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Criação de coelhos: como repovoar esta espécie?

Devido à diminuição reconhecida e evidente nos efetivos de coelhos-bravo, várias zonas de caça decidiram implementar medidas para recuperar os efetivos existentes noutras zonas, em que isso já não era possível, porque o efetivo era insuficiente ou nulo, optando-se por fazer repovoamento. Saiba como fomentar a criação de coelhos dentro das zonas de caça.

Ao longo dos últimos anos, uma das opções cada vez mais frequente é a criação de coelhos dentro das Zonas de Caça, recorrendo ao uso de parques ou à instalação de marouços pré-fabricados ou improvisados, que funcionam como maternidade e abrigo. Nunca esquecendo que o sucesso de qualquer tipo de iniciativa destas depende de uma correta gestão da Zona de Caça e de melhorias no habitat.

Localizada em plena Reserva Ecológica Natural, no Concelho de Sintra, a Quinta dos Penedinhos possui condições naturais únicas para a criação de coelhos.

Conheça a relevância do habitat para a criação de coelhos!

O habitat influencia positiva ou negativamente as populações de coelho-bravo. A sua permanência em zonas de vegetação densas e propícias ao repovoamento permite que este animal sobreviva por mais tempo, evitando que o mesmo fique em vias de extinção. Quando existe fatores que causam uma diminuição da espécie é preciso agir positivamente, no sentido de iniciar um processo de recuperação da espécie.

Sinteticamente, as condições ideais que a zona de caça deve possuir são:

  1. Encontrar-se a baixa altitude;
  2. O solo ter boas condições para a deslocação do caçador;
  3. Apresentar um relevo suave, com poucas variações;
  4. Alimento e água para atrair as espécies. Pequenos ribeiros, com ervas ao redor atraem mais pequenos roedores;
  5. Ter zonas de procriação;
  6. Haver um controlo efetivo de predadores.

Como recuperar uma população de coelho-bravo?

                             criacao de coelhos

O coelho-bravo é um objeto de caça muito apreciado, mas existem fatores a ter em conta, que permitem evitar que este animal seja extinto. A caça constante do coelho-bravo leva a uma diminuição de exemplares desta espécie, por isso, há que saber como recuperar toda uma população. O objetivo é conseguir que o coelho se reproduza a partir dos animais existentes e não introduzir novos exemplares.

Apenas é aconselhável a introdução de animais se a população existente for quase nula. Ai torna-se necessário ir buscar coelhos-bravos a outros locais dentro ou fora da zona de caça.

Existem diversas épocas para o repovoamento destes animais: se for buscar exemplares a outras zonas de caça, deve fazê-lo entre a Primavera e o Verão. Contudo, os finais do Verão e início do Outono é a altura propícia para fazer o repovoamento, sempre que consiga animais nestas épocas.

1. Primavera – Verão: deve ser capturado o máximo de animais juvenis nos primeiros dias após o repovoamento, porque estes são alvos fáceis de predadores antes de chegarem à idade adulta (são animais jovens e inexperientes);

2. Verão – Outono: aqui existe uma maior abundância de animais, pois os coelhos que sobrevivem no Verão têm maior maturidade para se defender dos predadores e para se reproduzirem. Estes apresentam uma taxa de sobrevivência semelhante à dos adultos. O repovoamento deve ser realizado por animais adultos, que têm uma maior experiência de vida e uma menor taxa de mortalidade;

A Quinta dos Penedinhos possui todas as condições necessárias para a criação de coelhos

 

Criação de coelhos: saiba qual a sua importância, aqui!

Originário da Península Ibérica, o coelho-bravo habita em ecossistemas mediterrânicos e torna-se presa fácil para os predadores de maior porte, como o lince ibérico, que captura estes animais para se alimentar. Nos ecossistemas a lei do mais forte predomina, tendo o coelho-bravo de se abrigar em tocas para sobreviver aos perigos que o rodeiam. A Quinta dos Penedinhos, localizada no concelho de Sintra, dedica-se à criação de coelhos, uma vez que, esta apresenta as condições ideais para a reprodução do habitat natural destes roedores.

Coelho à caçador ou coelho de fricassé? A verdade é que os maiores perigos para estes roedores não são apenas outros animais, mas também o Homem, que aprecia esta saborosa peça de caça. Por um Alentejo verdejante com paisagens a perder de vista é comum ver pequenos roedores a saltitar de pedra em pedra ou a procurarem uma toca para se abrigarem. O coelho-bravo é uma das espécies mais importantes da nossa fauna.

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Saiba qual a importância da criação de coelhos para o ecossistema!

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica e a vasta vegetação são fatores determinantes para a sobrevivência das populações de coelho-bravo. A sobreposição de solos permite a estruturação de tocas e leva a uma maior população de coelho-bravo nesses locais. Estes pequenos roedores preferem terrenos com vasta vegetação para conseguirem sobreviver por uma maior período de tempo, já que têm maiores possibilidades de se esconderem dos predadores. Preferem áreas de paisagem variada e faccionada, com porções agrícolas, de pasto, de matagais, caracterizadas por grandes complexidades. Estas regiões de grande vegetação devem possuir alimento e abrigo para os roedores se protegerem dos predadores. O seu grande inimigo é o lince ibérico.

O coelho-bravo é um animal que vive em comunidade, nunca se desviando mais de 300 metros das tocas, o que auxilia a criação de coelhos em determinadas herdades. No entanto, há duas alturas específicas em que estes se afastam um pouco: a primeira é no final da época de reprodução, quando os jovens machos se dispersam; o segundo é no começo da época de reprodução, no qual os animais se deslocam à procura de uma nova colónia.

O que importa saber sobre a criação de coelhos?

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica influencia a criação de coelhos. Temperatura, precipitação e alimentos disponíveis são fundamentais para estes roedores se fixarem em determinada região. No Outono inicia-se a época de reprodução, pois e nesta altura que a vegetação é mais densa.

Existem tocas próprias para os partos (usualmente localizadas perto das tocas das populações animais) a uma profundeza de 50 cm a 1 metro, que são construídas cerca de dois dias antes do parto. A preparação destas tocas é da responsabilidade da fêmea que dispõe de ervas, folhas secas e pêlos que arranca do seu próprio ventre. As crias permanecem lá dentro 19 a 21 dias, passando então para as tocas de habitação das colónias. Passado seis meses após o parto, os juvenis tornam-se adultos.

Visite a Quinta dos Penedinhos e saiba mais sobre criação de coelhos