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Batidas de perdizes: como proceder à caça desta ave?

A perdiz é uma das aves mais procuradas por caçadores portugueses. Ela, a par com o coelho, é uma das principais presas das batidas, que consistem num processo muito similar à montaria e cuja diferença está nas dimensões. Nas batidas de perdizes, em comparação com a montaria, o número de caçadores é menor, assim como o número de cães usados e a dimensão de área a percorrer. Na prática, é utilizado um método colaborativo, em que pode (ou não) recorrer-se a cães ou matilhas.

Frequentemente, as batidas de perdizes são realizadas por caçadores, que vão à caça em grupo e acabam por dividir-se, sobretudo quando a vegetação é muito densa, algo que condiciona a visualização e o tiro aos animais. Assim, cabe aos vários caçadores distribuírem-se pela zona onde se pensa que os animais vão sair (fugir) e pela área mais aberta (até 5 hectares), que é “batida” em busca da perdiz.

A prática das batidas de perdizes é muito comum em França, país em que as zonas privadas de caça de maior dimensão, as chamadas Domínios, estão vedadas. Comparadas com as áreas médias de caça da Península Ibérica, as francesas são minúsculas.

 

O que distingue a perdiz das outras aves?

batida de perdizes

As perdizes para batida podem ser avistadas em áreas com pouca vegetação, pois desta forma detetam mais facilmente a presença de predadores. É por isso que esta ave terrestre com formas arredondadas é frequentemente encontrada em caminhos rurais. O seu aspeto físico também ajuda a distingui-la, já que tem uma faixa branca comprida que atravessa o cinzento do topo da cabeça e continua por cima dos olhos. Já a listra ocular vai do pescoço até ao peito, onde surge uma barra malhada. A garganta é de tom creme e apresenta uma faixa branca misturada com preto. O seu bico e os pés são vermelhos.

Os caçadores que fazem batidas de perdizes encontram com frequência a espécie junto a pontos de água, como pequenas barragens e cursos de água, especialmente nos meses mais quentes do ano, para onde se deslocam com a família.

 

Caça sente efeitos da crise

Cabe também aos caçadores avaliar se está a contribuir para a diminuição da perdiz num determinado local. Por isso, há que saber caçar com moderação, para permitir a reprodução da espécie.

“Em Portugal existem cerca de 120 mil caçadores e à volta de 20 mil praticantes da chamada caça grossa (javali, gamo, veado, corço ou muflão), uma “atividade de luxo” que também está a sentir os efeitos da crise”, segundo noticiou a RTP, em janeiro de 2013.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), Jacinto Amaro, classificou a caça como um “produto de luxo” e dispendioso, pelo que lembrou que Portugal perde cerca de 10 mil caçadores por ano.

De acordo com os dados da Fencaça, no país estão registados cerca de 120 mil caçadores. Há, portanto, um decréscimo acentuado, pois há alguns anos eram 350 mil. Já os praticantes regulares da caça grossa rondarão os 20 mil. Quanto a zonas de caça, estima-se que existem quatro mil em Portugal.

Perante estes números, Jacinto Amaro prevê que, se nada for feito para diminuir o preço das licenças e toda a burocracia para as licenças de uso e porte de arma, a caça se converta num desporto de elites, tal como acontece no golfe.

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