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O Papel do Coelho Bravo na Preservação do Lince Ibérico

A importância do coelho bravo tem sido um tema que tem dado azo a uma discussão aberta sobre as áreas carenciadas da espécie, mais especificamente sobre a necessidade urgente de repovoar as mesmas, não só para só para efeitos de caça, mas também para efeitos de preservação de espécies ameaçadas, como é o caso do lince ibérico. coelho bravo

O lince ibérico é uma espécie endémica da Península Ibérica e, ao longo de várias décadas, esteve em declínio, fruto da extensa caça que se registou no século XX, bem como devido à privação de fontes de alimentos que outrora abundavam. Atualmente, o lince ibérico ainda é a espécie felina mais ameaçada do mundo, contudo, a tendência tem vindo a mudar, registando paulatinamente um aumento no seu número, devido aos esforços de várias entidades, particulares e oficiais, para conservar a espécie.

O coelho bravo, por sua vez, é uma espécie também bastante importante para os ecossistemas mediterrânicos, todavia, devido à sua proliferação, no passado recente, foi uma espécie amplamente caçada. Esta espécie frequenta muitos habitats semelhantes aos linces, porém, o seu papel vai muito para além desta coexistência.

A relação entre o coelho bravo e o lince ibérico

O coelho comum, como é também designado popularmente esta espécie, faz parte da alimentação de vários predadores, entre os quais está o lince ibérico. Na realidade, a principal fonte de alimentação deste último é mesmo é o coelho comum, representado cerca de 80% da sua dieta. Além disso, a espécie revela pouca propensão ou capacidade de consumir outro tipo de alimentos, uma dependência que, a par de outros fatores, como a caça ilegal, redução e alteração do espaço do seu habitat natural, eclosão de doenças e de acidentes, veio reduzir significativamente os seus números.

No entanto, a reprodução em cativeiro de ambas as espécies, em simultâneo com outras medidas implementadas para proteção das mesmas em solo ibérico, veio alterar o paradigma verificado, resultando na criação de condições para as duas espécies subsistirem, num crescimento sustentado dos seus números, para assegurar o presente e, naturalmente, o futuro, para que as gerações vindouras também possam usufruir das mesmas.

A importância da reprodução do coelho bravo num ambiente controlado

Ações de conservação, como as resultantes de programas de reprodução em cativeiro, bem como os programas de reintrodução nos habitats naturais, têm vindo a permitir aumentar os números do lince ibérico, o que não poderia ser possível sem a reintrodução do coelho bravo, a sua principal fonte de alimento e, por isso, a base da sua subsistência.

Nessa ótica, a criação deste coelho em ambientes controlados e sem predadores, como os proporcionados por reservas naturais, permitem reproduzir o habitat natural dos mesmos, preparando-lhes para a reintrodução, bem como possibilitando a criação de coelhos saudáveis, independentemente da sua finalidade.

A Quinta dos Penedinhos dispõe de instalações únicas para a criação do coelho bravo, de forma a proporcionar uma solução sustentável de repovoamento de zonas carenciadas da espécie, quer de zonas de caça, quer de habitats de espécies ameaçadas, por isso, se procura uma solução análoga, entre em contacto connosco, para que lhe possamos ajudar.

Criação de coelhos: saiba qual a sua importância, aqui!

Originário da Península Ibérica, o coelho-bravo habita em ecossistemas mediterrânicos e torna-se presa fácil para os predadores de maior porte, como o lince ibérico, que captura estes animais para se alimentar. Nos ecossistemas a lei do mais forte predomina, tendo o coelho-bravo de se abrigar em tocas para sobreviver aos perigos que o rodeiam. A Quinta dos Penedinhos, localizada no concelho de Sintra, dedica-se à criação de coelhos, uma vez que, esta apresenta as condições ideais para a reprodução do habitat natural destes roedores.

Coelho à caçador ou coelho de fricassé? A verdade é que os maiores perigos para estes roedores não são apenas outros animais, mas também o Homem, que aprecia esta saborosa peça de caça. Por um Alentejo verdejante com paisagens a perder de vista é comum ver pequenos roedores a saltitar de pedra em pedra ou a procurarem uma toca para se abrigarem. O coelho-bravo é uma das espécies mais importantes da nossa fauna.

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Saiba qual a importância da criação de coelhos para o ecossistema!

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica e a vasta vegetação são fatores determinantes para a sobrevivência das populações de coelho-bravo. A sobreposição de solos permite a estruturação de tocas e leva a uma maior população de coelho-bravo nesses locais. Estes pequenos roedores preferem terrenos com vasta vegetação para conseguirem sobreviver por uma maior período de tempo, já que têm maiores possibilidades de se esconderem dos predadores. Preferem áreas de paisagem variada e faccionada, com porções agrícolas, de pasto, de matagais, caracterizadas por grandes complexidades. Estas regiões de grande vegetação devem possuir alimento e abrigo para os roedores se protegerem dos predadores. O seu grande inimigo é o lince ibérico.

O coelho-bravo é um animal que vive em comunidade, nunca se desviando mais de 300 metros das tocas, o que auxilia a criação de coelhos em determinadas herdades. No entanto, há duas alturas específicas em que estes se afastam um pouco: a primeira é no final da época de reprodução, quando os jovens machos se dispersam; o segundo é no começo da época de reprodução, no qual os animais se deslocam à procura de uma nova colónia.

O que importa saber sobre a criação de coelhos?

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica influencia a criação de coelhos. Temperatura, precipitação e alimentos disponíveis são fundamentais para estes roedores se fixarem em determinada região. No Outono inicia-se a época de reprodução, pois e nesta altura que a vegetação é mais densa.

Existem tocas próprias para os partos (usualmente localizadas perto das tocas das populações animais) a uma profundeza de 50 cm a 1 metro, que são construídas cerca de dois dias antes do parto. A preparação destas tocas é da responsabilidade da fêmea que dispõe de ervas, folhas secas e pêlos que arranca do seu próprio ventre. As crias permanecem lá dentro 19 a 21 dias, passando então para as tocas de habitação das colónias. Passado seis meses após o parto, os juvenis tornam-se adultos.

Visite a Quinta dos Penedinhos e saiba mais sobre criação de coelhos