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Repovoamento de perdizes: os motivos do insucesso

Porque falha o repovoamento de perdizes

O repovoamento de perdizes é um conceito de popularidade crescente, à medida que os números desta ave popular decrescem um pouco por toda a Europa. Os factores que levaram a esta situação são diversos, mas as batidas à perdiz não serão o principal motivo. Pelo contrário, a agricultura moderna e a eficaz luta contra pragas e insectos têm contribuído grandemente para a perda dos habitats, por um lado, e dos insectos dos quais estas aves se alimentam durante os primeiros tempos de vida das crias.repovoamento de perdizes 

Numa tentativa de inverter a situação, todos os anos são levadas a cabo acções de repovoamento de perdizes, soltando vários milhões de aves, mas nem sempre com sucesso, como é discutido em diversos artigos científicos da especialidade, nomeadamente na British Poultry Science.

Independentemente das actividades cinegéticas junto destas aves soltas no meio, o seu sucesso reprodutivo é baixo e as aves tendem a mostrar incapacidade para sobreviver no terreno. Com 49% das mortes atribuídas a predadores, e 36% atribuídas a canídeos diversos, o isolamento de predadores foi identificado como a principal causa para a ineficácia destas aves no ambiente selvagem. A caça acaba por ser responsável por pouco mais de 10% das perdas populacionais.

Em muitos processos de criação intensiva de aves, as crias são mantidas longe dos progenitores nas primeiras semanas, e em condições de estrita protecção contra predadores. Em tais circunstâncias, não adquirem correctos comportamentos de evitamento de predadores, como por exemplo os chamados de alarme emitidos pelos adultos.

Complementarmente, quando as zonas de repovoamento de perdizes não passam por um controlo dos predadores perto das zonas de libertação de aves, o número de fêmeas que sobrevivem o tempo suficiente para se reproduzirem é insuficiente, com a agravante de que vários estudos no terreno indicam que poucas fêmeas libertadas geram prole durante a primeira época de reprodução.

Estratégias de sucesso na manutenção de populações de perdizes

Fica então patente que a criação de perdizes em cativeiro e a sua libertação em massa não são suficientes para repovoar dada zona. Como muitas instâncias de repovoamento de perdizes se fazem com intenção de apoiar actividades cinegéticas, o destino final das aves é maioritariamente desconhecido, levando a diversos casos em que os repovoamentos têm de ser feitos anualmente, com o mesmo grau de insucesso, e com custos elevados.

Garantir a sobrevivência e manutenção de populações significativas de perdizes no meio natural passa por isso pela adopção de estratégias que aumentem drasticamente a taxa de sobrevivência de fêmeas durante o primeiro ano, pelo menos até à segunda época de acasalamento.

Este objectivo só pode ser conseguido através da adopção de estratégias que modelem o comportamento das aves antes da libertação e assegurem condições melhoradas de sobrevivência após a sua introdução no meio selvagem.

Em resposta a estas necessidades, os melhores produtores de animais para repovoamento desenvolveram estratégias altamente eficazes de treino dos animais antes da sua libertação, confrontando-os em condições controladas com situações de perigo simulado e favorecendo o desenvolvimento de estratégias eficazes de sobrevivência, através da imitação dos comportamentos adultos.

Paralelamente é fundamental estudar adequadamente as zonas de repovoamento de perdizes para identificar correctamente a proveniência dos potenciais predadores, e assim proceder à libertação das aves em áreas mais abrigadas e de menor perigo.

Outras medidas de melhoria do habitat podem ou devem ser igualmente colocadas em prática no terreno, passando pelo fornecimento de abrigos, zonas de alimentação suplementar e bebedouros, além de manutenção das sebes e arbustos. 

Se procura garantir sucesso no repovoamento de perdizes ou coelhos bravos no seus terrenos para a prática cinegética com sustentabilidade a longo prazo, existe efectivamente um amplo conjunto de estratégias que necessita desenvolver. Para o efeito, pode encontrar um produtor que proceda a consultoria no terreno e tenha implementado um protocolo para aumentar a capacidade de sobrevivência dos animais após a sua libertação. Só desse modo poderá manter um ecossistema eficaz e evitar o incómodo de libertações anuais, e os seus custos onerosos. 

Perdizes para caçada de salto usam menos as asas

A caçada de salto é um dos métodos mais utilizados para a caça à perdiz. Normalmente, neste tipo de caça, os caçadores deslocam-se para procurar ou capturar exemplares de espécies cinegéticas levantadas pelo próprio, com recurso ou não a cães de caça. A perdiz é uma das espécies passíveis de ser capturada com recurso a este método. Além da perdiz, é ainda possível caçar de salto o coelho-bravo, a codorniz, a galinhola, a narceja e o pato. É por isso que as perdizes para caçadas de salto são tão populares.

Entre outras particularidades das caçadas de salto de perdizes está o facto de apenas poder ser praticada por grupos até dois caçadores e um secretário e até dois cães de caça. Quando este tipo de caça é aplicado à codorniz, torna-se obrigatório o uso de um cão-de-parar.

As caçadas de salto de perdizes apenas podem ser praticadas por grupos de até dois caçadores e até dois cães de caça

perdizes para caçadas de saltoNo entanto, a perdiz tem sofrido consequências do fenómeno da evolução natural, segundo o blog «Alcoutim Livre». Alguns especialistas defendem que este animal pode vir a ser um novo tipo de «galinha», uma vez que dispensa, quase na totalidade, a utilização das asas.

Aliás, mal saem do ovo, as perdizes recorrem às patas para correr a uma grande velocidade. Este factor pode ser um aliciante extra no que toca às perdizes para caçadas de salto.

Ora, diz a ciência que uma espécie, quando deixa de utilizar um órgão, ao longo de muitos séculos, esse órgão atrofia. Por outro lado, a utilização intensa de outro órgão, provoca o seu desenvolvimento.

A perdiz pode ser um bom exemplo deste fenómeno, pois deixou de utilizar as asas e passou a usar intensamente as patas. E isto está a tornar a perdiz sedentária, até porque o animal já faz o ninho e até choca os ovos em covas pequenas que abre no chão.

A perdiz recorre cada vez menos às asas para se deslocar, o que está a tornar o animal mais vulnerável

Nos tempos mais recentes, a perdiz apenas recorre às asas para transpor vales ou estradas em planos menos elevados, e normalmente para se defender, fugindo. E isso faz com que, quando abre a época de caça, as perdizes quase não saibam voar. Ao fugir dos caçadores, nomeadamente no que se refere às perdizes para caçadas de salto, a perdiz empreende um voo rápido e eficaz, cansando-se bastante, no entanto. Bastam três ou quatro voos a fugir de caçadores a passo para a perdiz se cansar e deixar apanhar à mão. Ao não utilizar as asas, a perdiz torna-se mais vulnerável.

Para mais informações sobre perdizes para caçadas de salto, contacte um assistente da Quinta dos Penedinhos

Repovoamento com Perdiz Vermelha: Um Caso de Sucesso!

Repovoamento de Zonas de Caça – Perdiz Vermelha (caça menor)

Descrevemos a seguir uma acção de repovoamento de Perdiz Vermelha realizada com êxito e que contou com o nosso apoio técnico.

O referido plano de repovoamento iniciou-se com uma visita do cliente à nossa exposição local de abrigos para efeitos de repovoamento.

perdiz vermelhaNesta visita mostrámos ao cliente diversas opções de abrigos, vantagens e desvantagens de uns e outros, por forma a que o cliente, considerando o habitat da propriedade a repovoar, estivesse em condições de decidir-se pelo abrigo mais adequado. Com efeito, o cliente acabou por decidir-se pela construção de abrigos rústicos vulgarmente designados por choças.

Junto aos referidos abrigos foram colocados bebedouros e comedouros à imagem dos que utilizamos no nosso centro cinegético nos pré-parques e nos parques de voo, para assegurar que as perdizes objecto do repovoamento não estranham os mesmos, contribuindo, assim, para a sua mais fácil adaptação ao meio.

Também a alimentação disponibilizada nos comedouros é composta basicamente por cereais, uma vez que as nossas perdizes já vêm, desde os pré-parques, habituadas a eles.

Relativamente à existência e intensidade de predadores, refira-se que a propriedade em questão se encontra vedada, sendo invadida, frequentemente, única e exclusivamente por gatos vadios, habituados a caçar de emboscada, com sucesso, todo o tipo de aves: pombos-torcazes, rolas, perdizes, etc.

perdiz vermelha - repovoamentoEm face destas circunstâncias e depois de uma descrição do referido habitat feita pelo cliente, as nossas recomendações, em matéria de localização dos referidos abrigos, foram no sentido de construí-los em zonas elevadas, limpas de mato e afastadas o mais possível dos limites da propriedade. Recomendações essas que foram, desde logo, aceites pelo cliente.

Depois de concluídos os trabalhos de construção dos referidos abrigos e a limpeza das zonas circundantes dos mesmos, procedemos à colocação das perdizes no campo em caixas desenvolvidas por nós para o efeito.

As perdizes comportaram-se como estávamos à espera: não se espantaram, adaptaram-se e fixaram-se muito bem ao meio envolvente. 

E por lá continuam a desfrutar do seu novo habitat, em plena liberdade e comunhão com a natureza, para gáudio dos homens que as avistam de vez em quando, e que as ouvem cantar…

Eis um exemplo emblemático de uma acção bem sucedida de repovoamento de Perdiz Vermelha, realizada com o nosso apoio técnico.

Saiba mais sobre repovoamento de zonas de caça e sobre perdiz vermelha, e visite-nos em www.quintadospenedinhos.com