Caça à perdiz: tradição nacional ou internacional?

A caça à perdiz é uma tradição com bastante impacto na Península Ibérica. Os nossos vizinhos ibéricos, tal como nós, contam com bastantes aficionados da caça à perdiz, pelo que o potencial económico desta actividade é bastante significativo nos dois países. As raízes da caça à perdiz perdem-se no tempo. Remontam ao início da Idade Média e ao Feudalismo, que definia a propriedade das terras.

Caça à perdiz na época do Feudalismo

caça à perdizNesta época, o senhor feudal era dono de tudo o que fazia parte das suas terras, incluindo os animais, as colheitas, o gado e, claro, a caça. A caça grossa – veados, gamos, javalis, etc. – era destinada unicamente ao rei e ao senhor feudal, assim como aos seus convidados. Além de ser a principal fonte de abastecimento de carne do respectivo castelo, a caça servia de treino para os cavaleiros, tendo em conta as batalhas em que participavam. Já a caça menor era destinada aos chamados couteiros – os guardas da terra e da caça, pajens e outro pessoal hierarquicamente inferior. Aqui, incluía-se, naturalmente, a caça à perdiz. No século XVIII, a caça continua a ser propriedade do dono da terra, no entanto, existe alguma permissividade em relação à caça menor, incluindo a caça à perdiz, sendo autorizada a sua captura pelas classes mais baixas, pois havia muita fome e quem só tivesse essa forma de se alimentar. Eram os primórdios da democratização da caça à perdiz.

A caça à perdiz na actualidade

Nos dias de hoje, e na sequência de uma tradição paralela em Portugal e Espanha no que toca à caça à perdizes, voltamos a ter caça maior em áreas fechadas e abertas, devido ao investimento efectuado e também às políticas agrícolas implementadas tanto em Portugal como em Espanha. Trata-se de um processo que teve início com um grupo de caçadores portugueses com influência nos meios políticos e sociais da década de 1980, tendo-se expandido para promover a restauração dos recursos cinegéticos há muito julgados perdidos. Apesar de haver ainda portugueses que se deslocam a Espanha para a caça à perdiz, são cada vez mais os espanhóis que se deslocam a Portugal para usufruir da nossa caça.

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Caça: um desporto ou algo mais do que isso?

Caça: raízes que se perdem no tempo

Muitas vezes, é difícil classificar a caça. Será um desporto ou mais do que isso? A verdade é que a caça tem raízes que se perdem no tempo. Começou como uma necessidade para a sobrevivência humana, nomeadamente para garantir alimento e agasalho, e hoje é uma actividade que contribui para a economia dos países. Considerada uma actividade de recreio, a caça é, hoje, mais do que um desporto e tem uma função importante na preservação do meio-ambiente e das espécies cinegéticas. Em Portugal, a caça teve o mérito de promover o aproveitamento dos recursos bravios, particularmente no Alentejo, devido à sua riqueza cinegética. Trata-se de uma actividade desportiva, mas também muito mais do que isso; acompanhou as mudanças no país, marcando, inclusivamente, o panorama agrário nacional, nomeadamente no pós-25 de Abril.

História da caça em Portugal: o pós-25 de Abril

Em 1975, deu-se um acontecimento marcante para a evolução da caça: o fim das coutadas e a sua reconversão em terreno livre. Isso veio condicionar o paradigma da caça até aos nossos dias. Nesses tempos agitados, a caça era mal amada e entrava frequentemente em conflito com a agricultura e a reforma agrária. Mais de uma década depois, em 1986, deu-se a implementação de um novo modelo cinegético, que reavivou o espírito da coutada e possibilitou a expansão de uma política de caça mais intensiva, progressiva e moderna, par a par com a economia dos recursos naturais renováveis. Sempre em evolução, a caça, mais do que um desporto, é uma actividade inesquecível, com uma história longa e rica e que está ligada ao desenvolvimento da Sociedade e do Homem. Os benefícios que proporciona são hoje incontornáveis e pouco contestados. Para se praticar caça, é necessário alguns documentos, como a licença de caça, o recibo comprovativo da detenção de seguro de caça, o bilhete de identidade, cartão de cidadão ou passaporte e ainda, quando aplicável, a licença de uso e porte de arma, o livrete de manifesto, a declaração de empréstimo quando a arma não seja do próprio e a licença dos cães que acompanhem o caçador.

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Caça de perdizes e coelhos impulsiona economia

Os caçadores costumam defender que estar na natureza é uma óptima actividade para limpar a mente. caça de perdizes e coelhosUma vez na reserva, não há pressa, nem horários, nem tampouco prazos a cumprir. A natureza move-se ao seu próprio ritmo. A caça de perdizes e coelhos, por exemplo, proporciona uma oportunidade única para interagir com o mundo natural que, de outra forma, não seria possível. Esta é uma das razões pelas quais a caça de perdizes e coelhos é saudável.

Caça de perdizes e coelhos permite ligação com a natureza

Esta interacção constitui uma ligação espiritual única e profunda com a terra, a vida selvagem e o nosso planeta. Segundo alguns caçadores experimentados, a caça de perdizes e coelhos, além de ser uma paixão, permite ter tempo para pensar, relaxar e aliviar o stress, assim como fazer exercício e manter a forma. Interagir com a natureza e aprender mais sobre o meio ambiente, assim como apanhar ar fresco e fazer exercício são alguns dos motivos pelos quais a caça de perdizes e coelhos é saudável. A camaradagem da família, amigos ou colegas de caça nos grandes espaços ao ar livre são outros dos contributos para manter a saúde física e mental em bom estado.

Caça também beneficia a economia nacional

caça de perdizes e coelhosA caça de perdizes e coelhos é saudável também para a economia nacional, sobretudo porque é uma fonte de receita fiscal e para a conservação e gestão da natureza, contribuindo para promover um estilo de vida mais saudável. Apanhar ar fresco, estar em contacto com a natureza, andar quilómetros a fio e correr juntamente com os cães são tudo benefícios da caça de perdizes e coelhos. Uma actividade ancestral, que é considerada um desporto e tem milhares de aficionados em toda a Península Ibérica. A caça de perdizes e coelhos contribui ainda para o equilíbrio dos ecossistemas e para a preservação das espécies animais em todo o país, sobretudo as cinegéticas. E, para quem gosta de comer, a caça de perdizes e coelhos proporciona deliciosos pratos, que constituem um repasto bem agradável e um convívio saudável entre os companheiros de caça. Esses pratos fazem parte da tradição gastronómica do país.

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Produção de perdizes: em defesa da natureza

Caça permite sobrevivência da perdiz e outras espécies

Criação de PerdizA perdiz vermelha é, hoje, uma espécie abundante em Portugal, podendo ser caçada sustentadamente. Tudo graças à boa gestão dos meios e criação de perdizes. A criação ou produção de perdizes tem contribuído, ao longo dos últimos anos, para a preservação do habitat e da vida desta espécie. Sendo uma espécie cinegética em declínio acentuado nas últimas décadas, a perdiz vermelha tem conhecido, recentemente, um acréscimo do número de efectivos, havendo, inclusive, áreas onde é uma espécie abundante. A gestão correcta dos meios e habitats, nomeadamente a produção de perdizes, tem contribuído para a recuperação das populações em inúmeras áreas onde a gestão é feita de forma cuidada.

Produção de perdizes contribui para preservação da espécie

Com efeito, esta espécie pode, segundo diversos estudos efectuados em Portugal, continuar a ser caçada sustentadamente, mantendo a sua densidade populacional ou mesmo aumentando-a, desde que as capturas decorrentes da caça sejam compensadas por medidas de gestão adequadas. Recorde-se que a perdiz-vermelha é uma das espécies cinegéticas mais importantes da fauna portuguesa e sofreu um declínio acentuado no país devido à redução do seu habitat, fruto da desflorestação agrícola, e ainda pelo excesso de caça ou falta de gestão. Neste sentido, assumem particular importância a produção de perdizes, enquanto medida compensadora da perda originada pela caça, e a gestão correcta de suporte do meio.

Quinta dos Penedinhos é referência na produção de perdizes

A Quinta dos Penedinhos conta com um moderno centro cinegético para a criação ou produção de perdiz-vermelha, ocupando uma área total de cerca de 12 mil metros quadrados, com especial destaque para os 10 parques de voo (C 140 m x L 6,5 m x A 3 m) instalados numa propriedade com ca. de 10 mil metros quadrados. O centro cinegético da Quinta dos Penedinhos dispõe e disponibiliza excelentes condições para a produção de perdiz-vermelha, dotadas de uma elegância inconfundível e com uma grande capacidade de voo, capazes de satisfazer os caçadores mais exigentes. É uma das explorações de referência em Portugal e tem contribuído para o desenvolvimento da caça no país. Saiba mais sobre produção de perdizes em www.quintadospenedinhos.com

Normas de caça à perdiz: caçar, mas com regras

Censos de perdizes: norma obrigatória

normas de caça à perdizA caça à perdiz tem leis e normas, nomeadamente normas de conduta. Entre as várias obrigações das entidades gestoras das zonas de caça associativas e turísticas, figura o censo de perdizes. Estes censos devem ser anuais e para a sua realização dever-se-á proceder à realização de percursos fixos a pé, a cavalo ou com recurso a uma viatura, a velocidade constante. Nestes percursos, previamente seleccionados e medidos em extensão deverão efectuar-se contagens com registo dos locais. O censo de casais de perdizes deverá ser efectuado de Fevereiro a Março. Neste censo, contam-se os casais existentes em cada zona para determinar o potencial reprodutor efectivo dos indivíduos. Por seu turno, o censo de bandos, ocorre de Agosto a Setembro. Neste censo, conta-se o número total de perdizes. Estes censos são muito importantes porque vão permitir a determinação da quantidade de perdizes a abater e das jornadas de caça totais por ano para a espécie da perdiz.

Lei de bases geral da caça: normas de caça à perdiz

De acordo com a lei de bases geral da caça, no capítulo dedicado à caça à perdiz, a caça desta espécie só é permitida nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro. Ainda de acordo com o diploma que emana as normas para a caça à perdiz, a caça à perdiz-vermelha e ao faisão pode ser exercida de salto, de batida e de cetraria, sendo que a caça de batida só é autorizada em zonas de caça. Caça de salto é aquela em que o caçador se desloca para procurar, perseguir ou capturar exemplares de espécies cinegéticas que ele próprio levanta, com ou sem o auxílio de cães de caça. Na caça de batida, o caçador aguarda para capturar as espécies cinegéticas que lhe são levantadas por batedores, com ou sem cães de caça. Na caça de cetraria, por sua vez, o caçador utiliza aves de presa para capturar espécies cinegéticas, com ou sem auxílio de cães de caça. Estas aves de presa são adestradas propositadamente para esse efeito. É um dos tipos de caça mais populares em Portugal.

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O habitat da perdiz: sobreviver em Portugal

O habitat condiciona o número de perdizes

habitat da perdizA quantidade de perdizes existente depende sobretudo das condições do seu habitat. A perdiz gosta de zonas descobertas, pois permitem detectar a presença de predadores. É, por isso, comum encontrar bandos de perdizes em caminhos rurais ou aceiros. Outra das características do habitat que favorece a existência de perdizes é a existência de cursos de água, charcos e pequenas barragens, uma vez que são um auxílio precioso durante os meses quentes da primavera e do verão. A densidade populacional das perdizes em Portugal depende, por isso, das características do seu habitat, nomeadamente dos predadores existentes, da pressão cinegética e do clima. Os maiores predadores da perdiz são a raposa, o saca-rabos, o gato-bravo, o javali, algumas aves de rapina e os corvos, sobretudo no que toca a perdigotos.

Homem na origem da destruição do habitat da perdiz

O Homem pode ser igualmente uma das causas da redução drástica da densidade populacional das perdizes e até da sua extinção. Por vezes, alguns pastores e agricultores descuidados são responsáveis pela destruição de ninhos e pela morte de ninhadas inteiras de perdigotos, quer pela intromissão dos rebanhos de gado, quer pela actividade das máquinas agrícolas. Em todo o caso, a perdiz escolhe quase sempre as searas de trigo para fazer o ninho, encontrando aí bastantes alimento e abrigo. As populações de perdizes em Portugal estão a diminuir devido à diminuição do seu habitat natural, à pressão cinegética e a repovoamentos mal feitos. Nas zonas de caça, a população de perdizes parece, no entanto, estar a aumentar, fruto de algumas medidas de gestão implementadas com sucesso, nomeadamente uma gestão mais eficaz da pressão cinegética. Nos terrenos de caça livre, onde não há uma grande gestão cinegética, a perdiz praticamente desapareceu. A excelente qualidade dos animais – Coelho Bravo e Perdiz Vermelha – que criamos, fruto do trabalho desenvolvido e da experiência adquirida ao longo dos anos constituem, sem dúvida, poderosos argumentos para atestar a nossa condição de especialistas na área do Repovoamento in sito das referidas espécies. Contacte-nos já e conheça melhor o trabalho que fazemos e a sustentabilidade do nosso projecto. 

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Perdiz: características, história e habitat natural

Etimologia da perdiz

Nome comum de algumas espécies de aves galiformes da família Phasianidae, onde também se inclui o faisão, a perdiz é um animal praticamente inconfundível. É um dos animais mais populares da caça em Portugal. Abunda em toda a Península Ibérica e é caçada há vários séculos por portugueses e espanhóis.

Espécies e características

Existem diversas espécies, sendo algumas das mais comuns a perdiz-cinzenta e a perdiz-vermelha. Com uma plumagem composta por tons de cinzento, preto, branco e ruivo, a perdiz-vermelha tem a garganta branca orlada de negro, o ventre ruivo, o bico e as patas vermelhas. As perdizes mais jovens são, no entanto, acastanhadas. Esta espécie é relativamente abundante em todo o território nacional, à excepção de algumas regiões do litoral. Este animal opta por habitats abertos e esparsamente arborizados e evita as zonas urbanizadas. A perdiz-vermelha pode ser observada em Portugal durante todo o ano.

A caça à perdiz

perdiz vermelhaA tradição da caça de batida à perdiz remonta há séculos, mas começou a tornar-se verdadeiramente popular a partir de finais do século XIX, com o rei D. Carlos I, grande aficionado deste desporto. Apaixonado pela batida de perdiz, o rei gostava de utilizar balas em vez de cartuchos, conseguindo todavia abater um grande número de perdizes, o que tornava a caça ainda mais do seu agrado. Até esta altura, os caçadores eram apenas membros das famílias mais importantes do reino, nomeadamente a família real, ou seja, a caça era uma actividade exclusiva dos aristocratas proprietários de terras e dos seus amigos. Posteriormente, a caça à perdiz de batida começou a ser praticada pelos caçadores em geral, sendo, actualmente, um dos desportos mais aficionados, tanto em Portugal, como em Espanha. Devido à sua beleza e bravura, é uma das espécies cinegéticas mais apreciadas pelos caçadores ibéricos. A época de caça à perdiz-vermelha tem início no princípio de Outubro e termina no princípio de Dezembro. Nesta altura, milhares de caçadores de todo o país participam em iniciativas de caça à perdiz-vermelha que têm lugar nas reservas de caça espalhadas pelas várias regiões portuguesas e espanholas.

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Perdizes Vermelhas livres de gripe aviária

As perdizes vermelhas criadas na Quinta dos Penedinhos estão livres da gripe aviária.

perdizes vermelhasA comprová-lo estão os resultados das análises decorrentes da visita dos técnicos da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) à exploração, no passado dia 3 de Setembro. Segundo comunicado da DGAV, remetido recentemente à direcção da exploração e acompanhado pelos respectivos documentos técnicos comprovativos, «as perdizes da Quinta dos Penedinhos estão negativas à Gripe Aviaria». Os técnicos da DGAV visitaram a Quinta dos Penedinhos no passado dia 3, para efeitos de recolha de amostras do efectivo de reprodutores da exploração, com vista ao despiste da gripe aviária.

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Perdiz-Vermelha em destaque na revista «Caça & Cães de Caça»

A Quinta dos Penedinhos está em destaque na edição de Setembro da prestigiada revista «Caça e Cães de Caça».

Num artigo de duas páginas, aquela publicação realça o rigor, o controlo e as excelentes condições proporcionadas pela Quinta dos Penedinhos no processo de criação de perdiz-vermelha. Destacando igualmente os parques de voo e as salas de criação de perdiz-vermelha da exploração, a «Caça & Cães de Caça» nomeia ainda o aconselhamento fornecido pelos profissionais da Quinta dos Penedinhos aos seus clientes acerca do repovoamento. Veja a reportagem na íntegra AQUI:

perdiz-vermelha

 

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Repovoamento de Zonas de Caça com Perdiz Vermelha

A Quinta dos Penedinhos, Lda. tem recebido inúmeros pedidos de aconselhamento de membros recém-eleitos para a presidência da direcção de zonas de caça de norte a sul do país sobre as acções a tomar para a realização de um repovoamento eficaz de perdiz vermelha. Naturalmente que nesta matéria, como em tantas outras, não existe uma verdade absoluta. Todavia, a experiência adquirida ao longo do tempo, bem como o sucesso obtido nos repovoamentos já realizados, leva-nos a admitir que o nosso sistema de repovoamento de perdiz vermelha é acertado. Com o objectivo de ajudar os amantes da caça em geral e, em especial, da perdiz vermelha, nomeadamente todos aqueles que nos têm levantado questões àcerca do repovoamento desta espécie cinegética, aqui ficam as nossas recomendações, vídeos e fotografias.

Apoio Técnico

No âmbito da actividade de repovoamento das zonas de caça com perdiz vermelha a nossa sociedade presta o apoio técnico caracterizado por:

Abrigo Premium

Abrigo Premium

a)      Ajuda na escolha dos melhores locais (santuários) para a colocação dos abrigos; b)      Auxílio na caracterização e protecção dos abrigos; c)       Ajuda na caracterização dos bebedouros e comedouros; d)      Apoio em:
Abrigo Rústico

Abrigo Rústico

  • na definição das culturas a fazer;
  • nos procedimentos de limpeza do terreno em redor dos abrigos;
  • nos procedimentos de controlo da qualidade da água das charcas e das barragens;
  • na definição da natureza da alimentação a disponibilizar às perdizes;
  • na definição de um plano de tratamento profiláctico das perdizes;
  • Outros a definir caso a caso.

e)      Recomendação da idade mais adequada das perdizes para o efeito desejado.

Abrigo Elementar

Abrigo Elementar

Relativamente aos abrigos, remetemos os interessados para os vídeos que realizámos por ocasião da inauguração da nossa 1ª Exposição de Abrigos de Repovoamento de Perdiz Vermelha que teve lugar no passado dia 27-07-2013. No que diz respeito aos comedouros – os que aparecem nos vídeos acima referidos – queremos chamar a atenção dos interessados para o facto de utilizarmos os mesmos, entre outros, desde os pré-parques até aos parques de voo. Desta maneira garantimos a adaptação das nossas perdizes aos comedouros que igualmente recomendamos sejam utilizados nos repovoamentos.

Chamamos a atenção dos interessados para a importância da colocação de bebedouros junto aos abrigos, independentemente da existência de charcas ou barragens nas proximidades, até pela simples razão de os mesmos poderem ser utilizados, desde logo, na profilaxia das perdizes recém-introduzidas. Em relação aos outros temas abrangidos pelo nosso apoio técnico queremos sublinhar um aspecto muitas vezes esquecido nas acções de repovoamento: o controlo da qualidade da água das charcas e das barragens; no sentido de garantir o respectivo teor de pureza aceitável para as perdizes. Por último, gostaríamos de tecer algumas considerações a propósito da idade adequada das perdizes para repovoamento. A determinação da idade mais adequada das perdizes para repovoamento depende de um vasto conjunto de factores, mas de uma maneira geral podemos dizer que quanto mais adversas (muitos predadores aéreos e terrestres, muito mato cerrado, poucas culturas de cereais, reduzido número de charcas e barragens, etc.) e, por isso mais exigentes, forem as condições ambientais do repovoamento, deve optar-se pela introdução de perdizes mais adultas. As perdizes mais adultas, possuindo uma maior compleição física e capacidade de voo, estarão menos expostas aos predadores e conseguirão superar com maior facilidade as condições mais adversas de alimentação e água existentes. Pelo contrário, quanto mais favoráveis (poucos predadores, pouco mato, variadas culturas de cereais, grande número de charcas e barragens, etc.) forem as condições ambientais do repovoamento, poderá optar-se pela introdução de perdizes mais jovens. As perdizes mais jovens, não tendo tanto treino de voo como as mais adultas, e possuindo uma compleição física mais reduzida, estarão mais expostas aos predadores e exigirão, por outro lado, uma maior disponibilidade de alimentação mais rica em proteínas e vitaminas, uma vez que são aves numa fase mais atrasada de crescimento. Estas é de uma forma sumária a nossa visão para o sucesso da actividade do repovoamento com perdiz vermelha. Não pretendemos que seja a última palavra sobre o tema. Antes desejamos que a mesma seja apenas mais uma achega na busca da melhor solução para os amantes da natureza, da caça e da perdiz vermelha.