Arquivo de etiquetas: coelhos bravos

Aspetos a Ter em Conta na Criação de Coelhos Bravos

A criação de coelhos bravos é uma atividade bastante importante, especialmente para fins de repovoamento, quando se constata que a espécie desapareceu de uma determinada zona antes fortemente povoada pela mesma ou, porventura, quando atividades como a caça ou o surgimento de doenças, como o vírus hemorrágico, dizimaram a sua população.

O assunto assume uma maior preponderância devido à importância que a espécie representa para os ecossistemas mediterrânicos, onde a mesma, além de ser objeto de caça do homem, é também uma das principais presas de espécies em perigo de extinção, como é o caso do Lince-ibérico ou mesmo da Águia-imperial-ibérica.

No que concerne à criação de coelhos bravos, existem, por isso, vários aspetos a ter em conta, os quais estão invariavelmente ligados aos cuidados a ter com a espécie, de forma a otimizar os processos de reprodução e manutenção da mesma.

criação de coelhos

Cuidados básicos a ter na criação de coelhos bravos

No processo de criação destes coelhos, um aspeto que não pode ser descurado é o habitat desses animais, pois não devem ser enclausurados. O coelho bravo típico da Europa ocupa essencialmente áreas como os campos, parques e outras zonas arborizadas. Nesse sentido, são abundantes nas pastagens que caracterizam o panorama paisagístico da Península Ibérica, em particular, em Portugal, cujos solos lhes permitem fazer extensas tocas, bem drenadas, e os arbustos lhes conferem alguma proteção. Por isso, este enquadramento é fulcral para se criar estes animais.

A alimentação dos mesmos é pois, outro aspeto a estar atento. Como herbívoros, estes animais têm uma dieta baseada em ervas, arbustos herbáceos e afins. Quando estão livres, os coelhos podem inclusive comer toda a matéria vegetal e roer a casca de árvores, especialmente no inverno. Se o ambiente não for ameaçador para o coelho, ele pode ficar ao relento durante várias horas, pastando ocasionalmente, mas é importante garantir que os mesmos têm sempre alimentos no ambiente circundante.

Com o habitat adequado e com fontes de alimentação ao seu dispor, estão criadas as condições básicas para reprodução, o que é essencial no processo de criação dos coelhos. Normalmente, os coelhos ganham maturidade sexual depois de somente alguns meses, período após o qual eles reproduzem-se rapidamente, fomentando assim quaisquer potenciais propósitos de aumentar a colónia.

A criação de coelhos bravos como solução de repovoamento

É inegável que a população dos coelhos bravos desceu significativamente nos últimos 50 anos na Península Ibérica e, devido à sua importância, a criação de coelhos bravos num ambiente controlado e favorável ao seu desenvolvimento surge como a solução a enveredar para repovoar as áreas mais carenciadas da espécie.

As técnicas aplicadas no repovoamento, associadas à qualidade dos coelhos bravos criados numa atmosfera saudável apropriada aos mesmos, têm permitido repovoar diversas zonas em Portugal e em Espanha afligidas por este problema, através de uma solução sustentável de criação de populações de coelhos, que pode assim permitir gerir mais apropriadamente os alimentos das próprias espécies ameaçadas, como as veiculadas acima, com a reintrodução destes animais num habitat próximo àquele em que foram criados.

São com esses cuidados na criação de coelhos bravos e na preocupação de soluções sustentáveis de repovoamento que a Quinta dos Penedinhos pauta o seu trabalho, por isso, se gostaria de saber mais informações, entre em contacto connosco.

Falta de coelhos bravos aumenta aposta na caça à perdiz

É de prever um aumento na aposta na caça à perdiz: afinal de contas, à medida que a população de coelhos bravos vai sofrendo uma diminuição, é necessário que a mira dos caçadores aponte para outros tipos de animais. De resto, o abate da caça maior está a ser feito sem qualquer controlo sanitário, embora haja a ameaça da tuberculose bovina. caça à perdiz ii

 

Saiba mais sobre caça à perdiz, através da Quinta dos Penedinhos

Porque há falta de coelhos bravos, apostando-se cada vez mais na caça à perdiz?

A escassez de coelhos bravos deve-se às estirpes da febre hemorrágica I e II e à mixomatose, uma grave doença contagiosa que infecta os animais de caça. Porém, a compra de armas continua a disparar, colocando em risco as populações de perdiz vermelha.

«Como não se encontram coelhos bravos, a pressão aumenta sobre as perdizes, o recurso cinegético que resta», declara Francisco Derriça Mendes, da Associação de Caçadores de Moura e veterinário municipal nessa autarquia. Sendo assim, o caçador acaba por matar para compensar não só a falta de pequenos ruminantes, mas também a carga de impostos que surgiu com a crise. A conclusão é dramática, nas palavras de Derriça Mendes: «A doença mata o coelho. A caça mata a perdiz».

Já em 2014, o decréscimo de coelhos bravos se fazia sentir, o que originou um pedido das associações de caçadores ao Governo para que houvesse uma suspensão das taxas, devido à falta de animais. Aliás, o cenário é tão dramático que, nesse ano, os caçadores portugueses tiveram mesmo de adiar a primeira ida para o campo.

Peça mais informações sobre perdizes, recorrendo à equipa da Quinta dos Penedinhos

Tuberculose bovina também preocupa caçadores

Para além de aumentar o investimento na caça à perdiz, a escassez de coelhos bravos traz outras consequências: em Dezembro de 2014, o presidente da Federação Portuguesa de Caçadores (FENCAÇA), Jacinto Amaro, afirmou que os linces ibéricos que tinham sido libertados em Mértola, nesse mês, corriam o risco de morrerem de fome, uma vez que havia poucos coelhos bravos, o seu alimento principal.

É por todos estes motivos que Jacinto Amaro considera que as populações de coelho bravo são aquelas que mais suportam as jornadas de caça. Porém, o presidente da FENCAÇA está igualmente alarmado sobre a tuberculose bovina nos javalis e nos veados, havendo um aumento nas preocupações em termos de saúde pública.

Na opinião de Derriça Mendes, o problema torna-se ainda mais grave, perante a falta de veterinários para despistar a tuberculose bovina na zona epidemiológica que engloba os territórios de Moura, de Barrancos e de Idanha. É que, segundo o Ministério da Agricultura e do Mar, é nessas regiões que existem os principais focos da doença.

Pratique a caça à perdiz, graças à Quinta dos Penedinhos

Fonte: Público