Aquivos por Autor: Carlos Magro

Sobre Carlos Magro

25 anos de direcção administrativa e financeira de empresas nos sectores Industrial (telecomunicações e betão pronto/pedreiras) e serviços financeiros. 5 anos de direcção geral nos sectores agro-pecuário (cinegético) e de Serviços e Imobiliário.

Para quando a Abertura dos Campos de Tiro?

Por força da pandemia da COVID-19 decretada pela OMS e do Estado de Emergência decretado pelo governo português, foram os campos de tiro encerrados a partir de 15 de março de 2020.

O encerramento dos campos de tiro, nomeadamente as zonas de caça associativas, municipais e turísticas, veio prejudicar de uma forma geral todas as empresas gestoras dos referidos campos de tiro, bem como todas as empresas a montante do referido setor, nomeadamente as empresas de criação de perdizes e outras espécies de caça menor destinadas ao repovoamento das zonas de caça acima indicadas.

A empresa, tal como outras do mesmo setor de atividade, viu-se penalizada a partir de 15 março 2020 da seguinte forma:

  1. Impossibilitada de vender as perdizes em stock aos campos de tiro;
  2. Obrigada a manter os seus postos de trabalho; sem possibilidade de recorrer ao lay-off por força das condições específicas da sua atividade como a seguir explicamos;
  3. Obrigada a cumprir as suas obrigações com diversos fornecedores de rações, medicamentos, higiene e limpeza, gás, contabilidade, etc., porque a postura de ovos não pára, tal como o nascimento e o crescimento dos perdigotos.

Relativamente às especificidades da atividade de criação de perdizes e outras espécies de caça menor, importa realçar os seguintes aspetos:

  • As empresas possuem, de uma maneira geral, efetivos reprodutores que precisam de ser cuidados durante todo o ano;
  • A postura das perdizes ocorre de forma sazonal entre janeiro e julho de cada ano impondo, desde logo, a recolha, a limpeza e a desinfecção dos ovos; alguns criadores efectuam ainda o registo dos ovos no âmbito de uma gestão técnica, como é o nosso caso;
  • O nascimento dos perdigotos costuma ocorrer, de uma maneira geral, entre março e agosto de cada ano, exigindo às empresas uma taxa de ocupação da mão-de-obra crescente no acompanhamento e cuidado das aves desde o seu nascimento até à fase adulta.

Destas especificidades resulta que, pelo facto da atividade comercial estar parada, o trabalho que é exigido aos criadores de perdiz vermelha e outras espécies de caça menor, nesta época do ano, apresenta um ritmo crescente pelas razões operacionais acima indicadas.

Ora, perante este quadro pouco ou nada animador, temos vindo a desenvolver esforços junto de diversas entidades actuando próximo do Ministério da Agricultura (ICNF) e do Ministério da Economia, no sentido dos campos de tiro poderem vir a integrar a lista de actividades económicas objecto do levantamento parcial de condicionantes, com efeitos já a partir do início de maio 2020.

No nosso entender, o ato de caçar é um ato isolado (livre do risco de infecção ou contágio) e, sendo um desporto, apresenta benefícios para a saúde física e mental do caçador, não só pelo exercício físico em pleno campo que lhe é exigido, mas ainda pela interacção com os seus animais de estimação, i.e. os cães de caça.

Contudo, o que deverá ser regulado é o ajuntamento de caçadores antes e depois do acto venatório e, bem assim, durante a organização de largadas. Neste contexto importa assegurar o distanciamento social e/ou o uso obrigatório de máscaras de protecção individual.

Como deve ser feito o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Pelas suas características, como o voo a média altura ou o som característico que emite no arranque, a Perdiz Vermelha é uma das aves de caça mais procuradas pelos praticantes desta atividade.

No entanto, devido a múltiplos fatores, nomeadamente a agricultura moderna (intensiva) e o abandono progressivo da pequena agricultura com a proliferação crescente do mato e o consequente aumento dos predadores, bem como a luta constante contra pragas de insetos conduzindo à natural contaminação dos solos e das águas por pesticidas e inseticidas, tem-se assistido a um decréscimo do número de aves desta espécie um pouco por toda a Europa. A Perdiz Vermelha apresenta, por outro lado, uma fraca capacidade de adaptação às alterações do seu habitat impostas pelo Homem, sendo por isso, cada vez mais importante o recurso a criadores de perdiz de qualidade e com experiência no trabalho de repovoamento, capazes de contrariar a redução da população de perdiz vermelha no terreno.

O repovoamento da perdiz vermelha é, atualmente, essencial para garantir o constante fluxo da espécie em zonas de caça.

Importância de uma eficaz ação de Repovoamento da Perdiz Vermelha

Como já foi dito, a perdiz vermelha tem de sobreviver a inúmeros desafios durante o seu ciclo de vida, sem esquecer a pressão da própria caça. É, portanto, essencial procurar estratégias que promovam o bem-estar desta ave, estimulem a sua reprodução e ofereçam proteção contra os predadores.

Comportamento Gregário da Perdiz Vermelha ao longo do Ano

A Perdiz Vermelha é uma espécie que, durante o período do Verão e do Outono, é frequentemente vista em bandos, que podem chegar a ser constituídos por mais de 20 efectivos.

Estes grupos acabam por ser desfeitos no início do período reprodutivo (janeiro), para darem início ao processo de reprodução (acasalamento).

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o macho escolhe o território preparando-se para o defender.

Como fazer o Repovoamento da Perdiz Vermelha?

Perante a degradação sistemática do seu habitat natural pelos motivos acima indicados, a que acresce ainda uma baixa capacidade de adaptação às referidas alterações do seu habitat, a perdiz vermelha tem vindo a apresentar uma degradação progressiva do seu índice reprodutivo.

Por forma a contrariar esta situação, torna-se essencial dominar e possuir capacidade para implementar técnicas que promovam as condições necessárias à sobrevivência da perdiz vermelha e garantam a qualidade das mesmas.

Acreditamos que, para ser eficaz, o repovoamento de perdiz vermelha deve, desde logo, ter uma perspetiva (estratégia) de médio/longo prazo e ser realizado, anualmente, a três tempos:

  • 1º Tempo: Inverno (janeiro)
  • 2º Tempo: Verão (junho)
  • 3º Tempo: Outono (outubro/dezembro)

No 1º Tempo, o Repovoamento (de Inverno) deve ser feito com aves adultas e maturidade sexual propícia a um eficaz acasalamento, nidificação e eclosão de perdigotos a partir de aimo e junho.

No 2º Tempo, o Repovoamento (de Verão) deve ser realizado com perdigotos de idade adequada a formação de bandos próprios ou integração nos bandos já existentes de perdizes nascidas no terreno.

No 3º Tempo, o Repovoamento (de Outono) deve garantir a reposição das perdizes abatidas pelos caçadores; e mais importante, é que as perdizes colocadas nesta altura no terreno, por serem mais vulneráveis aos caçadores, desviem a atenção destes das perdizes objeto do repovoamento de Inverno (incluindo as perdizes já nascidas no terreno) e de Verão, menos vulneráveis e perfeitamente adaptadas e conhecedoras do terreno, comportando-se como autênticas perdizes bravas.

Importa, ainda, salientar que em cada tempo poderão ser usadas diversas técnicas diferentes de libertação das perdizes.

Algumas das principais medidas para se fazer um repovoamento eficaz da Perdiz Vermelha são:

  • Adotar procedimentos que assegurem as melhores condições de sobrevivência das perdizes durante o ano;
  • Melhorar o seu habitat, fornecendo abrigos, zonas de alimentação suplementar, bebedouros, manutenção das sebes e arbustos;
  • Controlar os predadores;
  • Estudar as zonas de repovoamento e libertar as aves nas áreas mais adequadas (p.e. soalheiras);
  • Tomar medidas que garantam o acasalamento, a nidificação e o nascimento dos perdigotos;

Produtores com grande experiência criaram modelos capazes de garantir o sucesso do repovoamento da Perdiz Vermelha.

A Quinta dos Penedinhos desenvolveu o modelo Mosaico Estratégico, que abrange os 5 principais fatores de sucesso no repovoamento desta espécie: Abrigo, Água, Alimentação, Animais e Ausência de Perturbação.

A Perdiz Vermelha da Quinta dos Penedinhos

A Quinta dos Penedinhos está apta a fornecer aos seus clientes, em cada momento, as perdizes com as características mais adequadas aos três tipos de repovoamento acima indicados.

Dispomos, para o efeito, de instalações modernas e utilizamos técnicas inovadoras por forma a dotá-las dos melhores traços fenotípicos da sua raça (Alectoris Rufa), maximizar a sua capacidade de voo e incutir-lhes as melhores características de adaptação ao meio ambiente.

Dispomos, ainda, de um serviço de consultoria e acompanhamento para as ações de repovoamento.

As nossas perdizes são ideais para o repovoamento de zonas de caça, sendo capazes de satisfazer os caçadores mais exigentes e experientes.

Se ficou com interesse, fale connosco. Na Quinta dos Penedinhos, estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer questão.

Nesta época em que o Mundo em geral, e Portugal em particular, sofre os efeitos de uma pandemia devastadora de COVID-19, solicitamos que todos os contactos sejam feitos por mail, telemóvel, videochamada (WhatsApp) ou outros meios de comunicação à distância disponíveis. O nosso Plano de Contingência assim obriga.

Para o bem de todos.

Bem Hajam!

Perdiz de 2018 choca 15 ovos num parque de voo em Junho 2019

Com efeito, o video documenta uma perdiz vermelha com uma idade estimada de 12 meses, criada em cativeiro, na Quinta dos Penedinhos, que nidificou e pôs 15 ovos. Chocou-os como mostra o video durante cerca de 1 mês, ao fim de um mês, retirámos os ovos para análise e verificámos que os mesmos não estavam galados, razão pela qual não nunca poderiam eclodir quaisquer perdigotos por mais tempo que a perdiz os chocasse.


Neste caso concreto, o facto dos ovos não estarem galados, poderá ser explicado por várias razões, nomeadamente, a existência de um bando de perdizes de dimensão considerável confinado a um espaço – parque de voo – relativamente pequeno, sem condições para um natural acasalamento. Aqui está a prova de que as perdizes criadas em cativeiro, quando libertadas na Natureza, e desde que atinjam a maturidade sexual necessária, conseguem acasalar, nidificar e criar perdigotos.

Caça à Perdiz: Onde e como praticar esta atividade cinegética?

Sendo a perdiz uma espécie relativamente abundante em todo o território nacional e com um comportamento adequado à prática cinegética, faz com que a caça à perdiz esteja no topo das preferências dos caçadores.

Silêncio, astúcia e perspicácia são palavras de ordem para os amantes desta atividade.  Mas há mais!

Vamos partilhar alguns dos melhores conselhos para a prática da caça à perdiz e os locais ideais para o fazer. Leia tudo neste artigo.

4 Conselhos para a Boa Prática de Caça à Perdiz

O sucesso da caça à perdiz depende de vários fatores, uns relacionados com as particularidades da espécie e outros com a prática da caça. Então, o que importa saber?

1. Conhecer as Características da Zona

O ideal é que o local da caçada conjugue as condições ideais à presença de perdizes com as da prática da caça, ou seja:

  • Zona de planície, com solo que facilite a circulação e a visualização dos caçadores;
  • Abundância de água e alimento para atrair as aves;
  • Conjugação de zonas abertas, com atividade agrícola, com outras de mato denso, ideais para a perdiz se esconder e nidificar;
  • Atividade predatória controlada.

2.Treinar o seu Cão para a Caça à Perdiz

Preparar o seu fiel amigo para a caça é fundamental, já que ele o irá auxiliar a detetar e a recolher as perdizes.

  • Treine o olfato do seu cão, dando-lhe a cheirar uma peça desta caça, para que no futuro seja mais fácil detetar e recolher estas presas;
  • Invista tempo na repetição, ajudando o animal a criar um hábito;
  • Deixe que o seu cão se junte a outros que já participam na caça à perdiz. Os cães funcionam por imitação e assim, ele aprenderá mais facilmente com os outros animais.

3. Respeitar alguns Princípios Básicos

Deve ter em consideração algumas diretrizes, tais como:

  • Inicie a caçada ao amanhecer, entre as 07:00 e as 10:00, altura em que as aves “saem” para se alimentarem;
  • Realize a caça à perdiz nas modalidades de salto, cetraria ou batida;
  • Siga com rigor as indicações que lhe são transmitidas durante a caçada, de forma a não colocar em risco a sua integridade física e a dos demais participantes;
  • Nos terrenos de regime cinegético geral, não cace mais do que cinco perdizes, em cada dia de caça.

4. Fazer a Manutenção da Arma e utilizar Munições adequadas

A sua espingarda deve estar sempre em perfeitas condições.

Teste-a antes de cada caçada e efetue controlos periódicos, junto de um armeiro profissional.

Utilize munições adequadas à sua arma e apenas as autorizadas para a caça à perdiz.

Onde pode Praticar a Caça à Perdiz?

Encontre informação sobre caçadas a realizar, em sites da especialidade.

Neles encontrará o tipo de caçadas e respetivas datas, bem como detalhes como localização, características da zona, programas e preços.

A Caça à Perdiz tem um Propósito Nobre

A caça à perdiz é uma oportunidade de fusão com a natureza, num contexto de convívio e partilha.

A caça tem regras, respeita ciclos e encerra em si um objetivo nobre de preservação das espécies.

Se quer saber mais sobre caça à perdiz, visite o nosso website.

4 Fatores que tem de Saber antes do Repovoamento de Zonas de Caça

A gestão cinegética destina-se a melhorar o habitat das espécies, promovendo um desenvolvimento racional e sustentável das mesmas.

No entanto, existem fatores que podem conduzir a uma redução da população de animais, sendo o repovoamento de caça a solução ideal para repor o equilíbrio.  

Saiba porque é que o repovoamento é tão importante e quais os seus fatores de sucesso.

A Importância do Repovoamento de Caça para a Atividade Cinegética

Nos últimos anos, e devido a alguns fatores de desequilíbrio entre o Homem e a Natureza, verificou-se uma diminuição no número de exemplares de algumas espécies de caça.

Como resposta, o repovoamento de caça tem-se revelado uma solução sustentável, que permite recuperar as populações em risco de extinção, assegurando a sua fixação e reprodução nos locais a repovoar.

4 Fatores importantes para o Repovoamento de Caça 

O repovoamento deve considerar, de forma integrada e eficiente, todos os elementos necessários à sua execução.

1. Caracterização da Zona

Antes do repovoamento deve ser feita uma avaliação da zona a repovoar, incidindo, fundamentalmente, nos seguintes aspetos:

  • Existência de pontos de água de qualidade;
  • Condições para a instalação de abrigos;
  • Existência de culturas que garantam alimento;
  • Predominância de predadores.

2. Estratégia de Repovoamento

O processo de repovoamento não se pode limitar à criação de espécies em cativeiro e à sua libertação nas zonas de caça, sem que exista uma estratégia que garanta a adaptação das espécies ao novo habitat e a sua sobrevivência.

Para isso, nada melhor que contar com a ajuda de especialistas em repovoamento de zonas de caça.

3. Preparação da Zona

Preparar a zona a repovoar, significa criar as melhores condições de adaptação ao novo habitat e favoráveis à sobrevivência e reprodução das espécies.

Pontos-Chave a considerar:

  • Escolher os melhores locais para construção de abrigos;
  • Definir as necessidades de instalação de bebedouros e comedouros;
  • Limpar os terrenos em redor dos abrigos, dos bebedouros e dos comedouros.

4. Fatores Críticos de Sucesso

A eficácia do repovoamento depende de 4 fatores críticos. São eles:

Abrigo

O papel dos abrigos é fundamental na adaptação das espécies à zona a repovoar.

Eles deverão ter as seguintes características:

  • Construção semi-rústica;
  • Possuir arejamento e sombra;
  • Ter acesso fácil a alimentação e água;
  • Estar afastados de predadores.

Água

A abundância de água de qualidade, em nascentes ou charcas, e o seu acesso em diferentes pontos da propriedade é fundamental.

É também importante efetuar análises à água, caso se verifique o uso de pesticidas na agricultura local.

Alimentação

A escassez de alimento pode ser um problema, sobretudo no verão.

Por isso, é importante dar preferência ao cultivo de trigo e milho de sequeiro, com colheita tardia, garantindo alimento às espécies, durante mais tempo.

Ausência de Perturbação

A maioria das espécies cinegéticas é sensível a agentes perturbadores, que devem ser evitados.

São eles:

  • Presença constante de gado;
  • Elevada predação;
  • Uso abusivo de agro-químicos;
  • Corte de arbustos e feno, sobretudo na época de nidificação.

Um Repovoamento eficaz é uma Questão de Estratégia

O repovoamento tem inúmeras especificidades, pelo que o mais recomendado é solicitar uma consultoria a um produtor ou criador qualificado.

A Quinta dos Penedinhos é especialista em repovoamentos de zonas de caça, contando com estratégias e técnicas inovadoras, que resultam na criação de espécies cinegéticas com qualidades excecionais.

Prestamos apoio na preparação de projetos de repovoamento, através dos nossos serviços de consultoria. Venha conhecer a Quinta dos Penedinhos.

Repovoamento de Coelho Bravo – Criação da Quinta dos Penedinhos

O repovoamento de coelhos bravos, em zonas com aptidão cinegética, é uma solução que visa contribuir, de forma sustentável, para o equilíbrio do ecossistema.

Localizada no concelho de Sintra, a Quinta dos Penedinhos apresenta as condições ideais de replicação do habitat natural do coelho bravo, tendo-se dedicado à criação desta espécie em cativeiro para fins de repovoamento, contribuindo para a preservação da espécie.

A importância do repovoamento de coelhos bravos é inegável e tem inúmeras vantagens. Saiba quais e descubra alguns conselhos sobre a criação deste animal.

Conheça a Importância da Criação de Coelhos Bravos

O coelho bravo desempenha um papel fundamental na preservação dos ecossistemas mediterrânicos, fazendo parte da cadeia alimentar de espécies em risco de extinção, como o lince ibérico e a águia imperial, para além de ser uma espécie muito procurada pelos caçadores.

No entanto, nos últimos 50 anos, a população de coelhos bravos diminuiu significativamente, devido a vários fatores, nomeadamente:

  • Doenças; como a doença hemorrágica viral e a mixomatose;
  • Predação;
  • Degradação do habitat;
  • Intensificação da agricultura.

Daí ser tão importante investir na recuperação e preservação desta espécie.

Vantagens da Criação de Coelhos Bravos em Cativeiro

A criação de coelhos bravos em cativeiro, em ambiente controlado, visa garantir a sustentabilidade da espécie, apresentando inúmeras vantagens, entre as quais:

  • Maior proteção contra predadores;
  • Recriação do seu habitat natural;
  • Acesso contínuo a água e alimentação de qualidade;
  • Maior proteção contra doenças;
  • Ambiente seguro, propício à procriação.

O resultado é a obtenção de animais saudáveis e em número suficiente para garantir a conservação da espécie e repovoar as zonas carenciadas.

4 Conselhos Úteis para a Criação de Coelhos Bravos

A criação do coelho bravo exige tempo e dedicação, cabendo ao criador efetuar uma gestão eficiente destas populações.

1. Recorra a produtores de confiança

Antes de adquirir os primeiros exemplares, certifique-se de que são geneticamente puros e saudáveis.

A taxa de mortalidade do coelho bravo é elevada, pelo que é fundamental adquirir os seus coelhos a criadores especializados.

2. Controle regularmente as populações de coelhos

A supervisão das populações de coelhos passa, não só pelo controlo regular das suas condições de saúde e capacidade reprodutiva, mas também por um ajustamento da população às reais necessidades das áreas de intervenção.

Assim, evita-se uma produção descontrolada, que pode comprometer a qualidade da espécie.

3. Efetue uma boa gestão do habitat

Quando falamos numa boa gestão do habitat, falamos em refúgio, água limpa e fresca e alimentação adequada.

Estes fatores garantem a saúde e uma boa capacidade reprodutiva da espécie, num ambiente o mais próximo possível do natural.

4. Garanta o controlo de doenças virais

Por último, mas não menos importante, deve ser feito um controlo rigoroso das doenças endémicas. Para isso, é importante contar com o apoio de um veterinário, para efetuar a vacinação dos seus animais.

Quinta dos Penedinhos – Uma Referência em Repovoamento

A sua vasta experiência, aliada a técnicas de criação inovadoras, fazem da Quinta dos Penedinhos um criador de coelhos bravos de referência a nível nacional.

Necessita de ajuda nas suas ações de repovoamento de coelho bravo?

Fale connosco e conheça o nosso programa de repovoamento de coelho bravo in sito.

Qual a melhor raça de cães para caçar perdizes?

O fiel companheiro do homem é também o melhor aliado quando se trata de caçar perdizes. A sua destreza física e o seu olfato apurado são uma mais-valia para os caçadores.

Os cães são, por isso, elementos cruciais, tendo a tarefa de descobrir e cobrar as presas.

Se já é caçador ou vai iniciar-se nesta atividade é importante que esteja ciente de que nem todos os canídeos têm aptidão para esta função.

Neste artigo apresentamos três raças de cães que são excelentes para a caça à perdiz.

 1. Pointer – uma das raças mais indicadas para caçar perdizes

De porte médio, ativo, leal, afetuoso e com temperamento equilibrado, o Pointer é uma das raças de cães mais indicadas para a caça à perdiz e das preferidas em Portugal, devido às suas excelentes qualidades de caçador. Adapta-se muito bem a terrenos planos e caça em perfeita sintonia com o seu dono.

Originário do Reino Unido, o seu nome revela muito da sua personalidade: descobrir a presa e apontá-la (point) para o caçador.

Pointer tem um ótimo faro e como é muito ágil, devido à sua resistência física, é capaz de percorrer grandes distâncias sem grandes queixas. Uma vantagem na hora de procurar as perdizes.

Sendo muito meigo, é igualmente um excelente cão de companhia e de família. Daí a aposta dos caçadores nesta raça. Juntam o útil ao agradável: um excecional animal de caça, que tem uma faceta de cão brincalhão e alegre, que se dá muito bem com crianças.

Se tem um Pointer leve-o a conhecer as perdizes da Quinta dos Penedinhos e teste as suas capacidades de caça.

2. Setter – destaca-se pelo faro apurado

Descendente dos Spaniels, o Setter inglês é extremamente habilidoso como caçador.

De pelo cumprido e em quatro cores diferentes, o setter é facilmente identificável. Pode chegar a pesar 30 kg, tem um faro muito apurado e é igualmente um companheiro apreciado pelos mais novos, devido ao seu perfil cuidadoso e meigo.

Como se trata de uma raça que tem predisposição para ser treinada e é bastante silenciosa, os caçadores de perdizes encontram neste cão um companheiro de caça à altura, tanto de perdizes, como de patos ou cordonizes. Diga-se, a propósito, que o Setter é também um excelente nadador.  

Como passa facilmente despercebido e atinge uma alta velocidade a correr no encalço da presa, é uma das raças de parar mais eficazes para caçar perdizes.

3. Perdigueiro (português) – o companheiro do caçador

O Perdigueiro é uma das raças de cães mais conhecidas da população portuguesa. Mesmo quem não é entendido nesta matéria identifica facilmente este belo espécimen. A sua robustez física (peito largo, altura que oscila entre os 50 e 60 centímetros e umas patas finas como as de um gato) dotam-no das melhores condições para correr no encalço das presas.

Além disso, o perdigueiro é um cão que caça para agradar ao seu dono. Nunca se afasta do alcance do tiro e é extremamente submisso. Tem uma curiosidade inata e uma capacidade de entrega fora do comum. É bastante polivalente, já que se adapta a vários tipos de terreno, de clima e até de caça.

Agende a sua visita à Quinta dos Penedinhos.

Seja qual for a raça que escolha para caçar perdizes, não deixe de treiná-la com as perdizes da Quinta dos Penedinhos; perdizes com um comportamento em tudo parecido com o das bravas. Agende a sua visita através do mailquinta.dos.penedinhos@gmail.com

Caça à perdiz: Mulheres também apertam o gatilho

Embora ainda sejam uma minoria, as mulheres que praticam caça sentem-se confortáveis neste universo protagonizado por homens e nem sequer reclamam por privilégios, mesmo que eles insistam em concedê-los.

Estas amantes da caça à perdiz não fazem quaisquer tipos de exigências e, destemidas, vão para o terreno e sentem a adrenalina dos momentos decisivos em que pressionam o gatilho. 

Saiba mais sobre a caça à perdiz, com a Quinta dos Penedinhos.

Mulheres dedicam-se cada vez mais à caça à perdiz

Perante a inexistência de números oficiais, só se pode fazer estimativas: Cem? Duzentas? Bom, a quantidade de mulheres que se dedica à caça é um mistério, mas o crescimento da participação feminina é uma evidência, tal como as piadas que as (poucas) caçadoras ouvem. «Vais caçar de unhas pintadas?» ou «Vais caçar de unhas de gel?» são as frases jocosas mais proferidas pela ala masculina que domina esta atividade.

Se lhe contarmos que há até mulheres que iniciam o marido na caça, é capaz de achar que também estamos a brincar, uma vez que se trata de uma situação invulgar e até insólita: é que, em 99,99% dos casos, o «vício» de caçar é transmitido pelo pai, por um avô ou por um tio. Mas estamos mesmo a falar a sério: foi o que aconteceu com a caçadora Susana Silva e o seu marido, Rui Pereira.

Este é mesmo um casal fora do comum e que prova que quem corre – ou caça – por gosto não cansa: Afinal de contas, Susana e Rui residem em Santa Maria da Feira, mas não hesitam em percorrer cerca de 400 quilómetros para chegarem ao Clube de Pescadores e Caçadores de Tavira e, posteriormente, irem caçar para o Monte Tacão, próximo do município de Mértola.

Para mais informações sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro consulte a Quinta dos Penedinhos.

Caça à perdiz mantém-se no topo das preferências de homens e mulheres

A crescente participação feminina é reconhecida pela própria Federação Portuguesa de Caçadores. Por exemplo, em 2009, a organização realizou uma ação de charme na qual somente as mulheres praticaram a caça à perdiz em terras alentejanas. As 20 caçadoras ainda estiveram no encalço de lebres.

“Tentar trazer gente nova para a caça, visto que, sem caçadores, esta atividade acaba por desaparecer” foi o principal objetivo desta iniciativa, conforme declarou Hélder Ramos, presidente da Federação Portuguesa de Caçadores, à SIC.

Podem pertencer a géneros diferentes, mas a verdade é que todos os caçadores partilham alguns gostos. É o caso do «dia do caçador» que é consensual: é sempre ao Domingo. A caça a perdiz mantém-se no topo das preferências de ambos os géneros. Aliás, esta ave é considerada como «a espécie rainha», devido à sua beleza e rapidez, o que acaba por exigir um tiro rápido. As regras da caça à perdiz são igualmente válidas para os dois géneros: é altamente proibido abater o animal, quando este se encontra a andar/correr, por exemplo. 

Seja homem, seja mulher, saiba mais sobre a criação de perdiz vermelha em cativeiro, consultando a Quinta dos Penedinhos.

Fonte: Diário de Notícias

Criação consciente de Coelho Bravo para proteger a espécie

Todos sabemos que o coelho bravo é uma das espécies cinegéticas mais importantes do nosso país e, igualmente, uma das mais ameaçadas, por força da Doença Hemorrágica Viral que é bastante agressiva para o coelho. Importa, por isso, dedicar especial atenção à preservação do coelho bravo, a principal presa do também ameaçado lince ibérico.

A via mais segura para garantir que estes animais cheguem à fase adulta, saudáveis e se reproduzam, é sem dúvida a criação em cativeiro. Num ambiente controlado, o coelho bravo está mais protegido das doenças mortíferas que o afetam, tem acesso a comida e a água de qualidade, assim como cresce num habitat relativamente protegido da ação dos seus predadores naturais.

Vantagens da Criação de Coelho Bravo

Se o criador de coelho bravo tiver o conhecimento e a experiência para garantir um ambiente o mais próximo possível do seu habitat natural, as vantagens de optar pela criação em cativeiro são inúmeras. Veja-se o caso da Quinta dos Penedinhos que, graças a um trabalho dedicado e de acordo com todos os padrões de preservação da espécie, tem conseguido dar continuidade à criação de coelho bravo. Os coelhos nascidos e criados na Quinta dos Penedinhos são depois vendidos, tanto a outros criadores, como às zonas de caça para efeitos de repovoamento.

Os principais benefícios desta atividade consistem em:

  • Maior proteção face aos predadores;
  • Melhor alimentação favorecendo a boa saúde dos animais;
  • Maior proteção face às doenças e outras lesões;
  • Melhor controlo do relacionamento entre as povoações de coelho bravo;
  • Recriação de um ambiente seguro, tanto para as crias crescerem, como para fomentar a procriação.

O resultado da criação de coelho bravo em cativeiro verifica-se no aspeto sadio destes animais e na obtenção dos exemplares necessários para garantir a conservação da espécie e repovoar as zonas carenciadas.

Possível extinção do Coelho Bravo preocupa criadores

O coelho bravo criado em cativeiro não tem de ficar necessariamente circunscrito a este ambiente controlado durante toda a sua vida. Aliás, uma das mais-valias deste processo consiste precisamente na manutenção das crias até à idade adulta, altura em que devem ser libertados no seu habitat natural.

Trata-se de uma solução sustentável que permite preservar uma espécie que tem vindo a desaparecer, em virtude, fundamentalmente, da agressividade das doenças que a afetam.

As consequências desta tendência repercutem-se a vários níveis do ecossistema. O coelho bravo é a principal presa da águia-imperial e do lince ibérico. Logo, são duas espécies que indiretamente estão igualmente ameaçadas.

Na Quinta dos Penedinhos, os efeitos práticos da boa gestão cinegética são visíveis: a Reserva Natural onde foi construído o centro de criação do coelho bravo replica o habitat natural desta espécie e tem sido um dos fatores críticos do sucesso da criação em cativeiro. Venha conhecer o projeto, marcando visita através do e-mail quinta.dos.penedinhos@gmail.com

Chegou a hora de fazer o repovoamento de perdiz vermelha!

Os incêndios que assolaram o país no último ano trouxeram más notícias para quem pratica a caça à perdiz. Grande parte das zonas de caça foram destruídas, o que obrigou a tomada de medidas restritivas por parte das autoridades.

Com efeito, O Governo publicou uma portaria que impede a caça à perdiz, lebre, coelho e codorniz em 94 concelhos dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém, Setúbal, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Por exemplo, na Beira Interior, as caçadas foram proibidas em 20 dos 25 concelhos de Castelo Branco e Guarda. Já em Castelo Branco, os caçadores não poderão praticar a sua atividade nos concelhos de Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão. Também na Guarda, a proibição estende-se aos concelhos de Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Pinhel, Sabugal, Seia, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa. Em Manteigas e na Mêda, a caça é permitida dois dias por semana.

Na prática, a portaria 333-A, de 3 de novembro de 2017, impôs a proibição de caça à perdiz e de todas as espécies cinegéticas em regiões que têm mais de mil hectares de área ardida e estabeleceu a criação de uma faixa de proteção de 250 metros à volta das áreas devastadas. No total, são 96 concelhos do país que estão abrangidos por esta regra.

“Este ano, que foi atípico e anormal, houve necessidade de adotar medidas mais rígidas”, anunciou o tenente-coronel Joaquim Delgado, responsável pela divisão da Proteção e Vigilância florestal do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) da GNR, em declarações à imprensa. “Com a portaria, pretende proteger-se as espécies que sobreviveram aos incêndios porque ficam confinadas a uma área não ardida muito pequena. São os casos da perdiz, do coelho, da lebre ou da codorniz”, acrescentou. O objetivo desta medida é proteger a fauna que sobreviveu aos incêndios que destruíram espécies selvagens.

Posto isto, chegou a hora de meter mãos à obra no que diz respeito ao repovoamento das zonas ardidas com perdiz vermelha.

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Temos de semear hoje o que queremos colher amanhã. Daí a importância e a necessidade de iniciar já de alguma forma o repovoamento a pensar num futuro mais risonho.

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