Cunicultura: a criação de coelhos tem ciência?

“Procriar como coelhos” é uma expressão corrente que resume a rentabilidade da criação de coelhos. De facto, estes animais têm ninhadas numerosas, atingem rapidamente a maturidade sexual, ocupam pouco espaço físico, alimentam-se de alimentos leguminosos ou gramíneos e a sua criação pode resultar em diversos propósitos: para a obtenção da sua carne, para a extracção da pele ou simplesmente tendo-os como animais de estimação. Desta forma, os custos da criação de coelhos são bastante reduzidos, quando comparados ao eventual lucro da actividade, o que os torna animais facilmente comercializáveis no mercado. criação de coelhos

No entanto, por mais simples que pareça este tipo de criação, existe uma ciência por trás da manutenção de coelhos. O nome da actividade é mesmo sugestivo desse teor científico: cunicultura é como se chama. Por outro lado, a cunicultura pode também nomear a criação para a protecção das espécies de coelhos, como é o caso das reservas ecológicas.

Como todas as ciências, a cunicultura envolve de igual forma uma dimensão ética a ter em conta.

 

Criação de coelhos: rentabilidade vs. protecção

Ainda que o lucro obtido através da criação de coelhos seja elevado e a sua carne continue a ser muito apreciada, os últimos anos têm trazido novas regulamentações acerca da sua prática. Assim, várias entidades têm tentado chegar a um consenso no que toca à preservação da espécie no contexto da fauna nacional.

Equilibrando a proveitosa rentabilidade da cunicultura dirigida ao mercado, a par da caça, com a protecção ambiental e preservação dos habitats, as zonas protegidas por regras exigentes permitem que todas as alternativas sejam contempladas. O equilíbrio entre negócio e preocupação ambiental e da preservação dos habitats é realizado em quintas, herdades e outras áreas vedadas.

Além disso, tal como o que acontece com todas as fontes de obtenção de carne, devem ser seguidas de perto regras que tenham como objectivo zelar pelos padrões de qualidade e higiene exigidos pelo mercado e mesmo pelos consumidores. Por isso, a criação de coelhos biológica em liberdade e em espaços vastos é a mais apreciada por se guiar pelos mais elevados padrões.

Toda a informação sobre o que é exigido da prática da cunicultura encontra-se resumida em manuais governamentais e privados. Em Portugal, existe mesmo a ASPOC – Associação Portuguesa de Cunicultura, em cujo site é possível descarregar documentos relativos ao enquadramento da actividade.

 

Sustentabilidade da cunicultura

De modo a evitar a extinção ou a exploração indevida das espécies, existem em Portugal quotas de criação de animais. O repovoamento e a renovação animal é uma preocupação que tem trazido preocupações de ordem ecológica para todos os sectores da pecuária, incluindo a criação de coelhos, uma actividade bastante representantiva na exportação de produtos portugueses.

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