreno, e em face do exposto, colocaram-se, desde logo, um conjunto de questões: Como se comportariam as perdizes da Quinta dos Penedinhos utilizadas na presente acção de repovoamento relativamente à sua capacidade de adaptação às condições ambientais da zona de caça? Que resultados poderíamos esperar relativamente à integração destas perdizes com as perdizes silvestres existentes na reserva, formando bandos mistos? 2.  Resultados obtidos. Nada melhor do que transcrever os testemunhos da Direcção da própria ZCT:   2.1. Apoio Técnico «Felicito a Quinta dos Penedinhos e o seu director Carlos Magro pelo seu empenho e profissionalismo, tanto na qualidade das perdizes e do apoio técnico, como também pelo seu interesse nos resultados do repovoamento.»    2.2. Adaptação das Perdizes «As perdizes estão lindas, comem nos restolhos naturais e estão bem integradas.» «E em acção de caça mostram um comportamento esquivo e uma capacidade de voo que os caçadores tanto apreciam.»   2.3. Nível de Perturbação  «Constatamos a perda de alguns exemplares por predação, difícil de quantificar, mas pouco relevante.»   2.4. Integração das Perdizes com as Nativas «As perdizes integraram-se com alguns exemplares nativos…»   2.5. Apreciação Global «Considero que factores como a qualidade genética das aves, a idade aconselhada, o bom maneio em cativeiro, a boa técnica de solta e as condições óptimas no terreno com restolhos e água abundantes favoreceram o sucesso desta acção.» «… faço uma apreciação global de excelente.»  «E porque a competência deve ser reconhecida: o nosso bem haja.»    3.      Considerações Finais Estas perdizes atingiram a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no passado dia 05 de Outubro de 2014 e, muito provávelmente, as perdizes que sobreviverem à referida época de caça, acasalarão e nidificarão. Convém notar, no entanto, que a agricultura intensiva que é praticada, a existência de gado e a distância das barragens existentes não abonam nada a favor da sobrevivência dos ninhos, nem dos perdigotos que, não obstante, venham a eclodir. Além do mais, a própria canalização da água a céu aberto poderá constituir uma armadilha perigosa para os perdigotos recém-nascidos, provocando o seu afogamento. Tudo isto é muito importante e necessário para o sucesso de qualquer acção de repovoamento com Perdiz Vermelha. Mas não é suficiente, pois se a qualidade das perdizes – traduzida na maior ou menor capacidade de sobrevivência em condições ambientais naturais – que se colocam no terreno não fôr boa, o repovoamento poderá ser um fracasso. As perdizes da Quinta dos Penedinhos têm-se revelado de superior qualidade nas acções de repovoamento em que têm participado, porque: a)      Evidenciam uma pureza e bravura genética notável desde os primeiros dias; b)      Estão habituadas, desde muito cedo, ao consumo de diversos cereais; c)       Estão habituadas, desde as primeiras semanas, a um tipo de comedouro muito económico e fácil de instalar em qualquer zona de caça: garrafão de plástico invertido. d)      Permanecem, a partir das 12 semanas, nos parques de voo, habituando-se a enfrentar todas as condições meteorológicas por mais adversas que sejam.  Estes procedimentos garantem uma excelente adaptação das nossas perdizes às condições naturais de qualquer zona de caça. A terminar, queremos manifestar uma vez mais os nossos agradecimentos à Direcção da ZCT da Herdade do Cabido Grande pela confiança depositada na Quinta do Penedinhos quanto à acção de repovoamento levada a cabo.   Quinta dos Penedinhos, 08 de Outubro de 2014 A Direcção.

Feira da Caça Maior de Odemira

A Quinta dos Penedinhos esteve presente na Feira da Caça Maior de Odemira que teve lugar no parque de exposições de S. Teotónio nos passados dias 13 e 14 de Setembro de 2014. A convite da Associação de Caçadores de Perdizes Vermelhas do concelho de Odemira, a Qta. dos Penedinhos forneceu as perdizes vermelhas e os coelhos bravos. As perdizes, bem como os coelhos, deliciaram os visitantes do certame, sobretudo as crianças. Do programa da feira constava, entre outros, várias demonstrações de caça com cães de parar. As perdizes da Qta. dos Penedinhos utilizadas nas referidas demonstrações de caça tiveram um comportamento excepcional – levantaram-se na cara dos cães exibindo voos muito altos e grandes – conforme a opinião de todos os profissionais envolvidos na realização das provas. Mais um prova da excelente qualidade das perdizes criadas na Qta. dos Penedinhos. Que o digam o Sr. Víctor Guerreiro, Presidente da Associação de Caçadores de Perdizes Vermelhas e o Sr. António Viana ilustre associado da mesma associação, na foto da direita para a esquerda: odmira_feiraNa foto de baixo vemos o treinador de cães de parar Sr. Jorge Rosado (proprietário do Canil Miralgarve, Vila do Bispo) em plena paragem com o seu pointer Bonus de 4 anos de idade. odmira_caes    

Acção de Repovoamento de uma Zona de Caça com Perdiz Vermelha

Um caso a seguir…

1. Caracterização da Zona de Caça A zona de caça objecto deste artigo situa-se no Alentejo, no concelho de Arraiolos. Está implantada numa propriedade com ca. de 1.700 ha. A reserva dispõe de duas barragens e de um sistema de canalização da água a céu aberto para as culturas de regadio distribuído por toda a propriedade.

Durante os trabalhos fomos acompanhados de perto por uma lebre cheia de curiosidade…

Para além das zonas adstritas às culturas de regadio (milho), a propriedade apresenta zonas de montado (sobreiros e azinheiras) relativamente limpas de mato. A reserva em questão caracteriza-se, resumidamente, por ser uma zona de planalto, com muita água disponível e bem distribuída, muito soalheira, com pouco mato rasteiro, bem arborizada e com terrenos enxutos. 2. Preparação da Zona de Caça Antes da largada das perdizes no terreno, haviam sido implementadas já um conjunto de acções com vista a assegurar às perdizes actualmente existentes as melhores condições de abrigo, alimento e água. É disponibilizado trigo em comedouros estratégicamente situados e próximos das barragens. Os comedouros estão protegidos por malha-sol para protecção contra o gado. A disponibilidade de água está naturalmente garantida pela existência de duas barragens e diversas canalizações de água a céu aberto.
Abrigo construído com aproveitamento da malha-sol, à sombra de um eucalipto e próximo da barragem, sob a supervisão do Director-Técnico da Qta. dos Penedinhos.

Abrigo construído com aproveitamento da malha-sol, à sombra de um eucalipto e próximo da barragem, sob a supervisão do Director-Técnico da Qta. dos Penedinhos.

A intervenção do pessoal técnico da Quinta dos Penedinhos consistiu: i)        Na determinação dos melhores locais para construção dos abrigos; ii)      Na supervisão da construção dos abrigos (semi-rústicos), bem como da respectiva protecção com malha-sol contra o gado; iii)     No aconselhamento sobre o tipo mais eficiente de comedouros e bebedouros.
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Abrigo semi-rústico construído sob a supervisão do Director-Técnico da Quinta dos Penedinhos, completamente integrado no ambiente.

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Abertura das tampas das caixas das perdizes por um elemento da Direcção da zona de caça.
Junto ao abrigo foi colocado um comedouro sob aforma de garrafão de plástico invertido; as perdizes da Qta. dos Penedinhos estão habituadas, desde as primeiras semanas, a este tipo de comedouro, muito prático e económico.

3.   Factores Críticos de Sucesso (FCS) 3.1 Matéria-Prima: As nossas perdizes
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As perdizes são fornecidas em caixas de cartão especialmente concebidas para este tipo de acções.

A presente acção de repovoamento, i.e. a largada das perdizes no terreno, foi realizada no passado dia 04 de Setembro de 2014 ao longo do dia. As perdizes foram fornecidas pela Quinta dos Penedinhos com uma idade média de 15 semanas. Estas perdizes atingirão a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no próximo dia 05 de Outubro de 2014. 3.2. Nível de Integração de Abrigo, Água, Alimentação e Ausência de Perturbação. Tratando-se de uma zona com uma grande quantidade de gado, a direcção da zona de caça optou, a nosso ver muito bem, pela protecção dos abrigos, incluindo os respectivos comedouros e bebedouros, com malha-sol e, nalguns casos, pelo aproveitamento da mesma para proporcionar o abrigo indispensável às perdizes recém-introduzidas. Outra decisão, que merece o nosso elogio, foi a selecção dos locais para a implantação dos abrigos. Com efeito, a maior parte destes foi colocada na orla das barragens. Os que se situavam mais distantes dos pontos de água foram equipados com bebedouros de campo servidos de água a partir de depósitos de 30 litros. 4. Considerações Finais Em face do exposto, devemos chamar a atenção dos leitores para a forma integrada como foram dispostos no terreno a Alimentação (comedouros), o Abrigo (semi-rústico), e a Água (barragens). Já quanto ao nível de perturbação, a prevalência de predadores aéreos (águias), bem como a presença constante do gado (ovino e bovino), constituem motivos de preocupação. Outro aspecto que nos merece um reparo é o facto da introdução das perdizes no terreno ter sido realizada ao longo do dia. Aconselhamos sempre os nossos clientes a realizar esta operação ao anoitecer, por forma a facilitar e a aumentar o período de fixação das aves no local. Neste caso, o que aconteceu foi, como era de esperar, que as perdizes colocadas de manhã, já não se encontravam nos abrigos ao final da tarde, correndo-se o risco das aves ficarem muito cedo expostas aos predadores e à perturbação da passagem do gado, inviabilizando a sua fixação ao local. Com efeito, a Direcção da zona de caça pôde observar nesse mesmo dia, ao final da tarde, a predação de uma perdiz por uma águia. Estas perdizes atingirão a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no próximo dia 05 de Outubro de 2014 e, muito provávelmente, as perdizes que sobreviverem à referida época de caça, acasalarão e nidificarão. Convém notar, no entanto, que a agricultura intensiva que é praticada, a existência de gado e a distância das barragens existentes não abonam nada a favor da sobrevivência dos ninhos, nem dos perdigotos que, não obstante, venham a eclodir. Além do mais, a própria canalização da água a céu aberto poderá constituir uma armadilha perigosa para os perdigotos recém-nascidos, provocando o seu afogamento. Tudo isto é muito importante e necessário para o sucesso de qualquer acção de repovoamento com Perdiz Vermelha. Mas não é suficiente, pois se a qualidade das perdizes – traduzida na maior ou menor capacidade de sobrevivência em condições ambientais naturais – que se colocam no terreno não fôr boa, o repovoamento poderá ser um fracasso. As perdizes da Quinta dos Penedinhos têm-se revelado de superior qualidade nas acções de repovoamento em que têm participado, porque:

  • Evidenciam uma pureza e bravura genética notável desde os primeiros dias;
  • Estão habituadas, desde muito cedo, ao consumo de diversos cereais;
  • Estão habituadas, desde as primeiras semanas, a um tipo de comedouro muito económico e fácil de instalar em qualquer zona de caça: garrafão de plástico invertido.
  • Permanecem, a partir das 12 semanas, nos parques de voo, habituando-se a enfrentar todas as condições meteorológicas por mais adversas que sejam.

Estes procedimentos garantem uma excelente adaptação das nossas perdizes às condições naturais de qualquer zona de caça. Vamos ver, no futuro, o que aconteceu nesta acção de repovoamento? Terão as perdizes da Quinta dos Penedinhos revelado desde o início da presente acção de repovoamento uma excelente capacidade de adaptação às condições ambientais da zona de caça intervencionada? Como terá sido a integração destas perdizes com as perdizes silvestres existentes na reserva, formando bandos mistos? A terminar, queremos manifestar os nossos agradecimentos à Direcção da ZCT da Herdade do Cabido Grande pela confiança depositada na Quinta do Penedinhos quanto à acção de repovoamento levada a cabo. Quinta dos Penedinhos, 08 de Setembro de 2014 A Direcção. Fotografias by Martim Magro (Biólogo).

Largada na Tapada, Almeirim

O Clube de Caça da Tapada, Almeirim, comemora este ano o seu 25º aniversário, no âmbito do qual decidiu orgnizar mais uma largada de perdizes que teve lugar no passado dia 20 de Julho de 2014. As portas foram colocadas a ca. de 135 metros do ponto de lançamento; definitivamente, um teste à capacidade de voo das perdizes fornecidas pela Quinta dos Penedinhos. Com efeito, as nossas perdizes tiveram um comportamento admirável, tendo correspondido inteiramente às expectativas dos caçadores, ajudando a abrilhantar a festa. Os nossos agradecimentos pela confiança depositada na nossa empresa. E muitos parabéns pelo vosso 25º aniversário. Quinta_dos_penedinhos A Direcção do Clube de Caça da Tapada. A alegria foi a nota dominante do evento.    

EXPOCAÇA 2014

A Quinta dos Penedinhos esteve presente, pela primeira vez, na Expocaça, que decorreu entre 16 e 18 de Maio de 2014. O stand nº 141 da Quinta dos Penedinhos recebeu a visita de muitos caçadores representantes de inúmeras associações e clubes, bem como diversos representantes de outras empresas do sector. Vimos agradecer públicamente o interesse que todos demonstraram em conhecer mais de perto o nosso projecto de criação das duas espécies de caça-menor mais procuradas em Portugal: o coelho bravo e a perdiz vermelha. expocaca