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Troféu Arménio Lança com largadas de perdizes em Segura

Cerca de três dezenas de caçadores participaram, no dia 16 de Março de 2014, na terceira edição do troféu de Santo Huberto Dr. Arménio Lança, divulgou a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova no seu website. Esta foi uma prova de âmbito nacional e que incluiu largadas de perdizes em Segura, Idanha-a-Nova.

Estas largadas de perdizes contaram com a participação de caçadores de diversos pontos do país, que se deslocaram bem perto da fronteira para mostrar as suas competências, num espírito de convivência salutar com os habitats naturais.

Prova anual com largadas de perdizes é homenagem a Arménio Lança, um dos pais da caça em Portugal

largadas de perdizesDestinadas a caçadores com cão de parar, estas provas visam a avaliação do caçador e do cão que, num percurso pré-definido, são avaliados por um júri.

Organizadas em homenagem a Arménio Lança, um dos «pais» da caça em Portugal, a prova é anual e tem lugar numa das principais regiões cinegéticas do país.

Recorde-se que as condições naturais do concelho de Idanha-a-Nova são ideais para as largadas de perdizes e para a caça, no seu geral.

Organizada pela Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP), pelo Clube de Caça e Pesca Flor do Erges (CCPFE) e pela Federação de Caça e Pesca da Beira Interior (FCPBI), a prova decorreu num local com «excepcionais condições cinegéticas», e que poderia permitir a realização do Campeonato Mundial de Santo Huberto, de acordo com José Manuel Gomes, presidente do CCPFE.

Caça pode ajudar a dinamizar economia e cultura do interior do país, para os responsáveis do evento

Por seu turno, Álvaro Amaro, presidente da CNCP, sublinhou a vertente de desenvolvimento cultural, social e económico que a caça permite nos locais onde tem lugar. Para Álvaro Amaro, a caça será mesmo determinante para o desenvolvimento do interior do país.

Depois das largadas de perdizes e das respectivas provas, todos os participantes e outros caçadores juntaram-se aos membros da organização para um almoço com mais de uma centena de pessoas. Na ocasião, foi homenageado Arménio Lança e foram entregues os prémios aos respectivos vencedores.

Custódia Lança, viúva de Arménio Lança, não faltou à cerimónia, onde marcaram também presença Rui Costa Melo, responsável do departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Centro, e Jorge Daniel Fonseca, presidente da União das Freguesias de Zebreira e Segura. Este é mais um dos diversos eventos de caça que se realizam anualmente em vários locais do país, uma prova de que esta actividade está de boa saúde e contribui para o desenvolvimento das inúmeras regiões onde se desenvolve. 

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Falta de coelhos bravos aumenta aposta na caça à perdiz

É de prever um aumento na aposta na caça à perdiz: afinal de contas, à medida que a população de coelhos bravos vai sofrendo uma diminuição, é necessário que a mira dos caçadores aponte para outros tipos de animais. De resto, o abate da caça maior está a ser feito sem qualquer controlo sanitário, embora haja a ameaça da tuberculose bovina. caça à perdiz ii

 

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Porque há falta de coelhos bravos, apostando-se cada vez mais na caça à perdiz?

A escassez de coelhos bravos deve-se às estirpes da febre hemorrágica I e II e à mixomatose, uma grave doença contagiosa que infecta os animais de caça. Porém, a compra de armas continua a disparar, colocando em risco as populações de perdiz vermelha.

«Como não se encontram coelhos bravos, a pressão aumenta sobre as perdizes, o recurso cinegético que resta», declara Francisco Derriça Mendes, da Associação de Caçadores de Moura e veterinário municipal nessa autarquia. Sendo assim, o caçador acaba por matar para compensar não só a falta de pequenos ruminantes, mas também a carga de impostos que surgiu com a crise. A conclusão é dramática, nas palavras de Derriça Mendes: «A doença mata o coelho. A caça mata a perdiz».

Já em 2014, o decréscimo de coelhos bravos se fazia sentir, o que originou um pedido das associações de caçadores ao Governo para que houvesse uma suspensão das taxas, devido à falta de animais. Aliás, o cenário é tão dramático que, nesse ano, os caçadores portugueses tiveram mesmo de adiar a primeira ida para o campo.

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Tuberculose bovina também preocupa caçadores

Para além de aumentar o investimento na caça à perdiz, a escassez de coelhos bravos traz outras consequências: em Dezembro de 2014, o presidente da Federação Portuguesa de Caçadores (FENCAÇA), Jacinto Amaro, afirmou que os linces ibéricos que tinham sido libertados em Mértola, nesse mês, corriam o risco de morrerem de fome, uma vez que havia poucos coelhos bravos, o seu alimento principal.

É por todos estes motivos que Jacinto Amaro considera que as populações de coelho bravo são aquelas que mais suportam as jornadas de caça. Porém, o presidente da FENCAÇA está igualmente alarmado sobre a tuberculose bovina nos javalis e nos veados, havendo um aumento nas preocupações em termos de saúde pública.

Na opinião de Derriça Mendes, o problema torna-se ainda mais grave, perante a falta de veterinários para despistar a tuberculose bovina na zona epidemiológica que engloba os territórios de Moura, de Barrancos e de Idanha. É que, segundo o Ministério da Agricultura e do Mar, é nessas regiões que existem os principais focos da doença.

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Fonte: Público

Criação de perdizes em destaque na Feria Cinegética

A perdiz em destaque

A criação de perdizes em Portugal é uma actividade que assume uma importância crescente, não fosse esta a espécie mais procurada pela actividade cinegética em território nacional. E a caça em Portugal está sem dúvida de parabéns, já que seremos o país oficial da Feria Cinegética 2015.criação de perdizes vermelhas

O certame, que se realiza de 19 a 22 de Março, no pavilhão 12 do recinto de feiras Juan Carlos I, em Madrid, é das mais importantes organizações no mundo da caça, com uma dimensão verdadeiramente internacional. A iniciativa parte da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), no âmbito do Programa COMPETE (Programa Operacional Competitividade e Internacionalização), e visa divulgar o universo da caça em terras lusas. 

Portugal é de resto já um destino preferencial para caçadores do país vizinho, reunindo condições excepcionais para práticas cinegéticas, quer de pequena caça, com a perdiz a ser sem dúvida o animal de destaque, quer com a caça grossa.

Os destinos nacionais para a caça à perdiz, quer no norte, em Trás-os-Montes, quer no Algarve, são já relativamente bem procurados por turistas que procuram aliar as férias ao desporto. O lugar predominante das carnes de caça na gastronomia regional é um argumento ainda maior, que ajuda a tornar a actividade cinegética um argumento importante para o turismo nacional.

São argumentos como estes que serão levados à Feria Cinegética por um total de 12 companhias ligadas ao sector. Na sua edição de 2014, o certame contou com 300 expositores e recebeu mais de 30,000 visitantes, o que mostra bem a sua dimensão e a excelente oportunidade de negócio e celebração de contactos que representa.

A importância da criação de perdizes

Apesar do país reunir condições de excepção para a prática da caça, o cada vez mais destacado papel ambiental desta actividade tem assistido à multiplicação de espaços controlados e específicos para a sua realização. Em alguns habitats onde as populações são de menores dimensões, ou onde a repovoação é necessária, a criação de perdizes é verdadeiramente fulcral.

A criação de perdizes é no entanto uma actividade que requer condições específicas para a sua realização com sucesso, optimizando as estruturas ao dispor das aves e do seu ciclo reprodutivo. A perdiz-vermelha, espécie mais emblemática, reproduz-se durante entre Abril e Maio, tendo como particularidade a colocação de ovos em ninhos diferentes, ficando um a cargo do macho e o outro da fêmea.

Tipicamente, um ovo é colocado a cada 16 horas, até 10-16 por ninho, demorando cerca de 23 dias a chocar. As gaiolas de arame são as que mais favorecem a colocação numerosa de ovos. As crias voam do ninho com dez dias e atingem o tamanho adulto em 2 meses, mas geralmente as proles mantêm-se juntas durante o primeiro inverno.

Na Inglaterra, onde a espécie foi introduzida a partir do século XVII, devido a números em declínio das populações locais a perdiz vermelha chama-se frequentemente de perdiz francesa (alectoris rufa) para a distinguir das espécies domésticas.

Existem no entanto três grandes subespécies deste tipo de perdiz:

A. r. Hispanica, que habita fundamentalmente o norte e o oeste de Espanha;

A. r. Intercedens, que habita a região sul;

A. r. Corsa, uma espécie que origina na Córsega 

A agricultura moderna é um dos principais adversários das populações de perdizes, já que tem contribuído – entre outros factores – para o declínio dos insectos ligados aos cereais, um alimento importante para estas aves. No entanto, a perdiz vermelha tem-se mostrado menos vulnerável que outras subespécies, uma vez que se alimentam principalmente de sementes, sendo os insectos mais importantes apenas nos primeiros tempos da vida das crias, ainda que estas consumam igualmente sementes, limitando o impacto da falta de insectos na sua capacidade de sobrevivência.

Ainda assim, com os números a caírem um pouco por toda a Europa, diversos países encetam esforços para a preservação das dimensões das populações. A criação de perdizes cujos principais núcleos populacionais se limitam a Portugal, Espanha e França, significam que mesmo nos países onde esta é uma espécie introduzida, a criação de perdizes é uma preocupação crescente.

Assistimos no entanto a uma mudança de paradigma, com sustentabilidade a tornar-se um conceito central na criação de perdizes cujos objectivos mudam das libertações anuais, para a criação de verdadeiras populações sustentáveis ao longo do tempo.

Criação de perdizes: em defesa dos recursos naturais

A criação de perdizes e a conservação natural

criação de perdizesO desporto de caça, em tempos amplamente desligado dos ecossistemas em que se dava, mudou profundamente de paradigma e é hoje um pilar fundamental da conservação da vida selvagem e protecção do meio ambiente. A criação de perdizes vermelhas, levada a cabo na Quinta dos Penedinhos, é por isso uma actividade central à aliança entre os caçadores mais exigentes e a protecção dos ecossistemas em que actuam.

O desenvolvimento urbano e a exploração dos recursos naturais também ameaça os habitats das diversas espécies de aves, um pouco por todo o mundo: o U. S. Geological Survey estima que nos próximos 60 anos, as perdizes percam cerca de 30% dos seus territórios de reprodução.

Em tempos passados, o excesso de caça também chegou a ameaçar as perdizes em alguns países, incluindo na Inglaterra, tornando as empresas de criação de espécies de caça uma parte integrante no esforço de preservação dos recursos naturais. Sem este tipo de actividade, muitas espécies teriam dificuldades acrescidas em manter o seu número.

Tratam-se de animais relativamente vulneráveis, que se caracterizam por uma elevada taxa de insucesso na reprodução. Tal deve-se às características dos seus ninhos rasteiros e abertos, altamente vulneráveis a outros predadores e aos longos períodos de incubação dos ovos. A criação de perdizes e outras aves de caça assume por isso um papel fulcral na manutenção dos números de aves, oferecendo aos desportistas uma prática regulada e em equilíbrio com a protecção dos terrenos e comunidades animais locais.

Na Quinta dos Penedinhos, a criação de perdizes passa por diversas fases, incluindo um estágio em parques de voo de 140 metros de comprimento, onde as aves encontram as condições ideais para aumentarem as suas capacidades, tornando-se aves altamente competitivas e de características superiores.

Saiba mais sobre a perdiz vermelha

quinta dos penedinhos - criação de perdizesA criação de perdizes em Portugal centra-se numa das espécies mais procuradas pelos caçadores nacionais, a perdiz vermelha, também chamada de “perdiz francesa”, ou perdiz de patas vermelhas. Efectivamente, em pleno século XVII, com as reservas de perdizes indígenas em queda, esta espécie foi introduzida em Inglaterra, daí o seu nome, para a distinguir das inglesas, de características bastante diferentes.

A perdiz vermelha é uma ave de plumagem bela e das espécies mais exigentes para os caçadores, uma vez que, apesar do seu porte médio, a sua camuflagem é extremamente eficaz entre a vegetação onde habitam. São facilmente identificáveis pelo dorso de cor castanha uniforme, e pela cabeça pontuada pela risca branca sobre a risca preta que cobre os olhos.

O queixo é branco e possui um colar negro que se divide em estrias negras na zona do peito, enquanto os flancos são pontuados por penas em listas castanhas, pretas e brancas. Como o nome indica, o bico, as patas e as pálpebras são de  cor vermelha.

Folhagem, raízes e sementes diversas, são a sua principal dieta, embora durante a alimentação das crias consumam frequentemente insectos. Por isso os seus locais predilectos para nidificação são as zonas de terra arável, principalmente aqueles terrenos em utilização, as charnecas e as sebes, mas a maior particularidade destas perdizes é que é frequente a fêmea construir dois ninhos, colocando ovos em ambos.

Um dos ninhos fica ao cuidado do macho, enquanto o outro fica ao cargo da fêmea. Trata-se de uma característica que surge em resposta à já mencionada alta taxa de insucesso na nidificação deste tipo de aves, mas que não é isenta de riscos, uma vez que o primeiro ninho fica geralmente sem vigilância durante a construção do segundo. Os seus ovos são igualmente fáceis de descobrir, uma vez que os progenitores não procuram camuflá-los.

Uma vez as crias eclodidas dos ovos, caracterizam-se por serem nidífugas ou precociais. Ou seja, nascem já com um amplo grau de independência, com plumagem, e são capazes de abandonar o ninho muito cedo após o nascimento. As ninhadas permanecem no entanto juntas até à próxima época de acasalamento.

Com os seus habitats ameaçados e a sua sobrevivência desafiada por outras espécies, a criação de perdizes é cada vez mais uma actividade feita em benefício do ambiente e dos desportistas mais conscientes do seu papel na manutenção dos recursos animais nacionais.