Repovoamento de Zonas de Caça com Perdiz Vermelha

A Quinta dos Penedinhos, Lda. tem recebido inúmeros pedidos de aconselhamento de membros recém-eleitos para a presidência da direcção de zonas de caça de norte a sul do país sobre as acções a tomar para a realização de um repovoamento eficaz de perdiz vermelha. Naturalmente que nesta matéria, como em tantas outras, não existe uma verdade absoluta. Todavia, a experiência adquirida ao longo do tempo, bem como o sucesso obtido nos repovoamentos já realizados, leva-nos a admitir que o nosso sistema de repovoamento de perdiz vermelha é acertado. Com o objectivo de ajudar os amantes da caça em geral e, em especial, da perdiz vermelha, nomeadamente todos aqueles que nos têm levantado questões àcerca do repovoamento desta espécie cinegética, aqui ficam as nossas recomendações, vídeos e fotografias.

Apoio Técnico

No âmbito da actividade de repovoamento das zonas de caça com perdiz vermelha a nossa sociedade presta o apoio técnico caracterizado por:

Abrigo Premium

Abrigo Premium

a)      Ajuda na escolha dos melhores locais (santuários) para a colocação dos abrigos; b)      Auxílio na caracterização e protecção dos abrigos; c)       Ajuda na caracterização dos bebedouros e comedouros; d)      Apoio em:
Abrigo Rústico

Abrigo Rústico

  • na definição das culturas a fazer;
  • nos procedimentos de limpeza do terreno em redor dos abrigos;
  • nos procedimentos de controlo da qualidade da água das charcas e das barragens;
  • na definição da natureza da alimentação a disponibilizar às perdizes;
  • na definição de um plano de tratamento profiláctico das perdizes;
  • Outros a definir caso a caso.

e)      Recomendação da idade mais adequada das perdizes para o efeito desejado.

Abrigo Elementar

Abrigo Elementar

Relativamente aos abrigos, remetemos os interessados para os vídeos que realizámos por ocasião da inauguração da nossa 1ª Exposição de Abrigos de Repovoamento de Perdiz Vermelha que teve lugar no passado dia 27-07-2013. No que diz respeito aos comedouros – os que aparecem nos vídeos acima referidos – queremos chamar a atenção dos interessados para o facto de utilizarmos os mesmos, entre outros, desde os pré-parques até aos parques de voo. Desta maneira garantimos a adaptação das nossas perdizes aos comedouros que igualmente recomendamos sejam utilizados nos repovoamentos.

Chamamos a atenção dos interessados para a importância da colocação de bebedouros junto aos abrigos, independentemente da existência de charcas ou barragens nas proximidades, até pela simples razão de os mesmos poderem ser utilizados, desde logo, na profilaxia das perdizes recém-introduzidas. Em relação aos outros temas abrangidos pelo nosso apoio técnico queremos sublinhar um aspecto muitas vezes esquecido nas acções de repovoamento: o controlo da qualidade da água das charcas e das barragens; no sentido de garantir o respectivo teor de pureza aceitável para as perdizes. Por último, gostaríamos de tecer algumas considerações a propósito da idade adequada das perdizes para repovoamento. A determinação da idade mais adequada das perdizes para repovoamento depende de um vasto conjunto de factores, mas de uma maneira geral podemos dizer que quanto mais adversas (muitos predadores aéreos e terrestres, muito mato cerrado, poucas culturas de cereais, reduzido número de charcas e barragens, etc.) e, por isso mais exigentes, forem as condições ambientais do repovoamento, deve optar-se pela introdução de perdizes mais adultas. As perdizes mais adultas, possuindo uma maior compleição física e capacidade de voo, estarão menos expostas aos predadores e conseguirão superar com maior facilidade as condições mais adversas de alimentação e água existentes. Pelo contrário, quanto mais favoráveis (poucos predadores, pouco mato, variadas culturas de cereais, grande número de charcas e barragens, etc.) forem as condições ambientais do repovoamento, poderá optar-se pela introdução de perdizes mais jovens. As perdizes mais jovens, não tendo tanto treino de voo como as mais adultas, e possuindo uma compleição física mais reduzida, estarão mais expostas aos predadores e exigirão, por outro lado, uma maior disponibilidade de alimentação mais rica em proteínas e vitaminas, uma vez que são aves numa fase mais atrasada de crescimento. Estas é de uma forma sumária a nossa visão para o sucesso da actividade do repovoamento com perdiz vermelha. Não pretendemos que seja a última palavra sobre o tema. Antes desejamos que a mesma seja apenas mais uma achega na busca da melhor solução para os amantes da natureza, da caça e da perdiz vermelha.