Caça à perdiz ressente-se com redução de profissionais

Foi no passado mês de Março que se encerrou a época da caça à perdiz, ao javali e ao coelho bravo e o presidente da Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA), Jacinto Amaro, aproveitou para fazer uma reflexão sobre a situação actual desta prática no nosso país. O dirigente associativo sublinhou principalmente a perda de «mais de metade dos caçadores».

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                                    caca a perdiz

Época da caça à perdiz 2015/2016 decorreu sem sobressaltos

Por um lado, o balanço de mais uma época foi positivo: de acordo com Jacinto Amaro, a actividade da caça à perdiz – e de outras espécies – não sofreu quaisquer sobressaltos ou acidentes.

Por outro lado, o presidente da FENCAÇA alertou para uma nova estirpe do vírus, que causa a doença hemorrágica viral e está a destruir a população de coelho bravo. «Trata-se de uma das espécies mais emblemáticas e é aquela que mais dá jornadas de caça e desperta as maiores paixões», lamenta Jacinto Amaro.

Quanto à caça à perdiz e aos tordos, o dirigente considera que esta foi uma época atípica: «Houve áreas em que as perdizes tiveram uma melhor criação, mas, no geral, não foi um ano muito bom. Talvez tenha sido superior à época do ano passado, mas ainda está bem distante dos bons anos de migração».

O cenário é diferente na caça ao javali: «Continua a ser uma espécie que se tem reproduzido massivamente. Em algumas áreas, até tem causado problemas e prejuízos tanto na agricultura, como na caça menor».

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Taxas estão a reduzir o número de caçadores

Jacinto Amaro ainda destaca a redução do número de caçadores. A FENCAÇA aponta as taxas sobre as zonas da caça como um dos principais motivos para esta perda progressiva.

Em declarações à Agência Lusa, em Agosto de 2015, Jacinto Amaro já tinha afirmado que, de ano para ano, existe uma redução de 10 mil caçadores. Na altura, o dirigente associativo não poupou críticas ao Governo PSD/CDS-PP: «É o pior Executivo que já tivemos nos últimos 25 anos. Se continuar assim, a caça está em risco de acabar».

Segundo Jacinto Amaro, as taxas aumentam todos os anos e o Estado não dá nada em troca. De acordo com os dados disponibilizados pela FENCAÇA, em 2014, o Governo arrecadou 10 milhões de euros nas taxas das áreas de caça e na licença anual para caçar. Só que essa quantia nem sequer é investida em sectores de interesse para os profissionais, como a formação de caçadores, a fiscalização ou a investigação centrada em doenças das espécies.

«Neste momento, estamos a tentar que o Governo actual minimize os efeitos negativos deixados pelo Executivo anterior», conclui Jacinto Amaro, no balanço de 2015/2016. 

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Fonte: Rádio Campanário

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