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Criação de coelhos respeita ecossistema natural

O coelho é considerado uma das espécies portuguesas com maior importância no ecossistema, graças à grande facilidade de reprodução e à elevada dimensão que as populações conseguem atingir. O coelho-bravo, em particular, sempre se revelou uma espécie muito abundante na Península Ibérica, tendo, no entanto, apresentado um forte declínio das suas populações a partir da década de 50, quando surgiu uma doença denominada mixomatose que foi indevidamente propagada, depois de um médico bacteriólogo ter utilizado um medicamento que visava exterminar os coelhos que danificavam a sua propriedade. Esta situação piorou quando, em 1980, surgiu a chamada doença hemorrágica viral, que veio, mais uma vez, aumentar fortemente a taxa de mortalidade do coelho-bravo – sabendo-se que, desde então, existem apenas cerca de 35% dos coelhos-bravos que se registavam antes do surgimento destas patologias. É precisamente neste contexto que a criação de coelhos, quando realizada de forma eficaz e sustentada, pode respeitar e promover o ecossistema natural, procurando manter uma espécie que continua a ser essencial na cultura, na gastronomia e na economia do país.

Especificidade dos coelho-bravo

O coelho-bravo é uma espécie bastante caraterística dos ecossistemas mediterrânicos, ainda que se espalhe largamente por outros pontos geográficos – já que este animal normalmente se instala em locais onde exista grande variedade e quantidade de alimentos e disponibilidade de cobertas vegetais de protecção contra os predadores e as condições atmosféricas adversas. É, por isso, habitual encontrar o coelho-bravo em matos, locais de pastagem e espaços com elevadas densidades.

O coelho-bravo vive em colónias, sendo bastante dependente da comunidade criada, nunca se afastando mais de 300 metros das suas tocas, o que acaba por promover não só a reprodução natural como a criação desta espécie animal, sendo que a capacidade reprodutiva é, em qualquer um destes ambientes, potenciada pela temperatura, pela precipitação e pela qualidade do alimento disponível.

Apesar de se alimentar especialmente de plantas herbáceas e arbustos, o coelho-anão varia a sua alimentação de acordo com a estação do ano e o local, sendo a vegetação com elevado teor em proteínas essencial para o arranque da reprodução das fêmeas adultas e para o desenvolvimento dos juvenis – que acabam por falecer caso a sua alimentação não seja rica e em considerável quantidade.

O coelho-bravo apresenta um período de gestação que ronda os 28 a 30 dias, sendo habitual que cada fêmea tenha uma média de duas a quatro ninhadas por ano, nascendo em cada uma até sete láparos – o que vai obrigar a estadia em locais que possam fornecer, então, uma alimentação completa a toda a população residente.

A criação de coelho é, então, uma excelente forma de se garantir a continuidade da espécie, com total garantia para com a sua sustentabilidade, sendo ainda um potenciador da importância que este animal tem não só para a caça mas também para a economia nacional.

Apesar de ser um animal bastante dominante, o coelho-bravo está sujeito a uma série de ameaças que comprometem seriamente a continuidade da espécie (como as práticas agrícolas, a caça e a presença de cães e gatos vadios, para além das doenças), pelo que a criação de coelhos pode ser um dos melhores métodos para garantir a existência prolongada destes animais.

Quintas recriam habitat natural dos coelhos

Existem quintas em Portugal, como a Quinta dos Penedinhos, que recriam rigorosamente o habitat natural do coelho-bravo, apresentando condições únicas para a manutenção da espécie, em termos de soluções no maneio dos animais, de práticas de gestão sanitária e de conhecimento efetivo do animal.

Com serviços de repovoamento de coelho-bravo e com alvarás para a criação de coelhos, esta quinta apresenta condições únicas para os seus animais, apresentando características corporais muito bem definidas, capacidades velozes de fuga em zigue-zague e de enfiamento, o que os revela adequados para projetos de repovoamento de zonas de caça – por forma a dar resposta, de um modo totalmente sustentável, à apetência que existe por este animal na comunidade de caçadores.

 

Caça à perdiz: conheça as caraterísticas desta ave!

Muito abundante em quase todo o território nacional, a perdiz-vermelha é uma ave muito apreciada pelos caçadores para a prática da caça desportiva. Esta espécie cinegética também serve de presa para os predadores existentes na Península Ibérica, tornando-se um alvo fácil, a par do coelho-bravo. A verdade é que a caça à perdiz tem vindo a aumentar e já estão a ser tomadas medidas pelas Associações de Defesas dos Animais portuguesas e espanholas, no sentido de evitar que a perdiz se torne num animal em vias de extinção. A caça à perdiz em muito tem contribuído para a diminuição de exemplares. Mas que medidas podem ser tomadas para evitar o desaparecimento da perdiz-vermelha?

                         caca a perdiz

Reprodução é fundamental para o aumento da espécie, saiba porquê!

A reprodução é fundamental para o aumento da espécie e durante este período torna-se necessário um maior cuidado para evitar que os ninhos e os ovos sejam destruídos por predadores, mas, acima de tudo, devido à ação do Homem.

Os machos escolhem o território que consideram melhor para a postura dos ovos e chamam as fêmeas através de um chamamento característico. Nesta altura são bastante agressivos e não admitem a presença de outros machos no seu território. Cada fêmea coloca, em média, 14 ovos, mas podem pôr entre 12 a 20 ovos. Se o macho encasalar com mais do que uma fêmea, é possível que existam mais de 20 ovos no buraco. A incubação dos ovos tem a duração de 23 a 26 dias.

Após a ninhada nascer os machos vão-se embora e é a fêmea que cuida das perdizes bebés. Durante o primeiro mês de vida a ninhada permanece junto da progenitora e só após as 6 semanas realizam o primeiro voo. Um dos principais fatores que leva à morte dos juvenis é a escassez de pontos de água.

Criador de referência a nível nacional, a Quinta dos Penedinhos, construiu um centro cinegético para a criação da perdiz-vermelha, capaz de satisfazer os caçadores mais exigentes. Várias associações ligadas a esta área adquirem aqui estas aves para realizarem a caça à perdiz, pois existem belos exemplares dessa raça.

Homem ameaça o habitat natural das perdizes!

O Homem ameaça as populações de perdizes-vermelhas: é um facto! Trabalhadores rurais, como agricultores ou pastores, não tomam o devido cuidado nas suas atividades diárias, sendo responsáveis pela destruição de ninhos e pela morte de ninhadas. Para evitar estas situações que em muito contribuem para a diminuição da espécie, o uso de máquinas agrícolas deveria ser mais controlado e evitado na altura do choco.

Cruzar a perdiz-vermelha com elementos de uma espécie diferente também é um dos obstáculos à conservação da espécie.

A caça à perdiz aumentou em todo o território nacional, mas esta deve ser realizada nas zonas de caça, onde existem limitações quanto ao número de exemplares que podem ser caçados, para evitar uma escassez desta ave. Nas zonas de caça ainda existe uma abundância deste animal, resultado de algumas medidas de gestão implementadas com sucesso

Através da Quinta dos Penedinhos pode fazer a sua caça à perdiz de uma forma eficaz

Venda de coelhos: conheça a iniciativa SOS Coelho

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar defendeu, na XIX Feira da Caça e do Turismo, em Macedo de Cavaleiros, que as doenças de espécies da caça devem ser combatidas em conjunto, noticiou o Jornal Nordeste. A declaração foi proferida na sequência da doença viral hemorrágica que este ano está a afectar e a diminuir o número de coelhos bravos em Portugal. A própria venda de coelhos no país está a ser afectada pela doença.

SOS Coelho é uma das iniciativas para combater a doença que afecta a venda de coelhos este ano

600x173 PENEDINHOSBLOG 1Nuno Vieira e Brito sustentou que a solução para o problema dos coelhos bravos deve encarar a cinegética como um todo, debruçando-se sobre as várias espécies inseridas no mundo da caça. O governante adiantou ainda que é necessário olhar para a área sanitária em torno da caça como algo integrado.

Uma das iniciativas para combater este flagelo que está a afectar a venda de coelhos é o programa «SOS Coelho». Além desta iniciativa, o Executivo está a implementar um plano sanitário, onde serão incluídas diversas abordagens a vários tipos de doenças. O objectivo é que esse plano permita, no âmbito da saúde animal, desenvolver uma vacina eficaz contra a febre viral hemorrágica, assim como criar medidas sanitárias que acabem com os problemas de saúde ao nível da caça, incluindo os da venda de coelhos, lebres, perdizes e outras espécies.

Secretário de Estado garante exames para carta de caçador todo o ano

Por seu turno, durante a abertura do certame, os caçadores fizeram questão de levar as suas queixas ao secretário de Estado, nomeadamente as relacionadas com a suspensão de inscrições nos exames para a carta de caçador. Isto porque, embora a portaria tenha cessado no final do mês de Janeiro, o diploma impediu muitos caçadores de poderem caçar.

Nuno Vieira e Brito garantiu aos caçadores que o Governo vai criar uma nova portaria para possibilitar aos caçadores efectuarem os exames para a carta de caçador mais cedo.

De acordo com o responsável, a nova portaria vai estipular que, quando houver um número mínimo de interessados suficiente, os exames serão realizados.

Para mais informações sobre a venda de coelhos, contacte um profissional da Quinta dos Penedinhos

O que deve ter uma criação de coelhos de qualidade?

A criação de coelhos destina-se, em Portugal, à venda de animais para a caça ou como animais de companhia. Os coelhos devem ser criados em locais devidamente adaptados para o efeito e com todas as condições para que se desenvolvam saudáveis e enérgicos. Os coelhos podem ainda ser utilizados na alimentação ou para a concepção de adubos para a agricultura. Montar uma estrutura de criação de coelhos tem grande exigências e requisitos.

A primeira grande escolha para montar uma criação de coelhos é o local

600x173 PENEDINHOSBLOGA primeira grande escolha a ser feita é a do local e da estrutura adequadas à dimensão que se pretende para a empreitada. No caso da criação de coelhos, o investimento inicial não é tão elevado como para outras espécies. Os coelhos reproduzem-se de forma rápida e em grande quantidade, o que permite que se obtenha um retorno financeiro interessante com um investimento relativamente pequeno.

As condições de iluminação e de ventilação são essenciais para garantir uma boa qualidade de vida destes animais. Neste sentido, o local a escolher para a criação de coelhos deve ser bem iluminado e ventilado. É preciso recordar que o local escolhido deve ter igualmente excelentes condições de higiene. 

A higiene deve ser uma das grandes preocupações de cada criador

A higiene é, aliás, uma das grandes preocupações a ter em conta na criação de coelhos. Isto porque, em caso de doença, o grau de propagação das bactérias e dos vírus pode fazer com que toda a criação fique contaminada. O local deve estar sempre bem limpo e o rácio de animais por metro quadrado deve ser o adequado e respeitar as normas estipuladas. A criação deve ser visitada regularmente por um veterinário, para garantir a saúde dos animais.

O local deve ainda ter espaços adequados ao tamanho dos animais e das suas crias. Além disso, a criação de coelhos não pode dispensar um bebedouro e um comedouro, devidamente apetrechados para a alimentação e hidratação dos animais. Para o período em que as fémeas estão prenhas, é também importante ter um ninho com cobertura, onde irão ficar as crias após o nascimento e durante os primeiros dias de vida.

Quer saber mais sobre a criação de coelhos? Contacte um dos nossos assistentes

Criação de perdizes em destaque na Feria Cinegética

A perdiz em destaque

A criação de perdizes em Portugal é uma actividade que assume uma importância crescente, não fosse esta a espécie mais procurada pela actividade cinegética em território nacional. E a caça em Portugal está sem dúvida de parabéns, já que seremos o país oficial da Feria Cinegética 2015.criação de perdizes vermelhas

O certame, que se realiza de 19 a 22 de Março, no pavilhão 12 do recinto de feiras Juan Carlos I, em Madrid, é das mais importantes organizações no mundo da caça, com uma dimensão verdadeiramente internacional. A iniciativa parte da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), no âmbito do Programa COMPETE (Programa Operacional Competitividade e Internacionalização), e visa divulgar o universo da caça em terras lusas. 

Portugal é de resto já um destino preferencial para caçadores do país vizinho, reunindo condições excepcionais para práticas cinegéticas, quer de pequena caça, com a perdiz a ser sem dúvida o animal de destaque, quer com a caça grossa.

Os destinos nacionais para a caça à perdiz, quer no norte, em Trás-os-Montes, quer no Algarve, são já relativamente bem procurados por turistas que procuram aliar as férias ao desporto. O lugar predominante das carnes de caça na gastronomia regional é um argumento ainda maior, que ajuda a tornar a actividade cinegética um argumento importante para o turismo nacional.

São argumentos como estes que serão levados à Feria Cinegética por um total de 12 companhias ligadas ao sector. Na sua edição de 2014, o certame contou com 300 expositores e recebeu mais de 30,000 visitantes, o que mostra bem a sua dimensão e a excelente oportunidade de negócio e celebração de contactos que representa.

A importância da criação de perdizes

Apesar do país reunir condições de excepção para a prática da caça, o cada vez mais destacado papel ambiental desta actividade tem assistido à multiplicação de espaços controlados e específicos para a sua realização. Em alguns habitats onde as populações são de menores dimensões, ou onde a repovoação é necessária, a criação de perdizes é verdadeiramente fulcral.

A criação de perdizes é no entanto uma actividade que requer condições específicas para a sua realização com sucesso, optimizando as estruturas ao dispor das aves e do seu ciclo reprodutivo. A perdiz-vermelha, espécie mais emblemática, reproduz-se durante entre Abril e Maio, tendo como particularidade a colocação de ovos em ninhos diferentes, ficando um a cargo do macho e o outro da fêmea.

Tipicamente, um ovo é colocado a cada 16 horas, até 10-16 por ninho, demorando cerca de 23 dias a chocar. As gaiolas de arame são as que mais favorecem a colocação numerosa de ovos. As crias voam do ninho com dez dias e atingem o tamanho adulto em 2 meses, mas geralmente as proles mantêm-se juntas durante o primeiro inverno.

Na Inglaterra, onde a espécie foi introduzida a partir do século XVII, devido a números em declínio das populações locais a perdiz vermelha chama-se frequentemente de perdiz francesa (alectoris rufa) para a distinguir das espécies domésticas.

Existem no entanto três grandes subespécies deste tipo de perdiz:

A. r. Hispanica, que habita fundamentalmente o norte e o oeste de Espanha;

A. r. Intercedens, que habita a região sul;

A. r. Corsa, uma espécie que origina na Córsega 

A agricultura moderna é um dos principais adversários das populações de perdizes, já que tem contribuído – entre outros factores – para o declínio dos insectos ligados aos cereais, um alimento importante para estas aves. No entanto, a perdiz vermelha tem-se mostrado menos vulnerável que outras subespécies, uma vez que se alimentam principalmente de sementes, sendo os insectos mais importantes apenas nos primeiros tempos da vida das crias, ainda que estas consumam igualmente sementes, limitando o impacto da falta de insectos na sua capacidade de sobrevivência.

Ainda assim, com os números a caírem um pouco por toda a Europa, diversos países encetam esforços para a preservação das dimensões das populações. A criação de perdizes cujos principais núcleos populacionais se limitam a Portugal, Espanha e França, significam que mesmo nos países onde esta é uma espécie introduzida, a criação de perdizes é uma preocupação crescente.

Assistimos no entanto a uma mudança de paradigma, com sustentabilidade a tornar-se um conceito central na criação de perdizes cujos objectivos mudam das libertações anuais, para a criação de verdadeiras populações sustentáveis ao longo do tempo.

Repovoamento de perdizes: os motivos do insucesso

Porque falha o repovoamento de perdizes

O repovoamento de perdizes é um conceito de popularidade crescente, à medida que os números desta ave popular decrescem um pouco por toda a Europa. Os factores que levaram a esta situação são diversos, mas as batidas à perdiz não serão o principal motivo. Pelo contrário, a agricultura moderna e a eficaz luta contra pragas e insectos têm contribuído grandemente para a perda dos habitats, por um lado, e dos insectos dos quais estas aves se alimentam durante os primeiros tempos de vida das crias.repovoamento de perdizes 

Numa tentativa de inverter a situação, todos os anos são levadas a cabo acções de repovoamento de perdizes, soltando vários milhões de aves, mas nem sempre com sucesso, como é discutido em diversos artigos científicos da especialidade, nomeadamente na British Poultry Science.

Independentemente das actividades cinegéticas junto destas aves soltas no meio, o seu sucesso reprodutivo é baixo e as aves tendem a mostrar incapacidade para sobreviver no terreno. Com 49% das mortes atribuídas a predadores, e 36% atribuídas a canídeos diversos, o isolamento de predadores foi identificado como a principal causa para a ineficácia destas aves no ambiente selvagem. A caça acaba por ser responsável por pouco mais de 10% das perdas populacionais.

Em muitos processos de criação intensiva de aves, as crias são mantidas longe dos progenitores nas primeiras semanas, e em condições de estrita protecção contra predadores. Em tais circunstâncias, não adquirem correctos comportamentos de evitamento de predadores, como por exemplo os chamados de alarme emitidos pelos adultos.

Complementarmente, quando as zonas de repovoamento de perdizes não passam por um controlo dos predadores perto das zonas de libertação de aves, o número de fêmeas que sobrevivem o tempo suficiente para se reproduzirem é insuficiente, com a agravante de que vários estudos no terreno indicam que poucas fêmeas libertadas geram prole durante a primeira época de reprodução.

Estratégias de sucesso na manutenção de populações de perdizes

Fica então patente que a criação de perdizes em cativeiro e a sua libertação em massa não são suficientes para repovoar dada zona. Como muitas instâncias de repovoamento de perdizes se fazem com intenção de apoiar actividades cinegéticas, o destino final das aves é maioritariamente desconhecido, levando a diversos casos em que os repovoamentos têm de ser feitos anualmente, com o mesmo grau de insucesso, e com custos elevados.

Garantir a sobrevivência e manutenção de populações significativas de perdizes no meio natural passa por isso pela adopção de estratégias que aumentem drasticamente a taxa de sobrevivência de fêmeas durante o primeiro ano, pelo menos até à segunda época de acasalamento.

Este objectivo só pode ser conseguido através da adopção de estratégias que modelem o comportamento das aves antes da libertação e assegurem condições melhoradas de sobrevivência após a sua introdução no meio selvagem.

Em resposta a estas necessidades, os melhores produtores de animais para repovoamento desenvolveram estratégias altamente eficazes de treino dos animais antes da sua libertação, confrontando-os em condições controladas com situações de perigo simulado e favorecendo o desenvolvimento de estratégias eficazes de sobrevivência, através da imitação dos comportamentos adultos.

Paralelamente é fundamental estudar adequadamente as zonas de repovoamento de perdizes para identificar correctamente a proveniência dos potenciais predadores, e assim proceder à libertação das aves em áreas mais abrigadas e de menor perigo.

Outras medidas de melhoria do habitat podem ou devem ser igualmente colocadas em prática no terreno, passando pelo fornecimento de abrigos, zonas de alimentação suplementar e bebedouros, além de manutenção das sebes e arbustos. 

Se procura garantir sucesso no repovoamento de perdizes ou coelhos bravos no seus terrenos para a prática cinegética com sustentabilidade a longo prazo, existe efectivamente um amplo conjunto de estratégias que necessita desenvolver. Para o efeito, pode encontrar um produtor que proceda a consultoria no terreno e tenha implementado um protocolo para aumentar a capacidade de sobrevivência dos animais após a sua libertação. Só desse modo poderá manter um ecossistema eficaz e evitar o incómodo de libertações anuais, e os seus custos onerosos. 

Criação de perdizes: em defesa dos recursos naturais

A criação de perdizes e a conservação natural

criação de perdizesO desporto de caça, em tempos amplamente desligado dos ecossistemas em que se dava, mudou profundamente de paradigma e é hoje um pilar fundamental da conservação da vida selvagem e protecção do meio ambiente. A criação de perdizes vermelhas, levada a cabo na Quinta dos Penedinhos, é por isso uma actividade central à aliança entre os caçadores mais exigentes e a protecção dos ecossistemas em que actuam.

O desenvolvimento urbano e a exploração dos recursos naturais também ameaça os habitats das diversas espécies de aves, um pouco por todo o mundo: o U. S. Geological Survey estima que nos próximos 60 anos, as perdizes percam cerca de 30% dos seus territórios de reprodução.

Em tempos passados, o excesso de caça também chegou a ameaçar as perdizes em alguns países, incluindo na Inglaterra, tornando as empresas de criação de espécies de caça uma parte integrante no esforço de preservação dos recursos naturais. Sem este tipo de actividade, muitas espécies teriam dificuldades acrescidas em manter o seu número.

Tratam-se de animais relativamente vulneráveis, que se caracterizam por uma elevada taxa de insucesso na reprodução. Tal deve-se às características dos seus ninhos rasteiros e abertos, altamente vulneráveis a outros predadores e aos longos períodos de incubação dos ovos. A criação de perdizes e outras aves de caça assume por isso um papel fulcral na manutenção dos números de aves, oferecendo aos desportistas uma prática regulada e em equilíbrio com a protecção dos terrenos e comunidades animais locais.

Na Quinta dos Penedinhos, a criação de perdizes passa por diversas fases, incluindo um estágio em parques de voo de 140 metros de comprimento, onde as aves encontram as condições ideais para aumentarem as suas capacidades, tornando-se aves altamente competitivas e de características superiores.

Saiba mais sobre a perdiz vermelha

quinta dos penedinhos - criação de perdizesA criação de perdizes em Portugal centra-se numa das espécies mais procuradas pelos caçadores nacionais, a perdiz vermelha, também chamada de “perdiz francesa”, ou perdiz de patas vermelhas. Efectivamente, em pleno século XVII, com as reservas de perdizes indígenas em queda, esta espécie foi introduzida em Inglaterra, daí o seu nome, para a distinguir das inglesas, de características bastante diferentes.

A perdiz vermelha é uma ave de plumagem bela e das espécies mais exigentes para os caçadores, uma vez que, apesar do seu porte médio, a sua camuflagem é extremamente eficaz entre a vegetação onde habitam. São facilmente identificáveis pelo dorso de cor castanha uniforme, e pela cabeça pontuada pela risca branca sobre a risca preta que cobre os olhos.

O queixo é branco e possui um colar negro que se divide em estrias negras na zona do peito, enquanto os flancos são pontuados por penas em listas castanhas, pretas e brancas. Como o nome indica, o bico, as patas e as pálpebras são de  cor vermelha.

Folhagem, raízes e sementes diversas, são a sua principal dieta, embora durante a alimentação das crias consumam frequentemente insectos. Por isso os seus locais predilectos para nidificação são as zonas de terra arável, principalmente aqueles terrenos em utilização, as charnecas e as sebes, mas a maior particularidade destas perdizes é que é frequente a fêmea construir dois ninhos, colocando ovos em ambos.

Um dos ninhos fica ao cuidado do macho, enquanto o outro fica ao cargo da fêmea. Trata-se de uma característica que surge em resposta à já mencionada alta taxa de insucesso na nidificação deste tipo de aves, mas que não é isenta de riscos, uma vez que o primeiro ninho fica geralmente sem vigilância durante a construção do segundo. Os seus ovos são igualmente fáceis de descobrir, uma vez que os progenitores não procuram camuflá-los.

Uma vez as crias eclodidas dos ovos, caracterizam-se por serem nidífugas ou precociais. Ou seja, nascem já com um amplo grau de independência, com plumagem, e são capazes de abandonar o ninho muito cedo após o nascimento. As ninhadas permanecem no entanto juntas até à próxima época de acasalamento.

Com os seus habitats ameaçados e a sua sobrevivência desafiada por outras espécies, a criação de perdizes é cada vez mais uma actividade feita em benefício do ambiente e dos desportistas mais conscientes do seu papel na manutenção dos recursos animais nacionais.

Perdizes para caçada de salto usam menos as asas

A caçada de salto é um dos métodos mais utilizados para a caça à perdiz. Normalmente, neste tipo de caça, os caçadores deslocam-se para procurar ou capturar exemplares de espécies cinegéticas levantadas pelo próprio, com recurso ou não a cães de caça. A perdiz é uma das espécies passíveis de ser capturada com recurso a este método. Além da perdiz, é ainda possível caçar de salto o coelho-bravo, a codorniz, a galinhola, a narceja e o pato. É por isso que as perdizes para caçadas de salto são tão populares.

Entre outras particularidades das caçadas de salto de perdizes está o facto de apenas poder ser praticada por grupos até dois caçadores e um secretário e até dois cães de caça. Quando este tipo de caça é aplicado à codorniz, torna-se obrigatório o uso de um cão-de-parar.

As caçadas de salto de perdizes apenas podem ser praticadas por grupos de até dois caçadores e até dois cães de caça

perdizes para caçadas de saltoNo entanto, a perdiz tem sofrido consequências do fenómeno da evolução natural, segundo o blog «Alcoutim Livre». Alguns especialistas defendem que este animal pode vir a ser um novo tipo de «galinha», uma vez que dispensa, quase na totalidade, a utilização das asas.

Aliás, mal saem do ovo, as perdizes recorrem às patas para correr a uma grande velocidade. Este factor pode ser um aliciante extra no que toca às perdizes para caçadas de salto.

Ora, diz a ciência que uma espécie, quando deixa de utilizar um órgão, ao longo de muitos séculos, esse órgão atrofia. Por outro lado, a utilização intensa de outro órgão, provoca o seu desenvolvimento.

A perdiz pode ser um bom exemplo deste fenómeno, pois deixou de utilizar as asas e passou a usar intensamente as patas. E isto está a tornar a perdiz sedentária, até porque o animal já faz o ninho e até choca os ovos em covas pequenas que abre no chão.

A perdiz recorre cada vez menos às asas para se deslocar, o que está a tornar o animal mais vulnerável

Nos tempos mais recentes, a perdiz apenas recorre às asas para transpor vales ou estradas em planos menos elevados, e normalmente para se defender, fugindo. E isso faz com que, quando abre a época de caça, as perdizes quase não saibam voar. Ao fugir dos caçadores, nomeadamente no que se refere às perdizes para caçadas de salto, a perdiz empreende um voo rápido e eficaz, cansando-se bastante, no entanto. Bastam três ou quatro voos a fugir de caçadores a passo para a perdiz se cansar e deixar apanhar à mão. Ao não utilizar as asas, a perdiz torna-se mais vulnerável.

Para mais informações sobre perdizes para caçadas de salto, contacte um assistente da Quinta dos Penedinhos

Repovoamento com Perdiz Vermelha: Um Caso de Sucesso!

Repovoamento de Zonas de Caça – Perdiz Vermelha (caça menor)

Descrevemos a seguir uma acção de repovoamento de Perdiz Vermelha realizada com êxito e que contou com o nosso apoio técnico.

O referido plano de repovoamento iniciou-se com uma visita do cliente à nossa exposição local de abrigos para efeitos de repovoamento.

perdiz vermelhaNesta visita mostrámos ao cliente diversas opções de abrigos, vantagens e desvantagens de uns e outros, por forma a que o cliente, considerando o habitat da propriedade a repovoar, estivesse em condições de decidir-se pelo abrigo mais adequado. Com efeito, o cliente acabou por decidir-se pela construção de abrigos rústicos vulgarmente designados por choças.

Junto aos referidos abrigos foram colocados bebedouros e comedouros à imagem dos que utilizamos no nosso centro cinegético nos pré-parques e nos parques de voo, para assegurar que as perdizes objecto do repovoamento não estranham os mesmos, contribuindo, assim, para a sua mais fácil adaptação ao meio.

Também a alimentação disponibilizada nos comedouros é composta basicamente por cereais, uma vez que as nossas perdizes já vêm, desde os pré-parques, habituadas a eles.

Relativamente à existência e intensidade de predadores, refira-se que a propriedade em questão se encontra vedada, sendo invadida, frequentemente, única e exclusivamente por gatos vadios, habituados a caçar de emboscada, com sucesso, todo o tipo de aves: pombos-torcazes, rolas, perdizes, etc.

perdiz vermelha - repovoamentoEm face destas circunstâncias e depois de uma descrição do referido habitat feita pelo cliente, as nossas recomendações, em matéria de localização dos referidos abrigos, foram no sentido de construí-los em zonas elevadas, limpas de mato e afastadas o mais possível dos limites da propriedade. Recomendações essas que foram, desde logo, aceites pelo cliente.

Depois de concluídos os trabalhos de construção dos referidos abrigos e a limpeza das zonas circundantes dos mesmos, procedemos à colocação das perdizes no campo em caixas desenvolvidas por nós para o efeito.

As perdizes comportaram-se como estávamos à espera: não se espantaram, adaptaram-se e fixaram-se muito bem ao meio envolvente. 

E por lá continuam a desfrutar do seu novo habitat, em plena liberdade e comunhão com a natureza, para gáudio dos homens que as avistam de vez em quando, e que as ouvem cantar…

Eis um exemplo emblemático de uma acção bem sucedida de repovoamento de Perdiz Vermelha, realizada com o nosso apoio técnico.

Saiba mais sobre repovoamento de zonas de caça e sobre perdiz vermelha, e visite-nos em www.quintadospenedinhos.com

Coelhos bravos: espécie cinegética por excelência

Distribuídos por toda a Europa, os coelhos bravos, com a designação científica de Oryctolagus Cuniculus, encontram-se espalhados por todo o País. São das espécies cinegéticas mais apreciadas e podem pesar entre 1,2 e 2,5 kg. Os machos adultos têm cabeças mais largas e achatadas do que as fêmeas, mas, em contrapartida, possuem bochechas maiores.

coelhos bravosCaracterísticas físicas dos coelhos bravos

No entanto, para diferenciar correctamente os coelhos bravos machos das fêmeas só mesmo com recurso a observação dos genitais. Os coelhos bravos mudam o pelo entre Setembro e Outubro e têm orelhas de ponta castanha, mais curtas do que o crânio. A parte superior da cauda é castanho-escura e branca por baixo, ficando visível quando o coelho bravo foge.

Os coelhos bravos são animais sedentários, sendo que os machos têm domínios de maior extensão do que as fêmeas. Por regra, os coelhos bravos deslocam-se entre 150 e 400 metros para se alimentarem. O pico da fecundidade para esta espécie é entre Abril e Junho e as crias costumam nascer nos meses de Dezembro a Julho.

Rituais de reprodução dos coelhos bravos

Os coelhos bravos têm, em média, três a cinco ninhadas por ano, sendo que, cada ninhada tem entre 3 e 5 crias. As crias de coelho bravo nascem cegas e sem pelo, abrindo os olhos apenas aos 10 dias de idade. Os indícios da presença de coelhos bravos são os excrementos, em forma de ervilha, pegadas, tocas e trilhos que utilizam regularmente.

Os coelhos bravos habitam em solos cobertos de urze, prados e campos abertos, matagais, bosques e orlas dos terrenos agrícolas. Alimentam-se de folhas de culturas agrícolas, como as couves, rebentos de árvores, legumes e videiras, assim como silvas e cascas de arbustos. Além disso, os coelhos bravos têm uma particularidade: como não conseguem assimilar totalmente os alimentos, ingerem os próprios excrementos, ricos em vitaminas e aminoácidos.

Os coelhos bravos são animais, por norma, nocturnos, mas que mantêm actividade diurna, se o ser humano não interferir. Tipicamente, formam casais quando há baixa densidade, mas quando o número aumenta, os coelhos bravos criam colónias que podem ter até 20 adultos.

Saiba mais sobre coelhos bravos para caça em www.quintadospenedinhos.com