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A caça de perdizes e coelhos é saudável também para a economia nacional, sobretudo porque é uma fonte de receita fiscal e para a conservação e gestão da natureza, contribuindo para promover um estilo de vida mais saudável.

Caça à perdiz: a importância gastronómica e local

A importância cultural e económica da caça à perdiz

A caça à perdiz é mais do que um desporto. Para as comunidades locais e suas gastronomias, pode ser efectivamente um pilar económico, a perdiz de caça sendo uma iguaria apreciada durante a época de caça que se inicia a partir de Agosto, mas se acentua a partir de Outubro. O Outono é de facto a época por excelência dos pratos de caça, com javali, coelho bravo ou perdiz.

A importância da perdiz vermelha é facilmente expressa pelo seu lugar central nas inúmeras feiras que se celebram um pouco por todas as regiões do país durante os meses finais de cada ano. Foi o caso da VII Feira da Perdiz, realizada nos passados dias 08 e 09 de Novembro, em Martim Longo, concelho de Alcoutim. 

As actividades de caça, incluindo a Taça de Portugal de Caça Prática, são apenas uma parte deste certame que ainda reúne inúmeras empresas do sector, demonstrações com cães de caça, falcoaria, artesanato e gastronomia. Em 2014, como em anos anteriores, a localidade viu-se invadida por vários milhares de amantes da caça à perdiz e coelho bravo, mas será a ave o grande ex-libris da região, encontrando por isso o caminho para alguns dos pratos mais interessantes dos restaurantes locais.

Mais a norte, no Marvão, a gastronomia também encontra na caça à perdiz um dos seus pilares, e o festival gastronómico que decorreu até ao início de Janeiro contou com iguarias tão interessantes quanto a canja de perdiz e a empada de perdiz com salada de agrião e gomos de laranja.

A caça à perdiz é claramente, e por estes motivos, uma actividade central na vida outonal de muitas comunidades nacionais, sendo essencial a união de esforços que permitam manter a caça viva em benefício das localidades que dela vivem. Em seu redor existem significados e heranças culturais que urge não perder, ainda que a repovoação de perdizes seja actualmente necessária em diversos pontos. Nestas circunstâncias, as empresas de criação de perdizes assumem uma importância crescente na manutenção dos recursos cinegéticos nacionais.

A necessária sustentabilidade da actividade cinegética 

A caça à perdiz, que se dá a partir de Outubro em Portugal, é pela Europa fora uma das actividades mais procuradas e desejadas em termos de caça. Com a perdiz vermelha no seu centro, não é por isso de admirar que esta ave difícil de detectar e apetecível tenha sido introduzida em diversos países ao longo dos últimos séculos.caça à perdiz

Mudanças económicas e de habitat podem no entanto mudar a disponibilidade de diversas aves. Estima-se que ao longo dos últimos trinta anos a Europa tenha perdido cerca de 421 milhões de aves, com destaque para pardais, estorninhos ou perdizes cinzentas, segundo os mais recentes dados da Ecology Letters. Só nestas espécies, o declínio dos números pode ter atingido os 90%. 

Os investigadores realçam que a gravidade do declínio de populações não é apenas para o plano ecológico, já que algumas das espécies mais afectadas são aquelas que maior importância têm para a actividade humana, por alimentação, mas talvez fundamentalmente pelo seu papel nas restantes actividades económicas, como a agricultura. 

Se a perda de habitat por pressão agrícola é dos principais motivos para o declínio populacional de espécies cinegéticas, as batidas de caça desreguladas e excessivas não podem ser ilibadas.

A capacidade para mantermos populações suficientes para uma caça à perdiz sustentada está por isso intimamente dependente da consciencialização por parte da comunidade de caçadores nacionais da sua importância vital para a preservação dos ecossistemas e consequente necessidade de uma prática de caça responsável.

É aqui que entram as empresas de criação de aves, com a sua capacidade de manutenção dos números nas populações de espécies cinegéticas, desempenhando então um papel na dotação das populações dos meios que permitam a sua correcta actividade de caça.

Não restam no entanto dúvidas que nesta era moderna, os esforços devem ser conjuntos e incluir um diálogo saudável e continuado entre praticantes, autoridades e empresas do sector.

Repovoamento de perdizes: os motivos do insucesso

Porque falha o repovoamento de perdizes

O repovoamento de perdizes é um conceito de popularidade crescente, à medida que os números desta ave popular decrescem um pouco por toda a Europa. Os factores que levaram a esta situação são diversos, mas as batidas à perdiz não serão o principal motivo. Pelo contrário, a agricultura moderna e a eficaz luta contra pragas e insectos têm contribuído grandemente para a perda dos habitats, por um lado, e dos insectos dos quais estas aves se alimentam durante os primeiros tempos de vida das crias.repovoamento de perdizes 

Numa tentativa de inverter a situação, todos os anos são levadas a cabo acções de repovoamento de perdizes, soltando vários milhões de aves, mas nem sempre com sucesso, como é discutido em diversos artigos científicos da especialidade, nomeadamente na British Poultry Science.

Independentemente das actividades cinegéticas junto destas aves soltas no meio, o seu sucesso reprodutivo é baixo e as aves tendem a mostrar incapacidade para sobreviver no terreno. Com 49% das mortes atribuídas a predadores, e 36% atribuídas a canídeos diversos, o isolamento de predadores foi identificado como a principal causa para a ineficácia destas aves no ambiente selvagem. A caça acaba por ser responsável por pouco mais de 10% das perdas populacionais.

Em muitos processos de criação intensiva de aves, as crias são mantidas longe dos progenitores nas primeiras semanas, e em condições de estrita protecção contra predadores. Em tais circunstâncias, não adquirem correctos comportamentos de evitamento de predadores, como por exemplo os chamados de alarme emitidos pelos adultos.

Complementarmente, quando as zonas de repovoamento de perdizes não passam por um controlo dos predadores perto das zonas de libertação de aves, o número de fêmeas que sobrevivem o tempo suficiente para se reproduzirem é insuficiente, com a agravante de que vários estudos no terreno indicam que poucas fêmeas libertadas geram prole durante a primeira época de reprodução.

Estratégias de sucesso na manutenção de populações de perdizes

Fica então patente que a criação de perdizes em cativeiro e a sua libertação em massa não são suficientes para repovoar dada zona. Como muitas instâncias de repovoamento de perdizes se fazem com intenção de apoiar actividades cinegéticas, o destino final das aves é maioritariamente desconhecido, levando a diversos casos em que os repovoamentos têm de ser feitos anualmente, com o mesmo grau de insucesso, e com custos elevados.

Garantir a sobrevivência e manutenção de populações significativas de perdizes no meio natural passa por isso pela adopção de estratégias que aumentem drasticamente a taxa de sobrevivência de fêmeas durante o primeiro ano, pelo menos até à segunda época de acasalamento.

Este objectivo só pode ser conseguido através da adopção de estratégias que modelem o comportamento das aves antes da libertação e assegurem condições melhoradas de sobrevivência após a sua introdução no meio selvagem.

Em resposta a estas necessidades, os melhores produtores de animais para repovoamento desenvolveram estratégias altamente eficazes de treino dos animais antes da sua libertação, confrontando-os em condições controladas com situações de perigo simulado e favorecendo o desenvolvimento de estratégias eficazes de sobrevivência, através da imitação dos comportamentos adultos.

Paralelamente é fundamental estudar adequadamente as zonas de repovoamento de perdizes para identificar correctamente a proveniência dos potenciais predadores, e assim proceder à libertação das aves em áreas mais abrigadas e de menor perigo.

Outras medidas de melhoria do habitat podem ou devem ser igualmente colocadas em prática no terreno, passando pelo fornecimento de abrigos, zonas de alimentação suplementar e bebedouros, além de manutenção das sebes e arbustos. 

Se procura garantir sucesso no repovoamento de perdizes ou coelhos bravos no seus terrenos para a prática cinegética com sustentabilidade a longo prazo, existe efectivamente um amplo conjunto de estratégias que necessita desenvolver. Para o efeito, pode encontrar um produtor que proceda a consultoria no terreno e tenha implementado um protocolo para aumentar a capacidade de sobrevivência dos animais após a sua libertação. Só desse modo poderá manter um ecossistema eficaz e evitar o incómodo de libertações anuais, e os seus custos onerosos. 

Criação de perdizes: em defesa dos recursos naturais

A criação de perdizes e a conservação natural

criação de perdizesO desporto de caça, em tempos amplamente desligado dos ecossistemas em que se dava, mudou profundamente de paradigma e é hoje um pilar fundamental da conservação da vida selvagem e protecção do meio ambiente. A criação de perdizes vermelhas, levada a cabo na Quinta dos Penedinhos, é por isso uma actividade central à aliança entre os caçadores mais exigentes e a protecção dos ecossistemas em que actuam.

O desenvolvimento urbano e a exploração dos recursos naturais também ameaça os habitats das diversas espécies de aves, um pouco por todo o mundo: o U. S. Geological Survey estima que nos próximos 60 anos, as perdizes percam cerca de 30% dos seus territórios de reprodução.

Em tempos passados, o excesso de caça também chegou a ameaçar as perdizes em alguns países, incluindo na Inglaterra, tornando as empresas de criação de espécies de caça uma parte integrante no esforço de preservação dos recursos naturais. Sem este tipo de actividade, muitas espécies teriam dificuldades acrescidas em manter o seu número.

Tratam-se de animais relativamente vulneráveis, que se caracterizam por uma elevada taxa de insucesso na reprodução. Tal deve-se às características dos seus ninhos rasteiros e abertos, altamente vulneráveis a outros predadores e aos longos períodos de incubação dos ovos. A criação de perdizes e outras aves de caça assume por isso um papel fulcral na manutenção dos números de aves, oferecendo aos desportistas uma prática regulada e em equilíbrio com a protecção dos terrenos e comunidades animais locais.

Na Quinta dos Penedinhos, a criação de perdizes passa por diversas fases, incluindo um estágio em parques de voo de 140 metros de comprimento, onde as aves encontram as condições ideais para aumentarem as suas capacidades, tornando-se aves altamente competitivas e de características superiores.

Saiba mais sobre a perdiz vermelha

quinta dos penedinhos - criação de perdizesA criação de perdizes em Portugal centra-se numa das espécies mais procuradas pelos caçadores nacionais, a perdiz vermelha, também chamada de “perdiz francesa”, ou perdiz de patas vermelhas. Efectivamente, em pleno século XVII, com as reservas de perdizes indígenas em queda, esta espécie foi introduzida em Inglaterra, daí o seu nome, para a distinguir das inglesas, de características bastante diferentes.

A perdiz vermelha é uma ave de plumagem bela e das espécies mais exigentes para os caçadores, uma vez que, apesar do seu porte médio, a sua camuflagem é extremamente eficaz entre a vegetação onde habitam. São facilmente identificáveis pelo dorso de cor castanha uniforme, e pela cabeça pontuada pela risca branca sobre a risca preta que cobre os olhos.

O queixo é branco e possui um colar negro que se divide em estrias negras na zona do peito, enquanto os flancos são pontuados por penas em listas castanhas, pretas e brancas. Como o nome indica, o bico, as patas e as pálpebras são de  cor vermelha.

Folhagem, raízes e sementes diversas, são a sua principal dieta, embora durante a alimentação das crias consumam frequentemente insectos. Por isso os seus locais predilectos para nidificação são as zonas de terra arável, principalmente aqueles terrenos em utilização, as charnecas e as sebes, mas a maior particularidade destas perdizes é que é frequente a fêmea construir dois ninhos, colocando ovos em ambos.

Um dos ninhos fica ao cuidado do macho, enquanto o outro fica ao cargo da fêmea. Trata-se de uma característica que surge em resposta à já mencionada alta taxa de insucesso na nidificação deste tipo de aves, mas que não é isenta de riscos, uma vez que o primeiro ninho fica geralmente sem vigilância durante a construção do segundo. Os seus ovos são igualmente fáceis de descobrir, uma vez que os progenitores não procuram camuflá-los.

Uma vez as crias eclodidas dos ovos, caracterizam-se por serem nidífugas ou precociais. Ou seja, nascem já com um amplo grau de independência, com plumagem, e são capazes de abandonar o ninho muito cedo após o nascimento. As ninhadas permanecem no entanto juntas até à próxima época de acasalamento.

Com os seus habitats ameaçados e a sua sobrevivência desafiada por outras espécies, a criação de perdizes é cada vez mais uma actividade feita em benefício do ambiente e dos desportistas mais conscientes do seu papel na manutenção dos recursos animais nacionais.

Batidas de perdizes: como proceder à caça desta ave?

A perdiz é uma das aves mais procuradas por caçadores portugueses. Ela, a par com o coelho, é uma das principais presas das batidas, que consistem num processo muito similar à montaria e cuja diferença está nas dimensões. Nas batidas de perdizes, em comparação com a montaria, o número de caçadores é menor, assim como o número de cães usados e a dimensão de área a percorrer. Na prática, é utilizado um método colaborativo, em que pode (ou não) recorrer-se a cães ou matilhas.

Frequentemente, as batidas de perdizes são realizadas por caçadores, que vão à caça em grupo e acabam por dividir-se, sobretudo quando a vegetação é muito densa, algo que condiciona a visualização e o tiro aos animais. Assim, cabe aos vários caçadores distribuírem-se pela zona onde se pensa que os animais vão sair (fugir) e pela área mais aberta (até 5 hectares), que é “batida” em busca da perdiz.

A prática das batidas de perdizes é muito comum em França, país em que as zonas privadas de caça de maior dimensão, as chamadas Domínios, estão vedadas. Comparadas com as áreas médias de caça da Península Ibérica, as francesas são minúsculas.

 

O que distingue a perdiz das outras aves?

batida de perdizes

As perdizes para batida podem ser avistadas em áreas com pouca vegetação, pois desta forma detetam mais facilmente a presença de predadores. É por isso que esta ave terrestre com formas arredondadas é frequentemente encontrada em caminhos rurais. O seu aspeto físico também ajuda a distingui-la, já que tem uma faixa branca comprida que atravessa o cinzento do topo da cabeça e continua por cima dos olhos. Já a listra ocular vai do pescoço até ao peito, onde surge uma barra malhada. A garganta é de tom creme e apresenta uma faixa branca misturada com preto. O seu bico e os pés são vermelhos.

Os caçadores que fazem batidas de perdizes encontram com frequência a espécie junto a pontos de água, como pequenas barragens e cursos de água, especialmente nos meses mais quentes do ano, para onde se deslocam com a família.

 

Caça sente efeitos da crise

Cabe também aos caçadores avaliar se está a contribuir para a diminuição da perdiz num determinado local. Por isso, há que saber caçar com moderação, para permitir a reprodução da espécie.

“Em Portugal existem cerca de 120 mil caçadores e à volta de 20 mil praticantes da chamada caça grossa (javali, gamo, veado, corço ou muflão), uma “atividade de luxo” que também está a sentir os efeitos da crise”, segundo noticiou a RTP, em janeiro de 2013.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), Jacinto Amaro, classificou a caça como um “produto de luxo” e dispendioso, pelo que lembrou que Portugal perde cerca de 10 mil caçadores por ano.

De acordo com os dados da Fencaça, no país estão registados cerca de 120 mil caçadores. Há, portanto, um decréscimo acentuado, pois há alguns anos eram 350 mil. Já os praticantes regulares da caça grossa rondarão os 20 mil. Quanto a zonas de caça, estima-se que existem quatro mil em Portugal.

Perante estes números, Jacinto Amaro prevê que, se nada for feito para diminuir o preço das licenças e toda a burocracia para as licenças de uso e porte de arma, a caça se converta num desporto de elites, tal como acontece no golfe.

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Perdizes para largada: como se caça esta ave?

Quando a Primavera chega é altura de os caçadores voltarem a praticar o sue desporto de eleição: caçar. A caça é uma atividade com séculos de história, uma vez que, as civilizações antigas faziam utensílios que utilizavam para caçar os animais. Aqui não era uma questão de desporto, mas sim de sobrevivência. Longe vão os anos em que os homens perseguiam os animais para deles se alimentarem e atualmente caçar estes é um desporto.

As perdizes para largada são aves que fazem parte dos tempos modernos, sendo muito apreciadas pelos caçadores, que com os seus cães, cercam as pequenas áreas onde estas se encontram, para então dispararem o tiro certeiro.

A Quinta dos Penedinhos, localizada numa reserva Ecológica Natural, no concelho de Sintra, possui condições naturais excepcionais para a criação das espécies cinegéticas mais procuradas em Portugal, de onde se destaca a perdiz vermelha. Esta possui uma área total aproximada de 12 000 m2, dedicando-se à criação de perdizes para largada.

Saiba mais sobre a perdiz-vermelha…

perdizes para largadaA perdiz-vermelha é a mais apreciada pelos caçadores, pois possui uma grande capacidade de voo e é dotada de uma beleza inconfundível. Com o seu aspeto de galináceo, a perdiz é praticamente inconfundível.

A plumagem é composta por tons de cinzento, preto, branco e ruivo. Destacam-se a garganta branca orlada de negro, o ventre ruivo, o bico vermelho e as patas vermelhas. Os juvenis são acastanhados.

Relativamente comum em todo o país, embora sendo escassa nalgumas zonas do litoral. Ocorre sobretudo em zonas abertas ou esparsamente arborizadas, evitando as zonas densamente urbanizadas. É uma espécie residente, que pode ser observada em Portugal durante todo o ano.

As perdizes para largada existem um pouco por todo o território luso e já conquistaram os caçadores, que começam aos tiros mal se abrem as portas e se inicia a largada.

Como é realizada uma largada de perdizes?

Primeiramente, a organização lembra os participantes sobre as regras de comportamento e medidas de segurança a ter em conta numa largada de perdizes, pois o importante é evitar episódios desnecessários, que possam colocar em causa a integridade física do caçador. Após relembrar as regras de segurança, é realizado o sorteio das portas e os caçadores dirigem-se para o lugar da largada. Os tiros estão prestes a ouvir-se e as perdizes para largada a caírem no chão.

Quando as portas se abrem, as perdizes começam a sair e os céus da Quinta enchem-se de aves com um aspeto inconfundível: as perdizes. Durante algum tempo os caçadores miram o seu alvo e ouvem-se tiros. As perdizes começam a cair. Quando a buzina toca significa que a largada chegou ao fim. É altura de os participantes guardarem as respetivas armas no estojo e, com a ajuda preciosa dos perdigueiros, procurar as perdizes para serem cobradas e divididas pelos caçadores.

A Quinta dos Penedinhos realiza largadas de perdizes periodicamente, preocupando-se em reproduzir esta espécie para não correr o risco de a mesma vir a ter que ser protegida, por se encontrar em vias de extinção.

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Perdizes para caçada de salto usam menos as asas

A caçada de salto é um dos métodos mais utilizados para a caça à perdiz. Normalmente, neste tipo de caça, os caçadores deslocam-se para procurar ou capturar exemplares de espécies cinegéticas levantadas pelo próprio, com recurso ou não a cães de caça. A perdiz é uma das espécies passíveis de ser capturada com recurso a este método. Além da perdiz, é ainda possível caçar de salto o coelho-bravo, a codorniz, a galinhola, a narceja e o pato. É por isso que as perdizes para caçadas de salto são tão populares.

Entre outras particularidades das caçadas de salto de perdizes está o facto de apenas poder ser praticada por grupos até dois caçadores e um secretário e até dois cães de caça. Quando este tipo de caça é aplicado à codorniz, torna-se obrigatório o uso de um cão-de-parar.

As caçadas de salto de perdizes apenas podem ser praticadas por grupos de até dois caçadores e até dois cães de caça

perdizes para caçadas de saltoNo entanto, a perdiz tem sofrido consequências do fenómeno da evolução natural, segundo o blog «Alcoutim Livre». Alguns especialistas defendem que este animal pode vir a ser um novo tipo de «galinha», uma vez que dispensa, quase na totalidade, a utilização das asas.

Aliás, mal saem do ovo, as perdizes recorrem às patas para correr a uma grande velocidade. Este factor pode ser um aliciante extra no que toca às perdizes para caçadas de salto.

Ora, diz a ciência que uma espécie, quando deixa de utilizar um órgão, ao longo de muitos séculos, esse órgão atrofia. Por outro lado, a utilização intensa de outro órgão, provoca o seu desenvolvimento.

A perdiz pode ser um bom exemplo deste fenómeno, pois deixou de utilizar as asas e passou a usar intensamente as patas. E isto está a tornar a perdiz sedentária, até porque o animal já faz o ninho e até choca os ovos em covas pequenas que abre no chão.

A perdiz recorre cada vez menos às asas para se deslocar, o que está a tornar o animal mais vulnerável

Nos tempos mais recentes, a perdiz apenas recorre às asas para transpor vales ou estradas em planos menos elevados, e normalmente para se defender, fugindo. E isso faz com que, quando abre a época de caça, as perdizes quase não saibam voar. Ao fugir dos caçadores, nomeadamente no que se refere às perdizes para caçadas de salto, a perdiz empreende um voo rápido e eficaz, cansando-se bastante, no entanto. Bastam três ou quatro voos a fugir de caçadores a passo para a perdiz se cansar e deixar apanhar à mão. Ao não utilizar as asas, a perdiz torna-se mais vulnerável.

Para mais informações sobre perdizes para caçadas de salto, contacte um assistente da Quinta dos Penedinhos

Coelhos bravos: espécie cinegética por excelência

Distribuídos por toda a Europa, os coelhos bravos, com a designação científica de Oryctolagus Cuniculus, encontram-se espalhados por todo o País. São das espécies cinegéticas mais apreciadas e podem pesar entre 1,2 e 2,5 kg. Os machos adultos têm cabeças mais largas e achatadas do que as fêmeas, mas, em contrapartida, possuem bochechas maiores.

coelhos bravosCaracterísticas físicas dos coelhos bravos

No entanto, para diferenciar correctamente os coelhos bravos machos das fêmeas só mesmo com recurso a observação dos genitais. Os coelhos bravos mudam o pelo entre Setembro e Outubro e têm orelhas de ponta castanha, mais curtas do que o crânio. A parte superior da cauda é castanho-escura e branca por baixo, ficando visível quando o coelho bravo foge.

Os coelhos bravos são animais sedentários, sendo que os machos têm domínios de maior extensão do que as fêmeas. Por regra, os coelhos bravos deslocam-se entre 150 e 400 metros para se alimentarem. O pico da fecundidade para esta espécie é entre Abril e Junho e as crias costumam nascer nos meses de Dezembro a Julho.

Rituais de reprodução dos coelhos bravos

Os coelhos bravos têm, em média, três a cinco ninhadas por ano, sendo que, cada ninhada tem entre 3 e 5 crias. As crias de coelho bravo nascem cegas e sem pelo, abrindo os olhos apenas aos 10 dias de idade. Os indícios da presença de coelhos bravos são os excrementos, em forma de ervilha, pegadas, tocas e trilhos que utilizam regularmente.

Os coelhos bravos habitam em solos cobertos de urze, prados e campos abertos, matagais, bosques e orlas dos terrenos agrícolas. Alimentam-se de folhas de culturas agrícolas, como as couves, rebentos de árvores, legumes e videiras, assim como silvas e cascas de arbustos. Além disso, os coelhos bravos têm uma particularidade: como não conseguem assimilar totalmente os alimentos, ingerem os próprios excrementos, ricos em vitaminas e aminoácidos.

Os coelhos bravos são animais, por norma, nocturnos, mas que mantêm actividade diurna, se o ser humano não interferir. Tipicamente, formam casais quando há baixa densidade, mas quando o número aumenta, os coelhos bravos criam colónias que podem ter até 20 adultos.

Saiba mais sobre coelhos bravos para caça em www.quintadospenedinhos.com

Os melhores cães para a caça à perdiz – Saiba mais

Caça à perdiz com cães

Uma das raças de cães mais indicada para a caça à perdiz é o pointer. Sendo um caçador por excelência, o pointer é um dos cães preferidos dos caçadores. Especialmente dotado, em termos venatórios, para a caça em terrenos planos, este cão é bastante utilizado em Portugal para a caça à perdiz.

perdizOs principais cães para caça à perdiz

O Epagneul Breton é outro dos cães de caça tipicamente talhado para a caça às perdizes. Equilibrado, alegre, vigoroso e inteligente, este cão de caça é ainda bastante utilizado na caça à galinhola, lebre e, se for iniciado em jovem, também ao coelho bravo, dado tratar-se de um cão bastante polivalente e resistente ao frio e à fadiga, conseguindo ainda caçar a altas temperaturas, como as que se fazem sentir no sul do país nos meses de Setembro e até mesmo em Outubro. Outro excelente cão para a caça às perdizes é o setter inglês, um excelente auxiliar também para a caça às galinholas, patos e codornizes. Excelente nadador, consegue fazer perseguições silenciosas e passar despercebido, sendo um dos cães de parar mais eficientes. Com uma enorme velocidade e resistência, o setter inglês alia a velocidade e a resistência a um olfacto extremamente apurado.

O cão de caça por excelência: conheça o perdigueiro

Não poderíamos deixar de referir um dos cães de caça mais conhecidos: o perdigueiro. Ideal para a caça à perdiz em todo o tipo de terrenos, o perdigueiro é dotado de um peito largo e pés de gato, medindo entre 50 a 60 centímetros de altura. Com uma enorme resistência, submisso e sofredor, o perdigueiro mantém uma ligação contínua com o caçador através do olhar, e não se afasta além do alcance de tiro. Como característica única, o perdigueiro caça para o caçador e não para si próprio, ao contrário da grande maioria dos outros cães de parar. Com efeito, a maioria dos outros cães de caça tem de ser ensinada. Na Quinta dos Penedinhos, encontra os melhores exemplares de perdizes para a sua caçada. Não precisa de procurar mais.

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Caça à perdiz: tradição nacional ou internacional?

A caça à perdiz é uma tradição com bastante impacto na Península Ibérica. Os nossos vizinhos ibéricos, tal como nós, contam com bastantes aficionados da caça à perdiz, pelo que o potencial económico desta actividade é bastante significativo nos dois países. As raízes da caça à perdiz perdem-se no tempo. Remontam ao início da Idade Média e ao Feudalismo, que definia a propriedade das terras.

Caça à perdiz na época do Feudalismo

caça à perdizNesta época, o senhor feudal era dono de tudo o que fazia parte das suas terras, incluindo os animais, as colheitas, o gado e, claro, a caça. A caça grossa – veados, gamos, javalis, etc. – era destinada unicamente ao rei e ao senhor feudal, assim como aos seus convidados. Além de ser a principal fonte de abastecimento de carne do respectivo castelo, a caça servia de treino para os cavaleiros, tendo em conta as batalhas em que participavam. Já a caça menor era destinada aos chamados couteiros – os guardas da terra e da caça, pajens e outro pessoal hierarquicamente inferior. Aqui, incluía-se, naturalmente, a caça à perdiz. No século XVIII, a caça continua a ser propriedade do dono da terra, no entanto, existe alguma permissividade em relação à caça menor, incluindo a caça à perdiz, sendo autorizada a sua captura pelas classes mais baixas, pois havia muita fome e quem só tivesse essa forma de se alimentar. Eram os primórdios da democratização da caça à perdiz.

A caça à perdiz na actualidade

Nos dias de hoje, e na sequência de uma tradição paralela em Portugal e Espanha no que toca à caça à perdizes, voltamos a ter caça maior em áreas fechadas e abertas, devido ao investimento efectuado e também às políticas agrícolas implementadas tanto em Portugal como em Espanha. Trata-se de um processo que teve início com um grupo de caçadores portugueses com influência nos meios políticos e sociais da década de 1980, tendo-se expandido para promover a restauração dos recursos cinegéticos há muito julgados perdidos. Apesar de haver ainda portugueses que se deslocam a Espanha para a caça à perdiz, são cada vez mais os espanhóis que se deslocam a Portugal para usufruir da nossa caça.

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Caça: um desporto ou algo mais do que isso?

Caça: raízes que se perdem no tempo

Muitas vezes, é difícil classificar a caça. Será um desporto ou mais do que isso? A verdade é que a caça tem raízes que se perdem no tempo. Começou como uma necessidade para a sobrevivência humana, nomeadamente para garantir alimento e agasalho, e hoje é uma actividade que contribui para a economia dos países. Considerada uma actividade de recreio, a caça é, hoje, mais do que um desporto e tem uma função importante na preservação do meio-ambiente e das espécies cinegéticas. Em Portugal, a caça teve o mérito de promover o aproveitamento dos recursos bravios, particularmente no Alentejo, devido à sua riqueza cinegética. Trata-se de uma actividade desportiva, mas também muito mais do que isso; acompanhou as mudanças no país, marcando, inclusivamente, o panorama agrário nacional, nomeadamente no pós-25 de Abril.

História da caça em Portugal: o pós-25 de Abril

Em 1975, deu-se um acontecimento marcante para a evolução da caça: o fim das coutadas e a sua reconversão em terreno livre. Isso veio condicionar o paradigma da caça até aos nossos dias. Nesses tempos agitados, a caça era mal amada e entrava frequentemente em conflito com a agricultura e a reforma agrária. Mais de uma década depois, em 1986, deu-se a implementação de um novo modelo cinegético, que reavivou o espírito da coutada e possibilitou a expansão de uma política de caça mais intensiva, progressiva e moderna, par a par com a economia dos recursos naturais renováveis. Sempre em evolução, a caça, mais do que um desporto, é uma actividade inesquecível, com uma história longa e rica e que está ligada ao desenvolvimento da Sociedade e do Homem. Os benefícios que proporciona são hoje incontornáveis e pouco contestados. Para se praticar caça, é necessário alguns documentos, como a licença de caça, o recibo comprovativo da detenção de seguro de caça, o bilhete de identidade, cartão de cidadão ou passaporte e ainda, quando aplicável, a licença de uso e porte de arma, o livrete de manifesto, a declaração de empréstimo quando a arma não seja do próprio e a licença dos cães que acompanhem o caçador.

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