À primeira vista, pode parecer contraditório… mas é mesmo verdade: de acordo com o presidente do capítulo português do Safari Club International, João Corceiro, a caça, por exemplo ao coelho bravo, é um modelo de gestão e até de conservação da vida animal. De resto, Corceiro defende que o ser humano é «um predador e um caçador na sua origem». 
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Por que a caça ao coelho bravo é tão importante para a gestão e conservação da vida animal?
Sendo assim, João Corceiro considera que as taxas de abate dos animais têm capacidade para financiar parques e áreas protegidas. O próprio presidente confessa que o modelo até pode parecer «absurdo» para a população geral, mas, realmente, funciona: «Há as taxas de abate de animais e a caça ao coelho bravo, por exemplo, é um modelo de gestão e de conservação da vida animal. Pretende-se que se abatam animais no final da sua vida, que estão a chegar ao fim da sua existência, e que isso possa trazer algum valor para a conservação da própria espécie. Pode parecer absurdo, mas funciona.».
Para fortalecer o seu argumento, João Corceiro até deu o exemplo da realidade do Quénia: «Em África, continua a haver um conflito entre o homem e o animal. A caça desportiva no Quénia foi proibida em 1977, mas as populações de animais estão a diminuir de forma drástica. Um biólogo escreveu há pouco tempo um relatório em que afirma que o leão vai desaparecer nos próximos anos do Quénia e, por esse motivo, uma das soluções seria obter algum retorno do facto de se conviver com a vida selvagem. O dinheiro da caça desportiva não chega e talvez pudesse salvar o leão.».
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«O ser humano é um caçador na sua origem»
As declarações de João Corceiro foram proferidas no decorrer da polémica que envolveu o leão Cecil, um animal protegido que foi abatido no Zimbabué por um dentista norte-americano. Na opinião do presidente do capítulo português do Safari Club International, esta foi uma caçada ilegal: «Há fortes indícios de que seja um crime. Os dois caçadores, quer o profissional, quer o cliente, são sócios do Safari Club e o Safari Club suspendeu a condição de sócios porque há fortes indícios de ilegalidade. O que está na base da ilegalidade é o facto de o leão ter sido abatido numa zona que não contava com quota para leão.».
Como conclusão, Corceiro assegura que o ser humano é «um predador e um caçador na sua origem»: «Basta olhar para a nossa fisionomia. Onde temos os olhos? Na frente da cara. Somos predadores, estamos focados.».
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Fonte: TVI 24
