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Como prestar os primeiros socorros a cães de caça à perdiz?

Como já sublinhámos neste blog, um dos recursos mais utilizados na caça à perdiz são os cães, nomeadamente o braco, o breton, o pointer e o perdigueiro. Para assegurar um ato venatório plenamente seguro para os nossos amigos de quatro patas, é aconselhável conhecer alguns dos principais cuidados preventivos e de primeiros socorros.

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Cães para a caça à perdiz devem ser submetidos a uma avaliação preventiva

Tal como acontece com a maioria dos problemas, para garantir a saúde dos cães de caça, a prevenção é o melhor remédio. Por isso, antes de sair para mais um dia de caça à perdiz é recomendável realizar uma inspeção breve aos cães que serão utilizados nessa jornada.

Nessa avaliação deve confirmar se os animais estão em alerta e se se comportam normalmente. Não pode forçar a trabalhar qualquer cão que se mostre adoentado, revelando sintomas, por exemplo, de falta de apetite, tosse, apatia, alteração de respiração ou corrimento nasal. É igualmente relevante analisar a presença de feridas (nomeadamente nas almofadas plantares) e o aspeto das dejeções, ou seja, das suas fezes e urina.

Os mesmos cuidados preventivos mantêm-se no transporte dos cães, especialmente no controlo das condições climatéricas. Se os animais estiverem expostos a temperaturas bastante elevadas, correm o risco de sofrer de um golpe de calor. Perante baixas temperaturas, é muito provável que os cães sofram de hipotermia.

Uma caça à perdiz bem sucedida não depende apenas do estado de saúde dos cães; também é importante a qualidade das perdizes, que devem ter uma exímia capacidade de voo. Sabia que as nossas perdizes vermelhas contam com esta característica? Conheça melhor o nosso trabalho! Envie-nos as suas questões para o endereço quinta.dos.penedinhos@gmail.com

Quais são os outros cuidados importantes a ter com os cães de caça à perdiz?

• Trazer água em quantidade abundante, nomeadamente nos dias de mais calor.

• Contar com um estojo de primeiros socorros que deve incluir algodão, compressas, ligaduras, água oxigenada (pelo menos meio litro), adesivos, soro fisiológico, Betadine®, pinça, tesoura, luvas, toalha, termómetro e seringas, entre outros materiais.

• Ter os contactos do veterinário.

• Perante urgências traumáticas (isto é, atropelamentos, mordeduras de outros cães, quedas, disparos acidentais e ataques de javali), podem surgir feridas com variadas gravidades e profundidades. Independentemente do corte, estes ferimentos têm de ser irrigados de forma abundante e limpos através de Betadine®. Caso seja possível, é aconselhável cobrir as lesões para que não sejam conspurcadas ou lambidas pelo próprio cão.

Há muito mais por descobrir sobre a caça à perdiz! Se for um iniciante nesta prática, ou mesmo que seja um caçador experiente sempre à procura de novos conhecimentos, saiba que pode contar com a nossa ajuda! Faça-nos uma visita no Casal da Feiteira, Pedra Furada, 2715-614 Montelavar

 

Porquê apostar numa caça à perdiz sustentável?

De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a actividade cinegética no nosso país, como a caça à perdiz, não está a ser regulada, nem praticada de forma sustentável. A SPEA já tentou resolver esta irregularidade, pedindo «mais rigor e responsabilidade» ao Ministério da Agricultura. A Sociedade enviou, inclusive, uma Carta Aberta a este órgão para pedir avanços para uma caça sustentável.

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Quais são as principais vantagens da caça à perdiz e a outras espécies de forma sustentável?

Nessa Carta Aberta, a SPEA entende que o sector da caça à perdiz, entre muitas outras espécies, continua a desenvolver «práticas nocivas e ultrapassadas» tanto para essa actividade, como para a Natureza. Logo, ficam em causa o interesse público e o futuro da caça.

Por outro lado, esta Sociedade acredita que a caça é um recurso natural e, por esse motivo, tem de ser gerida sustentavelmente para que traga vantagens sociais e económicas. Além disso, a caça sustentável também teria um papel de relevo para proteger as aves e a biodiversidade.

A vontade de implementar uma caça à perdiz mais sustentável, sem esquecer as outras espécies, ultrapassa as tentativas de contacto com o Ministério da Agricultura. Por exemplo, em Novembro de 2011, a SPEA fez um apelo para que o Governo dos Açores adoptasse medidas de emergência. É o caso da proibição da utilização de munições com chumbo nas áreas húmidas.

«O arquipélago dos Açores é um dos poucos territórios da Europa que ainda desenvolve a prática da caça às aves aquáticas através deste tipo de munições, o que põe em risco não só as populações de espécies cinegéticas, mas também a qualidade dos recursos hídricos», escreveu a SPEA em outra Carta Aberta. Sendo assim, existe uma contaminação dos solos, da água, dos patos e dos consumidores dessas peças de caça.

Logo, a Sociedade exigia a erradicação do problema do saturnismo, isto é, do envenenamento de aves aquáticas através de chumbo, devido ao uso de cartuchos que contêm este metal.

Gestão da caça tem melhorado nos últimos 20 anos

O coordenador do Departamento de Conservação Terrestre do SPEA, Domingos Leitão, crê que este é apenas um exemplo da falta de uma maior consciência da necessidade de desenvolver uma caça sustentável no nosso país pelos próprios caçadores e confederações.

Domingos Leitão não está sozinho. O especialista em conservação da Natureza e caça João Bugalho também concorda que a caça sustentável pode ser bastante vantajosa. Porém, para João Bugalho, o cenário tem melhorado: «Após uns tempos caóticos, considero que a gestão da caça tem evoluído bastante nos últimos 20 anos. Nalgumas associações e áreas de caça turística, existe um nível de gestão muito positivo», afirma João Bugalho.

A Quinta dos Penedinhos cria aves para a actividade da caça à perdiz por praticantes exigentes e que apoiam uma actividade sustentável. Envie as suas questões para quinta.dos.penedinhos@gmail.com

Caça à perdiz ressente-se com redução de profissionais

Foi no passado mês de Março que se encerrou a época da caça à perdiz, ao javali e ao coelho bravo e o presidente da Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA), Jacinto Amaro, aproveitou para fazer uma reflexão sobre a situação actual desta prática no nosso país. O dirigente associativo sublinhou principalmente a perda de «mais de metade dos caçadores».

Saiba mais sobre caça à perdiz, através do site da Quinta dos Penedinhos

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Época da caça à perdiz 2015/2016 decorreu sem sobressaltos

Por um lado, o balanço de mais uma época foi positivo: de acordo com Jacinto Amaro, a actividade da caça à perdiz – e de outras espécies – não sofreu quaisquer sobressaltos ou acidentes.

Por outro lado, o presidente da FENCAÇA alertou para uma nova estirpe do vírus, que causa a doença hemorrágica viral e está a destruir a população de coelho bravo. «Trata-se de uma das espécies mais emblemáticas e é aquela que mais dá jornadas de caça e desperta as maiores paixões», lamenta Jacinto Amaro.

Quanto à caça à perdiz e aos tordos, o dirigente considera que esta foi uma época atípica: «Houve áreas em que as perdizes tiveram uma melhor criação, mas, no geral, não foi um ano muito bom. Talvez tenha sido superior à época do ano passado, mas ainda está bem distante dos bons anos de migração».

O cenário é diferente na caça ao javali: «Continua a ser uma espécie que se tem reproduzido massivamente. Em algumas áreas, até tem causado problemas e prejuízos tanto na agricultura, como na caça menor».

Peça mais informações sobre a caça em Portugal. Visite-nos na Qta. dos Penedinhos, s/n, Casal da Feiteira, Pedra Furada, 2715-614 Montelavar

Taxas estão a reduzir o número de caçadores

Jacinto Amaro ainda destaca a redução do número de caçadores. A FENCAÇA aponta as taxas sobre as zonas da caça como um dos principais motivos para esta perda progressiva.

Em declarações à Agência Lusa, em Agosto de 2015, Jacinto Amaro já tinha afirmado que, de ano para ano, existe uma redução de 10 mil caçadores. Na altura, o dirigente associativo não poupou críticas ao Governo PSD/CDS-PP: «É o pior Executivo que já tivemos nos últimos 25 anos. Se continuar assim, a caça está em risco de acabar».

Segundo Jacinto Amaro, as taxas aumentam todos os anos e o Estado não dá nada em troca. De acordo com os dados disponibilizados pela FENCAÇA, em 2014, o Governo arrecadou 10 milhões de euros nas taxas das áreas de caça e na licença anual para caçar. Só que essa quantia nem sequer é investida em sectores de interesse para os profissionais, como a formação de caçadores, a fiscalização ou a investigação centrada em doenças das espécies.

«Neste momento, estamos a tentar que o Governo actual minimize os efeitos negativos deixados pelo Executivo anterior», conclui Jacinto Amaro, no balanço de 2015/2016. 

A Quinta dos Penedinhos disponibiliza boas condições para a caça à perdiz. Contacte-nos pelo 91 456 36 61

Fonte: Rádio Campanário

O Papel das Ações de Repovoamento na Caça à Perdiz

Em Portugal, não é raro sermos pontualmente confrontados por um bando de perdizes a deambularem pela rua, nomeadamente em zonas rurais, próximas de espaços abertos ou arborizados, os seus preferidos, contudo, trata-se também de uma espécie muito apreciada pelos caçadores e, devido à caça à perdiz, tem existido uma preocupação latente existente no sentido de controlar os seus números, para evitar que os mesmos decresçam excessivamente, em particular nas zonas litorais do país, onde o seu número é mais reduzido, quando em comparação com outras zonas.

caça à perdiz

É inegável que, devido às ações da caça, várias espécies já foram no passado dizimadas pelas mesmas, como o tigre da tasmânia, o que fundamenta a existência de preocupações relacionadas com renovação natural das espécies, para que quer as gerações atuais, quer as vindouras, possam usufruir das mesmas. E, nesse sentido, o mesmo se aplica na caça à perdiz, para que a espécie possa continuar a subsistir.

A importância das ações de repovoamento na caça à perdiz

A perdiz é uma espécie com ampla presença em solo nacional, desde há muitos anos, sendo que podemos encontrar a mesma em diversos pontos do país, desde as serras de Fafe, Entre Douro e Minho, até à Serra de São Mamede, no Alentejo, incluindo não só Portugal Continental, mas também as regiões autónomas, nomeadamente a Madeira, onde a perdiz vermelha é uma peça de caça muito antiga.

Apesar de a perdiz não ser uma espécie ameaçada, é indubitável que, face à sua popularidade, os esforços de preservação natural não são, em muitos casos, suficientes para responder aos problemas que contribuem para a diminuição dos seus números, pelo que urge encontrar formas concretas de enfrentar as pressões existentes sobre a espécie, quer devido à caça à perdiz, quer devido à diminuição do seu habitat, entre outras razões, para que seja possível controlar os seus números e repovoar certas áreas com números mais escassos sempre que necessário.

Os centros cinegéticos surgem em conformidade com a necessidade de repovoar estas áreas, ao produzirem perdizes em cativeiro, em condições semelhantes ao seu habitat natural, para posteriormente as libertar nas áreas mais carenciadas da espécie, possibilitando que se mantenha os seus números sob controle e que a caça, uma atividade tradicional em certas zonas do país, possa também perdurar, de uma forma equilibrada e consistente com a sustentabilidade da espécie.

A quem recorrer para repovoar uma área com escassez de perdizes

Face à necessidade de repovoar uma determinada área carenciada desta espécie, independentemente de a sua finalidade ser a da caça à perdiz, é necessário recorrer a uma entidade devidamente certificada para o efeito, como a Quinta dos Penedinhos.

Para tal, dispomos de um centro cinegético moderno, com um espaço amplo, que apresenta todas as condições necessárias para imitar o habitat natural da perdiz, para que as perdizes que criamos, nomeadamente a perdiz vermelha, dotadas de todas as características que os caçadores procuram possam posteriormente ser introduzidas noutro local com grandes índices de sucesso.

Ao recorrer a soluções de repovoamento como o proporcionado por um centro cinegético como o supracitado, está a criar condições para a repovoação de certas áreas, fomentando a sustentabilidade da espécie e, concomitantemente, que a caça à perdiz possa continuar.

Caça a perdiz: regulamentação num centro cinegético

As regras da caça a perdiz são elaboradas com cada vez mais cuidado.

As perdizes são aves relativamente comuns em todo o espaço português. Apesar de evitarem zonas urbanas, principalmente no litoral, a sua presença é comum em zonas rurais e arborizadas. caça a perdiz

Uma vez que se trata igualmente de uma ave bastante procurada para caça, foram criados locais específicos para essa actividade e para, simultaneamente, se levar a cabo a preservação da espécie – isto é, em centros cinegéticos. A caça a perdiz deve garantir todos os requisitos de segurança, higiene e qualidade, pelo que se recomenda o acompanhamento pela parte de profissionais.

 

A cinegética controlada: como preservar as espécies?

Os centros cinegéticos são, mais do que reservas, zonas restritas onde a caça a perdiz e a outros animais é permitida. Considerada uma arte, a cinegética é admirada pela beleza do ataque dos cães que auxiliam os caçadores. No fim do século XIX, o rei D. Carlos era grande apreciador deste tipo de caça e foi um dos seus maiores impulsionadores ao longo da História portuguesa, mas a sua prática remonta a tempos muito anteriores – daí classificá-la como uma tradição portuguesa.

Sendo muito procurada, a caça tem conhecido inovações nos últimos anos, como o controlo da reprodução das espécies nos centros cinegéticos. No caso da perdiz, é importante mantê-la como uma espécie pouco ameaçada, no seu habitat natural.

Uma das maiores vantagens dos centros cinegéticos é oferecerem uma experiência completa de caça: ambiente circundante intocado, paisagens verdejantes, espaço amplo e longe de urbanizações densas. Deste modo, o desafio torna-se ainda maior: como distinguir a plumagem ruiva, branca e com pormenores cinzentos e negros entre as cores da natureza?

 

Caça a perdiz – qual a data estabelecida?

É possível avistar perdizes durante todo o ano no território de Portugal inteiro, uma vez que se trata de um animal residente. No entanto, a época nacional de caça à perdiz é limitada: apenas desde o início de Outubro até ao início de Dezembro, segundo o calendário venatório 2015-2018 estabelecido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (Ministério da Agricultura e do Mar) – o que coincide com outros períodos de caça, como a caça aos patos. Estas datas foram estabelecidas tendo em conta o período de reprodução, pelo que a violação do período estabelecido é punível por coima, por ameaçar a renovação das gerações. Ainda mais – os censos de casais de perdizes são efectuados de Fevereiro a Março, e os censos de bandos entre Agosto e Setembro, encaixando-se todas as datas numa cronologia fixa.

 

Antes de iniciar a caça a perdiz, nunca se esqueça de recolher informação sobre esta actividade, estritamente regulamentada. Caso ainda restem dúvidas, é aconselhado que se recorra a centros cinegéticos e a entidades estatais da área.

Oito regras para treinar o cão na caça a perdiz

É verdade que os cães têm uma tendência natural para perseguir, caçar e farejar. No entanto, é sempre possível realçar o entusiasmo por essas actividades, nomeadamente para a caça a perdiz. Antes de mais, é importante começar os treinos enquanto o animal for jovem (iniciando as actividades a partir dos três meses de idade). Contudo, há algumas regras que podem ser igualmente seguidas, mesmo quando os cães já contam com alguma idade. caça a perdiz

 

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Treino de cães para a caça a perdiz: a importância dos comandos de obediência básicos

Em primeiro lugar, fique a saber que a repetição é a chave para um treino bem sucedido de um cão para a caça a perdiz. Daí que seja tão essencial ter paciência e perseverança e ainda elogiar o animal sempre que este executa uma tarefa de uma forma correcta, o que acaba por estimulá-lo para voltar a fazer essa actividade vezes e vezes sem conta para aprimorar.

Como é óbvio, o ambiente em que ocorre o treino tem de ser aberto, seguro e cercado. Sendo assim, pouco menos de meio hectare deve ser suficiente para esta prática. Uma quinta ou um jardim grandes são outras opções.

Por outro lado, é obrigatório que o treino seja pontuado por uns comandos de obediência básicos, como «ficar» e «sentar». Só depois de o cão seguir esses comandos é que se pode começar a habituar o animal a outras versões um pouco mais complexas.

 

Peça mais informações sobre caça, recorrendo à equipa da Quinta do Penedinho

 

Conheça mais dicas importantes para treinar cães na caça a perdiz:

. Olfacto – este sentido é bastante importante para a caça a perdiz. A não esquecer que aqueles cães que são treinados para identificar com o cheiro têm uma maior capacidade de localizar as suas presas, em comparação com o sentido da visão. Por esse motivo, o olfacto tem de ser muito treinado. Logo, mal consiga apanhar o pássaro, permita que o cão o cheire bem para que haja um posterior reconhecimento.

. Imitação – é verdade: os cães também gostam de ser uns autênticos «macaquinhos de imitação». Então, é um conselho precioso deixar o cão correr com outros que já se encontrem treinados para imitar o comportamento desses animais.

. Recompensa positiva – não basta elogiar. É preciso recompensar o cão, quando este faz um bom trabalho. Esta é uma etapa importante, tendo em conta que o cachorro pretende sempre agradar o dono e, se entender que a brincadeira de caçar uma perdiz satisfaz o seu parceiro e, por isso, traz recompensas, irá fazê-la com muita mais vontade.

. Tiros… só longe do cão – pelo menos nos primeiros tempos para não assustar o animal.

 

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Falta de coelhos bravos aumenta aposta na caça à perdiz

É de prever um aumento na aposta na caça à perdiz: afinal de contas, à medida que a população de coelhos bravos vai sofrendo uma diminuição, é necessário que a mira dos caçadores aponte para outros tipos de animais. De resto, o abate da caça maior está a ser feito sem qualquer controlo sanitário, embora haja a ameaça da tuberculose bovina. caça à perdiz ii

 

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Porque há falta de coelhos bravos, apostando-se cada vez mais na caça à perdiz?

A escassez de coelhos bravos deve-se às estirpes da febre hemorrágica I e II e à mixomatose, uma grave doença contagiosa que infecta os animais de caça. Porém, a compra de armas continua a disparar, colocando em risco as populações de perdiz vermelha.

«Como não se encontram coelhos bravos, a pressão aumenta sobre as perdizes, o recurso cinegético que resta», declara Francisco Derriça Mendes, da Associação de Caçadores de Moura e veterinário municipal nessa autarquia. Sendo assim, o caçador acaba por matar para compensar não só a falta de pequenos ruminantes, mas também a carga de impostos que surgiu com a crise. A conclusão é dramática, nas palavras de Derriça Mendes: «A doença mata o coelho. A caça mata a perdiz».

Já em 2014, o decréscimo de coelhos bravos se fazia sentir, o que originou um pedido das associações de caçadores ao Governo para que houvesse uma suspensão das taxas, devido à falta de animais. Aliás, o cenário é tão dramático que, nesse ano, os caçadores portugueses tiveram mesmo de adiar a primeira ida para o campo.

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Tuberculose bovina também preocupa caçadores

Para além de aumentar o investimento na caça à perdiz, a escassez de coelhos bravos traz outras consequências: em Dezembro de 2014, o presidente da Federação Portuguesa de Caçadores (FENCAÇA), Jacinto Amaro, afirmou que os linces ibéricos que tinham sido libertados em Mértola, nesse mês, corriam o risco de morrerem de fome, uma vez que havia poucos coelhos bravos, o seu alimento principal.

É por todos estes motivos que Jacinto Amaro considera que as populações de coelho bravo são aquelas que mais suportam as jornadas de caça. Porém, o presidente da FENCAÇA está igualmente alarmado sobre a tuberculose bovina nos javalis e nos veados, havendo um aumento nas preocupações em termos de saúde pública.

Na opinião de Derriça Mendes, o problema torna-se ainda mais grave, perante a falta de veterinários para despistar a tuberculose bovina na zona epidemiológica que engloba os territórios de Moura, de Barrancos e de Idanha. É que, segundo o Ministério da Agricultura e do Mar, é nessas regiões que existem os principais focos da doença.

Pratique a caça à perdiz, graças à Quinta dos Penedinhos

Fonte: Público

Caça à perdiz: conheça as caraterísticas desta ave!

Muito abundante em quase todo o território nacional, a perdiz-vermelha é uma ave muito apreciada pelos caçadores para a prática da caça desportiva. Esta espécie cinegética também serve de presa para os predadores existentes na Península Ibérica, tornando-se um alvo fácil, a par do coelho-bravo. A verdade é que a caça à perdiz tem vindo a aumentar e já estão a ser tomadas medidas pelas Associações de Defesas dos Animais portuguesas e espanholas, no sentido de evitar que a perdiz se torne num animal em vias de extinção. A caça à perdiz em muito tem contribuído para a diminuição de exemplares. Mas que medidas podem ser tomadas para evitar o desaparecimento da perdiz-vermelha?

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Reprodução é fundamental para o aumento da espécie, saiba porquê!

A reprodução é fundamental para o aumento da espécie e durante este período torna-se necessário um maior cuidado para evitar que os ninhos e os ovos sejam destruídos por predadores, mas, acima de tudo, devido à ação do Homem.

Os machos escolhem o território que consideram melhor para a postura dos ovos e chamam as fêmeas através de um chamamento característico. Nesta altura são bastante agressivos e não admitem a presença de outros machos no seu território. Cada fêmea coloca, em média, 14 ovos, mas podem pôr entre 12 a 20 ovos. Se o macho encasalar com mais do que uma fêmea, é possível que existam mais de 20 ovos no buraco. A incubação dos ovos tem a duração de 23 a 26 dias.

Após a ninhada nascer os machos vão-se embora e é a fêmea que cuida das perdizes bebés. Durante o primeiro mês de vida a ninhada permanece junto da progenitora e só após as 6 semanas realizam o primeiro voo. Um dos principais fatores que leva à morte dos juvenis é a escassez de pontos de água.

Criador de referência a nível nacional, a Quinta dos Penedinhos, construiu um centro cinegético para a criação da perdiz-vermelha, capaz de satisfazer os caçadores mais exigentes. Várias associações ligadas a esta área adquirem aqui estas aves para realizarem a caça à perdiz, pois existem belos exemplares dessa raça.

Homem ameaça o habitat natural das perdizes!

O Homem ameaça as populações de perdizes-vermelhas: é um facto! Trabalhadores rurais, como agricultores ou pastores, não tomam o devido cuidado nas suas atividades diárias, sendo responsáveis pela destruição de ninhos e pela morte de ninhadas. Para evitar estas situações que em muito contribuem para a diminuição da espécie, o uso de máquinas agrícolas deveria ser mais controlado e evitado na altura do choco.

Cruzar a perdiz-vermelha com elementos de uma espécie diferente também é um dos obstáculos à conservação da espécie.

A caça à perdiz aumentou em todo o território nacional, mas esta deve ser realizada nas zonas de caça, onde existem limitações quanto ao número de exemplares que podem ser caçados, para evitar uma escassez desta ave. Nas zonas de caça ainda existe uma abundância deste animal, resultado de algumas medidas de gestão implementadas com sucesso

Através da Quinta dos Penedinhos pode fazer a sua caça à perdiz de uma forma eficaz

Caça à perdiz: a importância gastronómica e local

A importância cultural e económica da caça à perdiz

A caça à perdiz é mais do que um desporto. Para as comunidades locais e suas gastronomias, pode ser efectivamente um pilar económico, a perdiz de caça sendo uma iguaria apreciada durante a época de caça que se inicia a partir de Agosto, mas se acentua a partir de Outubro. O Outono é de facto a época por excelência dos pratos de caça, com javali, coelho bravo ou perdiz.

A importância da perdiz vermelha é facilmente expressa pelo seu lugar central nas inúmeras feiras que se celebram um pouco por todas as regiões do país durante os meses finais de cada ano. Foi o caso da VII Feira da Perdiz, realizada nos passados dias 08 e 09 de Novembro, em Martim Longo, concelho de Alcoutim. 

As actividades de caça, incluindo a Taça de Portugal de Caça Prática, são apenas uma parte deste certame que ainda reúne inúmeras empresas do sector, demonstrações com cães de caça, falcoaria, artesanato e gastronomia. Em 2014, como em anos anteriores, a localidade viu-se invadida por vários milhares de amantes da caça à perdiz e coelho bravo, mas será a ave o grande ex-libris da região, encontrando por isso o caminho para alguns dos pratos mais interessantes dos restaurantes locais.

Mais a norte, no Marvão, a gastronomia também encontra na caça à perdiz um dos seus pilares, e o festival gastronómico que decorreu até ao início de Janeiro contou com iguarias tão interessantes quanto a canja de perdiz e a empada de perdiz com salada de agrião e gomos de laranja.

A caça à perdiz é claramente, e por estes motivos, uma actividade central na vida outonal de muitas comunidades nacionais, sendo essencial a união de esforços que permitam manter a caça viva em benefício das localidades que dela vivem. Em seu redor existem significados e heranças culturais que urge não perder, ainda que a repovoação de perdizes seja actualmente necessária em diversos pontos. Nestas circunstâncias, as empresas de criação de perdizes assumem uma importância crescente na manutenção dos recursos cinegéticos nacionais.

A necessária sustentabilidade da actividade cinegética 

A caça à perdiz, que se dá a partir de Outubro em Portugal, é pela Europa fora uma das actividades mais procuradas e desejadas em termos de caça. Com a perdiz vermelha no seu centro, não é por isso de admirar que esta ave difícil de detectar e apetecível tenha sido introduzida em diversos países ao longo dos últimos séculos.caça à perdiz

Mudanças económicas e de habitat podem no entanto mudar a disponibilidade de diversas aves. Estima-se que ao longo dos últimos trinta anos a Europa tenha perdido cerca de 421 milhões de aves, com destaque para pardais, estorninhos ou perdizes cinzentas, segundo os mais recentes dados da Ecology Letters. Só nestas espécies, o declínio dos números pode ter atingido os 90%. 

Os investigadores realçam que a gravidade do declínio de populações não é apenas para o plano ecológico, já que algumas das espécies mais afectadas são aquelas que maior importância têm para a actividade humana, por alimentação, mas talvez fundamentalmente pelo seu papel nas restantes actividades económicas, como a agricultura. 

Se a perda de habitat por pressão agrícola é dos principais motivos para o declínio populacional de espécies cinegéticas, as batidas de caça desreguladas e excessivas não podem ser ilibadas.

A capacidade para mantermos populações suficientes para uma caça à perdiz sustentada está por isso intimamente dependente da consciencialização por parte da comunidade de caçadores nacionais da sua importância vital para a preservação dos ecossistemas e consequente necessidade de uma prática de caça responsável.

É aqui que entram as empresas de criação de aves, com a sua capacidade de manutenção dos números nas populações de espécies cinegéticas, desempenhando então um papel na dotação das populações dos meios que permitam a sua correcta actividade de caça.

Não restam no entanto dúvidas que nesta era moderna, os esforços devem ser conjuntos e incluir um diálogo saudável e continuado entre praticantes, autoridades e empresas do sector.