Arquivo da Categoria: Agricultura, produção animal e caça

A caça de perdizes e coelhos é saudável também para a economia nacional, sobretudo porque é uma fonte de receita fiscal e para a conservação e gestão da natureza, contribuindo para promover um estilo de vida mais saudável.

A proteção da perdiz depende de todos nós!

Se é um apaixonado por espécies cinegéticas, nomeadamente pelas aves mais raras, sabia que não tem necessidade de ir para junto de uma estrada e «fazer figas» para que uma perdiz vermelha faça a sua aparição? Há quintas que se dedicam a criar condições para que a espécie viva em ambiente natural e seguro e que costumam programar visitas aos locais onde é possível apreciá-las.

perdiz vermelha integra o programa de gestão cinegética e é possível encontrá-la em qualquer ponto do país, durante todo o ano.

A perdiz vermelha está bem distribuída por todas as regiões

perdizperdiz pode ser observada nas serras de Fafe, da Estrela, Miranda do Douro, estuário do Tejo, barragem da Póvoa, entre outros locais. No caso da perdiz vermelha, esta espécie vive em grupo. Por essa razão, é um alvo fácil para caçadores, que encontram estas aves em várias localidades, podendo colocar, assim, em causa a sua sobrevivência.

Por esta razão, centros como a Quinta dos Penedinhos dedicam-se à gestão e preservação da perdiz vermelha, propiciando o seu habitat natural para que no futuro a sua atividade cinegética não fique comprometida. Estas entidades têm visitas guiadas no âmbito da sua política de educação ambiental e sensibilização para a preservação das espécies.

A perdiz é uma espécie gregária, pois anda em bando, sobretudo a partir do fim da primavera e até ao início do Inverno.

perdiz vermelha tem um aspeto arredondado e várias cores. O topo da cabeça é cinzento e tem uma faixa branca que contorna os olhos e vai até à barra peitoral. A garganta é de cor creme e tem uma faixa branca. Os pés e bico são vermelhos.

As zonas agrícolas, com pontos de água e próximas de áreas florestais, são as áreas preferidas para se alimentarem. Outra curiosidade interessante é que recorrem ao mimetismo como arma de defesa. Como o voo é relativamente baixo e curto, devido ao seu peso, não é muito usado para fugir. Os maiores predadores da perdiz são a raposa, o gato-bravo, o javali e algumas aves de rapina. Também os animais domésticos, como cães e gatos, gostam de atacar os ninhos da perdiz e acabam por arrasar ninhadas inteiras.

A ação do ser humano também não tem contribuído para a renovação da espécie, pois é comum os agricultores destruírem involuntariamente alguns ninhos durante a sua atividade agrícola, devido ao uso dos tratores e outras máquinas por ocasião do corte das sementeiras.

Nesta espécie, o macho é um elemento muito importante, pois defende o território onde se encontra instalado o ninho. De destacar que a perdiz é uma ave monogâmica que gosta de percorrer zonas agrícolas planas e com pouca vegetação para avistar os seus predadores. Também as zonas de caminhos rurais e muros com vegetação são excelentes abrigos e locais férteis em alimento. Daí, ser possível encontrar perdizes, nomeadamente a perdiz vermelha em zonas mais movimentadas, longe das reservas naturais.

No caso português, a preservação da espécie ainda está em valores normais. Para tal, muito tem contribuido a ação de proprietários e associações de caçadores e outros dedicados a conservar o habitat da perdiz vermelha e a controlar a pressão cinegética sobre esta espécie, não esquecendo os centros de criação de perdiz vermelha de qualidade com competências evidenciadas na área do repovoamento.

Criação de coelhos é fundamental para assegurar espécie

Sabia que o coelho-bravo é uma espécie ameaçada e que tem que ser preservado? De acordo com o Diário Digital, no ano passado, um vírus hemorrágico estava a dizimar a espécie na zona de Bragança. “Está-se a chegar a uma fase de tal maneira preocupante que se não houver uma intervenção rápida de quem tem a obrigação de zelar por este património riquíssimo que é fonte de riqueza, o coelho pode ser uma espécie em vias de extinção”, alertou a Federação Nacional da Caça, apelando a uma maior preocupação com a criação de coelhos.

Também conhecido por coelho-europeu ou coelho-comum, trata-se de um mamífero que apareceu na Península Ibérica e que se divide em duas subespécies, Oryctolagus cuniculus cuniculus e Oryctolagus cuniculus algirus. Esta última pode ser encontrada nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, bem como em locais dedicados à criação de coelhos.

coelho-bravo é muito importante no contexto da fauna portuguesa, pois integra a cadeia alimentar de alguns predadores, como o lince ibérico. O facto de estar em vias de extinção e de ter um papel fundamental nos habitats, confere a este coelho o estatuto de animal que carece de cuidados especiais.

Existem centros de criação de coelhos que asseguram a sua preservação e renovação.

criação de coelhoEntre as várias espécies de coelhos, o bravo é aquele que tem uma maior função na cadeia alimentar da vida selvagem. O coelho-bravo tem um comprimento médio de 40 centímetros e em adulto pode pesar entre 1 a 1,2 quilogramas. Curiosamente, no caso deste coelho, a fêmea é ligeiramente mais pesada e maior que o macho. A sua cauda tem um formato de tufo.

Quem faz criação de coelhos sabe que eles gostam de se abrigar em florestas e alimentam-se em pastagens e terrenos agrícolas. A sua atividade é sobretudo noturna, altura em que se alimentam e percorrem o mato. Durante o dia, preferem os esconderijos ao abrigo dos predadores.

O coelho-bravo é uma espécie fundamental para as cadeias alimentares de diferentes predadores.

Apesar de viverem em colónias, os coelhos-bravos podem ser considerados em vias de extinção. Daí existirem centros e zonas naturais criadas especificamente para proteger esta e outras espécies. Nestes espaços são implementadas as condições para que consigam viver em colónia, resguardando as múltiplas tocas e os recursos alimentares. Aliás, a comida é a única razão pela qual os coelhos se envolvem em lutas, sendo que a taxa de mortalidade é elevada. No entanto, a capacidade de reprodução também é muito alta, assegurando assim a continuidade das colónias.

Ainda como causa da mortalidade e, naturalmente, de ameaça à espécie é apontada a desmatação dos terrenos, bem como a caça, que tem uma especial predileção por esta espécie de porte pequeno. A tudo isto acrescenta-se as doenças que costumam afetar o coelho. É por isso que a criação de coelhos faz-se cada vez mais em zonas delimitadas e protegidas.

Em Portugal, à semelhança do que acontece na Europa, o coelho-bravo está classificado como espécie quase ameaçada e tem sido feito um enorme trabalho no sentido de recuperação do seu habitat natural.

Procure centros cinegéticos que se dedicam à gestão do habitat e vigilância das colónias de coelho-bravo. Nesses locais pode apreciar esta espécie cinegética e ver como a criação de coelhos é desenvolvida, com vista à reintrodução no seu ambiente natural.

Período de caça à perdiz inicia em Outubro

Tem lugar já no próximo dia 16 de Agosto de 2015 a abertura da época geral de caça: Pato-Real, Galeirão, Galinha d’Água, Pombo-Bravo, Pombo-Torcaz e Rola-Comum. A caça à perdiz só mais tarde, a partir de 01 de Outubro p.f.. Nesse sentido, a Portaria n.º 142/2015 de 21 de maio já deu a conhecer o calendário venatório, que dita as espécies cinegéticas às quais é permitido o exercício da caça e que fixa os períodos e os trâmites regulados para a épocas de 2015-2016. No entanto, a caça à perdiz é muito mais do que um conjunto de regras e técnicas, envolvendo uma sensibilidade e um conhecimento que se pretendem profundos por parte de quem se dedica a esta atividade que é conhecida como um desporto, mas possui também uma importante vertente gastronómica e económica. É, precisamente por isso, importante perceber que a caça à perdiz deve ser realizada de forma sustentada, tendo em conta que, segundo a Ecology Letters, nas últimas três décadas a Europa perdeu cerca de 421 milhões de aves, o que pode representar uma grave deterioração nas infraestruturas animal e ecológica.

Redução de aves pode condicionar agricultura e economia

caça a perdiz

Este é um tema cada vez mais debatido junto do universo de caçadores, alertando-os seriamente para a necessidade de qualquer rotina de caça seja realizada com total respeito para com a sustentabilidade animal e ambiental. Isto porque a redução de aves que se tem verificado nos últimos anos pode trazer fortes consequências ao nível da agricultura, da economia e do comércio gastronómico, o que pode acarretar sérios problemas a nível nacional, sobretudo numa altura em que o país já se encontra fortemente abalado pelas contingências económicas que se instalaram nos últimos anos.

Trata-se, portanto, de um problema que, para ser prevenido, implica uma verdadeira consciencialização da comunidade de caçadores acerca da preservação dos ecossistemas e da prática de caça responsável, sobretudo junto de espécies que, como a perdiz vermelha, reúnem especial interesse por parte dos praticantes desta atividade.

No entanto, e por enquanto, a caça à perdiz continua a servir de palco a uma fatia do crescimento económico, não só com as lojas e os restaurantes que comercializam esta ave, mas também através das inúmeras feiras que, no final de cada ano, se realizam de norte a sul do país. Exemplo disso são a Feira da Perdiz, realizada em Martim Longo, e o Festival Gastronómico, que se realiza no Marvão, que todos os anos recebem milhares de visitantes e de apaixonados por esta ave em particular.

É ainda importante perceber que, a par da caça à perdiz realizada de forma sustentável, é essencial que as empresas de criação de perdiz vermelha garantam a continuidade da espécie e do consequente desenvolvimento da atividade em Portugal.

Portugal aposta num rigoroso sistema de criação de perdiz?

Pode de facto considerar-se que em Portugal existem unidades que desenvolvem de forma altamente sustentada a criação de perdiz vermelha (Alectoris rufa). Pode referir-se, a título de exemplo, o moderno centro cinegético localizado na Quinta dos Penedinhos, que dispõe de 10 parques de voo instalados numa propriedade com aproximadamente 10.000 m2 e que revela excelentes condições para a produção de perdizes vermelhas. Neste centro cinegético, as perdizes que completem 12 semanas são transferidas para os parques de voo, onde treinam a capacidade de voo até estarem aptas para as ações de repovoamento das zonas de caça e/ou largadas.

A criação de perdiz consegue, assim, ser uma excelente forma de promover a sustentabilidade venatória e económica – o que se reflete numa enorme fonte de receita fiscal para os países em que – como acontece com Portugal – a caça à perdiz constitui uma das maiores motivações dos caçadores. Isto sem esquecer a importância que este tema tem também a nível da indústria, do comércio, da restauração e da hotelaria, já que todos os anos são servidos milhares de refeições que têm a perdiz como o “ingrediente rei”.

Por isso, se a caça à perdiz é uma atividade que desperta o seu interesse, imponha o máximo cuidado e responsabilidade para com a sustentabilidade da prática. Porque em cada disparo pode estar um tiro no futuro.

Criação de coelhos respeita ecossistema natural

O coelho é considerado uma das espécies portuguesas com maior importância no ecossistema, graças à grande facilidade de reprodução e à elevada dimensão que as populações conseguem atingir. O coelho-bravo, em particular, sempre se revelou uma espécie muito abundante na Península Ibérica, tendo, no entanto, apresentado um forte declínio das suas populações a partir da década de 50, quando surgiu uma doença denominada mixomatose que foi indevidamente propagada, depois de um médico bacteriólogo ter utilizado um medicamento que visava exterminar os coelhos que danificavam a sua propriedade. Esta situação piorou quando, em 1980, surgiu a chamada doença hemorrágica viral, que veio, mais uma vez, aumentar fortemente a taxa de mortalidade do coelho-bravo – sabendo-se que, desde então, existem apenas cerca de 35% dos coelhos-bravos que se registavam antes do surgimento destas patologias. É precisamente neste contexto que a criação de coelhos, quando realizada de forma eficaz e sustentada, pode respeitar e promover o ecossistema natural, procurando manter uma espécie que continua a ser essencial na cultura, na gastronomia e na economia do país.

Especificidade dos coelho-bravo

O coelho-bravo é uma espécie bastante caraterística dos ecossistemas mediterrânicos, ainda que se espalhe largamente por outros pontos geográficos – já que este animal normalmente se instala em locais onde exista grande variedade e quantidade de alimentos e disponibilidade de cobertas vegetais de protecção contra os predadores e as condições atmosféricas adversas. É, por isso, habitual encontrar o coelho-bravo em matos, locais de pastagem e espaços com elevadas densidades.

O coelho-bravo vive em colónias, sendo bastante dependente da comunidade criada, nunca se afastando mais de 300 metros das suas tocas, o que acaba por promover não só a reprodução natural como a criação desta espécie animal, sendo que a capacidade reprodutiva é, em qualquer um destes ambientes, potenciada pela temperatura, pela precipitação e pela qualidade do alimento disponível.

Apesar de se alimentar especialmente de plantas herbáceas e arbustos, o coelho-anão varia a sua alimentação de acordo com a estação do ano e o local, sendo a vegetação com elevado teor em proteínas essencial para o arranque da reprodução das fêmeas adultas e para o desenvolvimento dos juvenis – que acabam por falecer caso a sua alimentação não seja rica e em considerável quantidade.

O coelho-bravo apresenta um período de gestação que ronda os 28 a 30 dias, sendo habitual que cada fêmea tenha uma média de duas a quatro ninhadas por ano, nascendo em cada uma até sete láparos – o que vai obrigar a estadia em locais que possam fornecer, então, uma alimentação completa a toda a população residente.

A criação de coelho é, então, uma excelente forma de se garantir a continuidade da espécie, com total garantia para com a sua sustentabilidade, sendo ainda um potenciador da importância que este animal tem não só para a caça mas também para a economia nacional.

Apesar de ser um animal bastante dominante, o coelho-bravo está sujeito a uma série de ameaças que comprometem seriamente a continuidade da espécie (como as práticas agrícolas, a caça e a presença de cães e gatos vadios, para além das doenças), pelo que a criação de coelhos pode ser um dos melhores métodos para garantir a existência prolongada destes animais.

Quintas recriam habitat natural dos coelhos

Existem quintas em Portugal, como a Quinta dos Penedinhos, que recriam rigorosamente o habitat natural do coelho-bravo, apresentando condições únicas para a manutenção da espécie, em termos de soluções no maneio dos animais, de práticas de gestão sanitária e de conhecimento efetivo do animal.

Com serviços de repovoamento de coelho-bravo e com alvarás para a criação de coelhos, esta quinta apresenta condições únicas para os seus animais, apresentando características corporais muito bem definidas, capacidades velozes de fuga em zigue-zague e de enfiamento, o que os revela adequados para projetos de repovoamento de zonas de caça – por forma a dar resposta, de um modo totalmente sustentável, à apetência que existe por este animal na comunidade de caçadores.

 

Caça à perdiz: conheça as caraterísticas desta ave!

Muito abundante em quase todo o território nacional, a perdiz-vermelha é uma ave muito apreciada pelos caçadores para a prática da caça desportiva. Esta espécie cinegética também serve de presa para os predadores existentes na Península Ibérica, tornando-se um alvo fácil, a par do coelho-bravo. A verdade é que a caça à perdiz tem vindo a aumentar e já estão a ser tomadas medidas pelas Associações de Defesas dos Animais portuguesas e espanholas, no sentido de evitar que a perdiz se torne num animal em vias de extinção. A caça à perdiz em muito tem contribuído para a diminuição de exemplares. Mas que medidas podem ser tomadas para evitar o desaparecimento da perdiz-vermelha?

                         caca a perdiz

Reprodução é fundamental para o aumento da espécie, saiba porquê!

A reprodução é fundamental para o aumento da espécie e durante este período torna-se necessário um maior cuidado para evitar que os ninhos e os ovos sejam destruídos por predadores, mas, acima de tudo, devido à ação do Homem.

Os machos escolhem o território que consideram melhor para a postura dos ovos e chamam as fêmeas através de um chamamento característico. Nesta altura são bastante agressivos e não admitem a presença de outros machos no seu território. Cada fêmea coloca, em média, 14 ovos, mas podem pôr entre 12 a 20 ovos. Se o macho encasalar com mais do que uma fêmea, é possível que existam mais de 20 ovos no buraco. A incubação dos ovos tem a duração de 23 a 26 dias.

Após a ninhada nascer os machos vão-se embora e é a fêmea que cuida das perdizes bebés. Durante o primeiro mês de vida a ninhada permanece junto da progenitora e só após as 6 semanas realizam o primeiro voo. Um dos principais fatores que leva à morte dos juvenis é a escassez de pontos de água.

Criador de referência a nível nacional, a Quinta dos Penedinhos, construiu um centro cinegético para a criação da perdiz-vermelha, capaz de satisfazer os caçadores mais exigentes. Várias associações ligadas a esta área adquirem aqui estas aves para realizarem a caça à perdiz, pois existem belos exemplares dessa raça.

Homem ameaça o habitat natural das perdizes!

O Homem ameaça as populações de perdizes-vermelhas: é um facto! Trabalhadores rurais, como agricultores ou pastores, não tomam o devido cuidado nas suas atividades diárias, sendo responsáveis pela destruição de ninhos e pela morte de ninhadas. Para evitar estas situações que em muito contribuem para a diminuição da espécie, o uso de máquinas agrícolas deveria ser mais controlado e evitado na altura do choco.

Cruzar a perdiz-vermelha com elementos de uma espécie diferente também é um dos obstáculos à conservação da espécie.

A caça à perdiz aumentou em todo o território nacional, mas esta deve ser realizada nas zonas de caça, onde existem limitações quanto ao número de exemplares que podem ser caçados, para evitar uma escassez desta ave. Nas zonas de caça ainda existe uma abundância deste animal, resultado de algumas medidas de gestão implementadas com sucesso

Através da Quinta dos Penedinhos pode fazer a sua caça à perdiz de uma forma eficaz

Criação de coelhos: saiba qual a sua importância, aqui!

Originário da Península Ibérica, o coelho-bravo habita em ecossistemas mediterrânicos e torna-se presa fácil para os predadores de maior porte, como o lince ibérico, que captura estes animais para se alimentar. Nos ecossistemas a lei do mais forte predomina, tendo o coelho-bravo de se abrigar em tocas para sobreviver aos perigos que o rodeiam. A Quinta dos Penedinhos, localizada no concelho de Sintra, dedica-se à criação de coelhos, uma vez que, esta apresenta as condições ideais para a reprodução do habitat natural destes roedores.

Coelho à caçador ou coelho de fricassé? A verdade é que os maiores perigos para estes roedores não são apenas outros animais, mas também o Homem, que aprecia esta saborosa peça de caça. Por um Alentejo verdejante com paisagens a perder de vista é comum ver pequenos roedores a saltitar de pedra em pedra ou a procurarem uma toca para se abrigarem. O coelho-bravo é uma das espécies mais importantes da nossa fauna.

                        criacao de coelhos

Saiba qual a importância da criação de coelhos para o ecossistema!

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica e a vasta vegetação são fatores determinantes para a sobrevivência das populações de coelho-bravo. A sobreposição de solos permite a estruturação de tocas e leva a uma maior população de coelho-bravo nesses locais. Estes pequenos roedores preferem terrenos com vasta vegetação para conseguirem sobreviver por uma maior período de tempo, já que têm maiores possibilidades de se esconderem dos predadores. Preferem áreas de paisagem variada e faccionada, com porções agrícolas, de pasto, de matagais, caracterizadas por grandes complexidades. Estas regiões de grande vegetação devem possuir alimento e abrigo para os roedores se protegerem dos predadores. O seu grande inimigo é o lince ibérico.

O coelho-bravo é um animal que vive em comunidade, nunca se desviando mais de 300 metros das tocas, o que auxilia a criação de coelhos em determinadas herdades. No entanto, há duas alturas específicas em que estes se afastam um pouco: a primeira é no final da época de reprodução, quando os jovens machos se dispersam; o segundo é no começo da época de reprodução, no qual os animais se deslocam à procura de uma nova colónia.

O que importa saber sobre a criação de coelhos?

O clima mediterrâneo que se faz sentir na Península Ibérica influencia a criação de coelhos. Temperatura, precipitação e alimentos disponíveis são fundamentais para estes roedores se fixarem em determinada região. No Outono inicia-se a época de reprodução, pois e nesta altura que a vegetação é mais densa.

Existem tocas próprias para os partos (usualmente localizadas perto das tocas das populações animais) a uma profundeza de 50 cm a 1 metro, que são construídas cerca de dois dias antes do parto. A preparação destas tocas é da responsabilidade da fêmea que dispõe de ervas, folhas secas e pêlos que arranca do seu próprio ventre. As crias permanecem lá dentro 19 a 21 dias, passando então para as tocas de habitação das colónias. Passado seis meses após o parto, os juvenis tornam-se adultos.

Visite a Quinta dos Penedinhos e saiba mais sobre criação de coelhos

Venda de coelhos: conheça a iniciativa SOS Coelho

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar defendeu, na XIX Feira da Caça e do Turismo, em Macedo de Cavaleiros, que as doenças de espécies da caça devem ser combatidas em conjunto, noticiou o Jornal Nordeste. A declaração foi proferida na sequência da doença viral hemorrágica que este ano está a afectar e a diminuir o número de coelhos bravos em Portugal. A própria venda de coelhos no país está a ser afectada pela doença.

SOS Coelho é uma das iniciativas para combater a doença que afecta a venda de coelhos este ano

600x173 PENEDINHOSBLOG 1Nuno Vieira e Brito sustentou que a solução para o problema dos coelhos bravos deve encarar a cinegética como um todo, debruçando-se sobre as várias espécies inseridas no mundo da caça. O governante adiantou ainda que é necessário olhar para a área sanitária em torno da caça como algo integrado.

Uma das iniciativas para combater este flagelo que está a afectar a venda de coelhos é o programa «SOS Coelho». Além desta iniciativa, o Executivo está a implementar um plano sanitário, onde serão incluídas diversas abordagens a vários tipos de doenças. O objectivo é que esse plano permita, no âmbito da saúde animal, desenvolver uma vacina eficaz contra a febre viral hemorrágica, assim como criar medidas sanitárias que acabem com os problemas de saúde ao nível da caça, incluindo os da venda de coelhos, lebres, perdizes e outras espécies.

Secretário de Estado garante exames para carta de caçador todo o ano

Por seu turno, durante a abertura do certame, os caçadores fizeram questão de levar as suas queixas ao secretário de Estado, nomeadamente as relacionadas com a suspensão de inscrições nos exames para a carta de caçador. Isto porque, embora a portaria tenha cessado no final do mês de Janeiro, o diploma impediu muitos caçadores de poderem caçar.

Nuno Vieira e Brito garantiu aos caçadores que o Governo vai criar uma nova portaria para possibilitar aos caçadores efectuarem os exames para a carta de caçador mais cedo.

De acordo com o responsável, a nova portaria vai estipular que, quando houver um número mínimo de interessados suficiente, os exames serão realizados.

Para mais informações sobre a venda de coelhos, contacte um profissional da Quinta dos Penedinhos

O que deve ter uma criação de coelhos de qualidade?

A criação de coelhos destina-se, em Portugal, à venda de animais para a caça ou como animais de companhia. Os coelhos devem ser criados em locais devidamente adaptados para o efeito e com todas as condições para que se desenvolvam saudáveis e enérgicos. Os coelhos podem ainda ser utilizados na alimentação ou para a concepção de adubos para a agricultura. Montar uma estrutura de criação de coelhos tem grande exigências e requisitos.

A primeira grande escolha para montar uma criação de coelhos é o local

600x173 PENEDINHOSBLOGA primeira grande escolha a ser feita é a do local e da estrutura adequadas à dimensão que se pretende para a empreitada. No caso da criação de coelhos, o investimento inicial não é tão elevado como para outras espécies. Os coelhos reproduzem-se de forma rápida e em grande quantidade, o que permite que se obtenha um retorno financeiro interessante com um investimento relativamente pequeno.

As condições de iluminação e de ventilação são essenciais para garantir uma boa qualidade de vida destes animais. Neste sentido, o local a escolher para a criação de coelhos deve ser bem iluminado e ventilado. É preciso recordar que o local escolhido deve ter igualmente excelentes condições de higiene. 

A higiene deve ser uma das grandes preocupações de cada criador

A higiene é, aliás, uma das grandes preocupações a ter em conta na criação de coelhos. Isto porque, em caso de doença, o grau de propagação das bactérias e dos vírus pode fazer com que toda a criação fique contaminada. O local deve estar sempre bem limpo e o rácio de animais por metro quadrado deve ser o adequado e respeitar as normas estipuladas. A criação deve ser visitada regularmente por um veterinário, para garantir a saúde dos animais.

O local deve ainda ter espaços adequados ao tamanho dos animais e das suas crias. Além disso, a criação de coelhos não pode dispensar um bebedouro e um comedouro, devidamente apetrechados para a alimentação e hidratação dos animais. Para o período em que as fémeas estão prenhas, é também importante ter um ninho com cobertura, onde irão ficar as crias após o nascimento e durante os primeiros dias de vida.

Quer saber mais sobre a criação de coelhos? Contacte um dos nossos assistentes

Perdiz é a rainha da gastronomia tradicional

Eis uma das principais causas para a forte afluência na caça à perdiz: a gastronomia tradicional. Na verdade, esta ave é a base da confecção de pratos repletos de charme e de sabor. A Beira Interior é um exemplo de uma região portuguesa em que a perdiz é bastante apreciada. perdiz

 

Saiba mais sobre perdiz através da Quinta dos Penedinhos

 

Perdiz de escabeche é uma das «maravilhas da Gastronomia Portuguesa»

Quem nunca provou uma perdiz de escabeche não sabe o prazer que é sentar-se à mesa e saborear um dos melhores pratos da gastronomia tradicional portuguesa. Com origem na Beira Interior, a receita resulta de tradições bastante antigas, num tempo em que os homens iam à caça e, posteriormente, as mulheres guardavam as perdizes em escabeche para as irem comendo no decorrer de todo o Inverno. Afinal de contas, nesta época, não havia frigoríficos nem outros meios para conservar a carne.

Acompanhada por batata cozida, a perdiz de escabeche é composta por ingredientes simples, havendo o predomínio de ervas aromáticas (alecrim, manjericão e tomilho são apenas alguns dos exemplos) e de temperos (como o azeite e o vinho branco) que não só aromatizam o prato, mas também intensificam os seus sabores, o que torna a perdiz de escabeche bastante apelativa.

Acredite: este prato é tão apetitoso que até foi um dos finalistas no concurso das Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, ao representar a região da Beira Interior, na categoria da caça.

 

Peça mais informações sobre caça a perdiz, com a Quinta dos Penedinhos

 

Pratos com perdiz encantam paladares de Norte a Sul do país

Como é óbvio, este prato não é o único exemplo de manjares cuja protagonista é a perdiz. Aliás, muitos especialistas em culinária chegam a considerar que a ave é a rainha dos pratos de caça dos restaurantes de Norte a Sul de Portugal. Os acompanhamentos são os mais diversos, para além de escabeche: desde couve-lombarda a castanhas.

Viajemos até à cidade de Évora, mais propriamente até ao Restaurante Fialho, que confecciona receitas antigas alentejanas há quase sete décadas, incluindo a perdiz à Fialho. Neste prato, a ave encontra-se estufada e é acompanhada por cogumelos do campo, pão frito do Alentejo e presunto, entre tantas outras alternativas.

Um pouco mais a Norte, em Bragança, no Solar Bragançano, há a particularidade de se cozinhar a caça em potes de ferro. Como é óbvio, a perdiz é uma das estrelas deste espaço, sendo acompanhada por umas uvas.

Para que cada prato esteja «no ponto», é necessário seguir alguns cuidados de extrema relevância. Por exemplo, para amaciar e temperar a carne da perdiz e dar-lhe mais suculência, o melhor é mariná-la. Já agora, fique ainda a saber que o tempero penetra perfeitamente na carne, quando se faz uns pequenos furos na pele da ave.

 

Fonte: Jornal de Notícias

Para confeccionar e provar estes pratos, pratique a caça à perdiz na Quinta dos Penedinhos

Criação de perdizes em destaque na Feria Cinegética

A perdiz em destaque

A criação de perdizes em Portugal é uma actividade que assume uma importância crescente, não fosse esta a espécie mais procurada pela actividade cinegética em território nacional. E a caça em Portugal está sem dúvida de parabéns, já que seremos o país oficial da Feria Cinegética 2015.criação de perdizes vermelhas

O certame, que se realiza de 19 a 22 de Março, no pavilhão 12 do recinto de feiras Juan Carlos I, em Madrid, é das mais importantes organizações no mundo da caça, com uma dimensão verdadeiramente internacional. A iniciativa parte da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), no âmbito do Programa COMPETE (Programa Operacional Competitividade e Internacionalização), e visa divulgar o universo da caça em terras lusas. 

Portugal é de resto já um destino preferencial para caçadores do país vizinho, reunindo condições excepcionais para práticas cinegéticas, quer de pequena caça, com a perdiz a ser sem dúvida o animal de destaque, quer com a caça grossa.

Os destinos nacionais para a caça à perdiz, quer no norte, em Trás-os-Montes, quer no Algarve, são já relativamente bem procurados por turistas que procuram aliar as férias ao desporto. O lugar predominante das carnes de caça na gastronomia regional é um argumento ainda maior, que ajuda a tornar a actividade cinegética um argumento importante para o turismo nacional.

São argumentos como estes que serão levados à Feria Cinegética por um total de 12 companhias ligadas ao sector. Na sua edição de 2014, o certame contou com 300 expositores e recebeu mais de 30,000 visitantes, o que mostra bem a sua dimensão e a excelente oportunidade de negócio e celebração de contactos que representa.

A importância da criação de perdizes

Apesar do país reunir condições de excepção para a prática da caça, o cada vez mais destacado papel ambiental desta actividade tem assistido à multiplicação de espaços controlados e específicos para a sua realização. Em alguns habitats onde as populações são de menores dimensões, ou onde a repovoação é necessária, a criação de perdizes é verdadeiramente fulcral.

A criação de perdizes é no entanto uma actividade que requer condições específicas para a sua realização com sucesso, optimizando as estruturas ao dispor das aves e do seu ciclo reprodutivo. A perdiz-vermelha, espécie mais emblemática, reproduz-se durante entre Abril e Maio, tendo como particularidade a colocação de ovos em ninhos diferentes, ficando um a cargo do macho e o outro da fêmea.

Tipicamente, um ovo é colocado a cada 16 horas, até 10-16 por ninho, demorando cerca de 23 dias a chocar. As gaiolas de arame são as que mais favorecem a colocação numerosa de ovos. As crias voam do ninho com dez dias e atingem o tamanho adulto em 2 meses, mas geralmente as proles mantêm-se juntas durante o primeiro inverno.

Na Inglaterra, onde a espécie foi introduzida a partir do século XVII, devido a números em declínio das populações locais a perdiz vermelha chama-se frequentemente de perdiz francesa (alectoris rufa) para a distinguir das espécies domésticas.

Existem no entanto três grandes subespécies deste tipo de perdiz:

A. r. Hispanica, que habita fundamentalmente o norte e o oeste de Espanha;

A. r. Intercedens, que habita a região sul;

A. r. Corsa, uma espécie que origina na Córsega 

A agricultura moderna é um dos principais adversários das populações de perdizes, já que tem contribuído – entre outros factores – para o declínio dos insectos ligados aos cereais, um alimento importante para estas aves. No entanto, a perdiz vermelha tem-se mostrado menos vulnerável que outras subespécies, uma vez que se alimentam principalmente de sementes, sendo os insectos mais importantes apenas nos primeiros tempos da vida das crias, ainda que estas consumam igualmente sementes, limitando o impacto da falta de insectos na sua capacidade de sobrevivência.

Ainda assim, com os números a caírem um pouco por toda a Europa, diversos países encetam esforços para a preservação das dimensões das populações. A criação de perdizes cujos principais núcleos populacionais se limitam a Portugal, Espanha e França, significam que mesmo nos países onde esta é uma espécie introduzida, a criação de perdizes é uma preocupação crescente.

Assistimos no entanto a uma mudança de paradigma, com sustentabilidade a tornar-se um conceito central na criação de perdizes cujos objectivos mudam das libertações anuais, para a criação de verdadeiras populações sustentáveis ao longo do tempo.