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O Mosaico Estratégico dos 5 A’s: O modelo da Quinta dos Penedinhos para um repovoamentos de sucesso

Repovoar uma zona de caça com coelho bravo não é soltar os animais e esperar que a natureza faça o seu trabalho. É um processo com variáveis concretas, cada uma delas capaz de comprometer o resultado final se for ignorada. A Quinta dos Penedinhos formalizou essa experiência num modelo próprio, testado em mais de uma década de repovoamentos: o Mosaico Estratégico dos 5 A’s.

Resumo rápido do artigo:

  • O Mosaico Estratégico dos 5 A’s é o modelo da Quinta dos Penedinhos para orientar repovoamentos de coelho bravo
  • Os cinco fatores críticos são: Água, Alimentos, Abrigos, Ausência de Perturbação e Animais
  • O modelo é estratégico, pensado a médio e longo prazo (3 a 5 anos), não como solução de curto prazo
  • O conceito de mosaico refere-se à disposição física do terreno: sementeiras em forma de ladrilhos, com mato nas juntas para abrigo
  • Água e alimento não devem estar a mais de 10 a 15 metros dos abrigos
  • O controlo de predadores é parte integrante do fator Ausência de Perturbação
  • O modelo está em permanente atualização com base na experiência de cada repovoamento

O que é o Mosaico Estratégico dos 5 A’s

Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos, descreve o modelo que a empresa desenvolveu ao longo dos anos:

“A Quinta dos Penedinhos desenvolveu um modelo próprio de repovoamento que apelidou de ‘Mosaico Estratégico dos 5 A’s’ para auxiliar a empresa em todas as ações de repovoamento, sejam elas com coelhos bravos ou com perdizes.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

O nome não é arbitrário. A palavra mosaico descreve a disposição física ideal do terreno a repovoar: sementeiras diversas em forma de ladrilhos, com mato nas juntas desses ladrilhos para servir de abrigo e corredor de fuga para os animais. A palavra estratégico define o horizonte temporal do modelo: não se trata de uma ação pontual, mas de um plano com objetivos definidos ao longo de 3 a 5 anos.

Nas palavras de Carlos Magro: a designação do modelo deve obrigar a pensar em termos estratégicos, a médio e longo prazo, e não como um plano tático de curto prazo.

Os cinco fatores do repovoamento do coelho bravo em detalhe

Água: quantidade, qualidade e proximidade

A água é o primeiro fator crítico. A Quinta dos Penedinhos é explícita quanto às exigências: disponível em quantidade e qualidade, acessível em vários pontos da propriedade.

Há um pormenor de distância que a experiência da Quinta tornou regra: os coelhos bravos, por norma, não se afastam muito dos seus abrigos. Por isso, a água não deve estar a mais de 10 a 15 metros das lousas. Um bebedouro mal posicionado, mesmo cheio, pode ser um bebedouro que os coelhos nunca usam.

Alimentos: fibra, variedade e proximidade

O aparelho digestivo do coelho bravo está preparado para fibras vegetais. A alimentação natural, com ervas, rebentos e plantas, é a base. Em contexto de repovoamento, a rede de comedouros deve ser posicionada estrategicamente, sempre próxima dos abrigos, dentro do raio de 10 a 15 metros já referido.

Carlos Magro alerta para a qualidade do que se coloca nos comedouros: devem ser evitados alimentos crus. A ração apropriada para a espécie e, sobretudo, feno seco são as opções recomendadas, em particular nos primeiros dias após a solta.

Abrigos: diversidade e proteção

Os abrigos são o elemento central do mosaico. O coelho bravo vive em lousas, construções subterrâneas ou semienterradas que lhe dão proteção contra predadores e temperaturas extremas. Em terreno preparado para repovoamento, os abrigos artificiais devem ser construídos em pontos estratégicos, com resistência a investidas de predadores tanto terrestres como aéreos.

A diversidade de abrigos é importante. O modelo prevê abrigos de natureza diversa, não apenas um tipo único. Quanto mais próximos estiverem da rede de alimentação e água, maior a probabilidade de utilização pelos animais.

Ausência de Perturbação: sossego com controlo de predadores

Este é o fator mais subestimado pelos gestores de zonas de caça sem experiência com coelho bravo. O sossego não é apenas ausência de ruído humano. Carlos Magro detalha o conceito:

“O sossego dos coelhos exigirá, necessariamente, um controlo prévio dos predadores, sejam eles terrestres ou aéreos. Devemos igualmente evitar as zonas de passagem de pessoas e viaturas e equipamentos agrícolas.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

O controlo de predadores deve ser feito antes da solta, em coordenação com o ICNF e no estrito cumprimento da lei. Não é uma medida reativa, é uma condição prévia. Um terreno com pressão elevada de predadores, mesmo com água, alimento e abrigos em ordem, tem resultados de repovoamento muito abaixo do esperado.

Animais: condição física, vacinação e idade

O último fator diz respeito aos próprios coelhos. A solta deve abranger exclusivamente animais em perfeitas condições físicas e sanitárias, com as vacinas contra a DHV e a mixomatose em dia. Animais com três meses ou mais, sexagem confirmada e reforço vacinal aplicado.

Como Carlos Magro sintetiza: a solta deve abranger exclusivamente coelhos bravos em perfeitas condições físicas e sanitárias, assim como com as vacinas contra a DHV e a Mixomatose em dia.

Um modelo vivo, não uma receita fechada

O Mosaico Estratégico dos 5 A’s não nasceu completo. Construiu-se por tentativa, erro e correção. Carlos Magro recorda dois casos concretos:

“Durante a construção de um ponto de solta, colocámos o bidão da água em cima de um sobreiro e ligámos ao bebedouro através dum tubo de borracha que enterrámos no chão. No dia seguinte, os javalis tinham desenterrado e rompido o tubo. Alterámos a passagem do tubo por cima do ponto de solta.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Noutro caso, a cobertura de um ponto de solta foi feita apenas com rede sombreadora. No dia seguinte, o peso dos predadores fez romper a rede e os coelhos tinham desaparecido. A solução foi reforçar a cobertura com o mesmo tipo de rede das laterais, apoiada por tábuas em cruz sobre postes verticais.

Estes exemplos ilustram a natureza do modelo: cada erro identificado no terreno é incorporado como melhoria para os repovoamentos seguintes.

Como aplicar o modelo na sua zona de caça

A aplicação do Mosaico Estratégico dos 5 A’s começa antes de qualquer solta. O primeiro passo é a análise do terreno: verificar a existência de pontos de água, avaliar a cobertura vegetal, identificar as zonas de maior pressão de predadores e definir os locais para construção dos pontos de solta.

Só depois de o terreno estar preparado é que a solta faz sentido. Um coelho largado num terreno sem as condições básicas, não fixa. Desloca-se em busca dessas condições e, nessa deslocação, fica exposto a todos os riscos que o repovoamento devia minimizar.

A Quinta dos Penedinhos presta consultoria para esta fase de preparação, em trabalho direto com as associações de caçadores e gestores de zonas de caça, para definir a estratégia mais adequada a cada terreno específico.

Se quer aplicar o Mosaico Estratégico dos 5 A’s na sua zona de caça e ter sucesso no repovoamento do coelho bravo, entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos.

Perguntas Frequentes sobre o repovoamento do coelho bravo

O que é o Mosaico Estratégico dos 5 A’s?

É o modelo de repovoamento desenvolvido pela Quinta dos Penedinhos com base em mais de dez anos de experiência. Identifica cinco fatores críticos de sucesso: Água, Alimentos, Abrigos, Ausência de Perturbação e Animais.

Por que se chama mosaico?

O termo descreve a disposição ideal do terreno: sementeiras diversas em forma de ladrilhos, com mato nas juntas para servir de abrigo e corredor de fuga para os coelhos.

A que distância devem estar a água e a comida dos abrigos?

A Quinta dos Penedinhos recomenda um máximo de 10 a 15 metros. Os coelhos bravos não se afastam muito dos abrigos, pelo que pontos de água e comedouros fora desse raio tendem a não ser utilizados.

O controlo de predadores faz parte do modelo?

Sim, é parte integrante do fator Ausência de Perturbação. Deve ser feito antes da solta, em coordenação com o ICNF e dentro da lei.

O modelo é aplicável a qualquer zona de caça?

Sim, com as adaptações necessárias a cada terreno. A Quinta dos Penedinhos presta consultoria para essa adaptação, com análise do terreno e definição dos pontos de solta.

Fontes e Revisão Editorial

Este artigo foi elaborado com base em entrevista direta a Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos. O Mosaico Estratégico dos 5 A’s é um modelo próprio da empresa, desenvolvido com base na experiência acumulada em repovoamentos de coelho bravo e perdiz vermelha desde 2010.

Entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos para consultoria de repovoamento adaptada à sua zona de caça.

Ciclo reprodutivo do coelho bravo: O que todo o gestor de zona de caça precisa saber

Gerir uma zona de caça com coelho bravo sem conhecer o seu ciclo reprodutivo é como semear sem conhecer as estações. O calendário do coelho dita quando repovoar, quando não perturbar e quando esperar resultados. Ignorá-lo é a razão mais frequente de repovoamentos que não fixam.

Resumo rápido do artigo

  • O ciclo reprodutivo do coelho bravo vai de outubro/novembro até maio/junho do ano seguinte
  • O pico de reprodução acontece em março e abril
  • O ciclo está diretamente ligado às condições climáticas, que determinam a disponibilidade de alimento
  • Anos de seca prolongada atrasam o início do ciclo e antecipam o seu fim, com redução da população
  • A janela ideal para repovoamento é o final do verão e o início do outono
  • Nessa altura, o calor intenso já passou e os animais têm tempo para se adaptar antes de entrar no ciclo reprodutivo
  • A densidade máxima recomendada para reprodutores em cativeiro é de 40 animais por hectare, com rácio de um macho para três fêmeas

O calendário do coelho bravo e o que ele significa na prática

Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos, descreve o ciclo com precisão:

“O calendário reprodutivo do coelho bravo vai de outubro/novembro de um ano até maio/junho do ano seguinte, atingindo o pico em março/abril.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Isto significa que, durante o verão, os coelhos não se reproduzem. O período de julho a setembro é de pausa reprodutiva. É também o período de maior calor e de menor disponibilidade de alimento, dois fatores que tornam este trimestre o mais exigente para os animais no campo.

Para o gestor de uma zona de caça, este calendário tem implicações diretas. Um repovoamento feito em agosto com animais que chegam a um verão seco tem resultados muito piores do que o mesmo repovoamento feito em setembro ou outubro, quando as condições meteorológicas começam a melhorar e o ciclo reprodutivo está prestes a arrancar.

A ligação entre o clima e a reprodução do coelho bravo

O ciclo reprodutivo do coelho bravo não é rígido. Responde às condições do ambiente, em particular à disponibilidade de alimento, que por sua vez depende das chuvas.

Carlos Magro alerta para este ponto com base na experiência da Quinta dos Penedinhos:

“Devemos chamar a atenção para o facto do referido ciclo reprodutivo estar intimamente associado às condições climatéricas, pois estas são determinantes para o provimento de alimento.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Na prática, anos de seca prolongada atrasam o arranque do ciclo. As primeiras chuvas de outono são o sinal que desencadeia o comportamento reprodutivo. Se essas chuvas chegam tarde, o ciclo começa tarde. Se o verão se prolonga, o fim do ciclo também é antecipado, com menos ninhadas e menor crescimento da população.

Este é um dos efeitos das alterações climáticas que a Quinta dos Penedinhos tem registado com maior preocupação. A instabilidade do calendário reprodutivo do coelho bravo reflete-se diretamente na disponibilidade de animais para repovoamento e na capacidade de recuperação das populações selvagens.

Quando repovoar: a janela de oportunidade

Com base no ciclo reprodutivo e na experiência acumulada em mais de uma década de repovoamentos, a Quinta dos Penedinhos identifica o final do verão e o início do outono como a janela ideal para soltar coelhos bravos em campo.

A lógica é clara, como explica Carlos Magro:

“O repovoamento com coelho bravo deverá ser feito idealmente entre o final do verão e o início do outono; o período de maior calor já terá passado, os coelhos disporão de melhores condições meteorológicas para uma mais rápida adaptação ao novo habitat, e no final do outono estarão em perfeitas condições físicas e mentais para iniciar o respetivo ciclo reprodutivo.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Há três razões concretas por trás desta recomendação. Primeiro, o stress térmico é menor: os animais recém-soltos não chegam ao campo no pico do calor. Segundo, a vegetação começa a recuperar com as primeiras chuvas, o que melhora a disponibilidade de alimento natural. Terceiro, os animais têm duas a três semanas para explorar o território e identificar abrigos antes de entrar na época de reprodução.

Um coelho solto no início de outubro, em boas condições, pode estar a reproduzir-se já em dezembro ou janeiro. Um coelho solto em julho, em plena seca, tem muito menor probabilidade de sobreviver até aí.

O ciclo reprodutivo do coelho bravo e a gestão das colónias em cativeiro

Para quem cria coelhos bravos, o ciclo reprodutivo também condiciona o planeamento da produção. A Quinta dos Penedinhos opera em regime semi-extensivo, com colónias em parques murados ao ar livre. O pico de reprodução em março e abril é também o pico de trabalho na quinta: maior número de ninhadas, maior necessidade de acompanhamento, vacinação e sexagem dos láparos.

Carlos Magro recomenda uma densidade máxima de 40 reprodutores por hectare, com um rácio de um macho para três fêmeas. Este equilíbrio reduz a carga viral associada às doenças que mais afetam o coelho bravo, a Mixomatose e a Doença Hemorrágica Viral, e facilita o maneio dos animais ao longo do ciclo.

A distribuição em colónias mais pequenas, separadas por corredores vazios, é outra das práticas adotadas pela quinta para evitar o contacto físico entre grupos e conter a disseminação de doenças durante a época reprodutiva.

O que o gestor deve registar e monitorizar

Conhecer o ciclo reprodutivo do coelho bravo é o ponto de partida. Para gerir uma zona de caça com eficácia, é preciso cruzar esse conhecimento com as condições locais.

Dois indicadores simples a acompanhar no campo: os rapados, que são as escavações feitas pelos coelhos, e as nitreiras, concentrações de dejetos que indicam a presença e dimensão das colónias. Como refere Carlos Magro, estes são os melhores sinais de fixação e os primeiros indícios de reprodução após uma solta.

Uma zona com rapados e nitreiras em crescimento no inverno é uma zona onde o repovoamento está a funcionar. Uma zona silenciosa em fevereiro, quando o ciclo reprodutivo devia estar a arrancar, é sinal de que algo correu mal: excesso de predadores, falta de abrigo, qualidade da água ou animais soltos fora da janela correta.

Se quer planear o repovoamento da sua zona de caça com base no ciclo reprodutivo do coelho bravo, entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos.

Perguntas Frequentes sobre o ciclo reprodutivo do coelho bravo

Quando começa o ciclo reprodutivo do coelho bravo em Portugal?

Em outubro ou novembro, com o arranque dependente das primeiras chuvas de outono. O pico acontece em março e abril. O ciclo termina entre maio e junho.

Qual a melhor altura para repovoar com coelho bravo?

O final do verão e o início do outono, entre setembro e outubro. O calor intenso já passou, as condições meteorológicas melhoram e os animais chegam ao campo antes de entrar no ciclo reprodutivo.

As alterações climáticas afetam o ciclo reprodutivo do coelho bravo?

Sim. Secas prolongadas atrasam o início do ciclo, porque este está ligado à disponibilidade de alimento, que depende das chuvas. Anos secos resultam em menos ninhadas e menor crescimento da população.

Qual o rácio recomendado entre machos e fêmeas num parque de reprodução?

A Quinta dos Penedinhos recomenda um macho para três fêmeas, com uma densidade máxima de 20 reprodutores por hectare.

Como saber se uma solta de coelhos está a funcionar no campo?

Os principais indicadores são os rapados, escavações feitas pelos coelhos, e as nitreiras, concentrações de dejetos. O aumento destas evidências no inverno indica fixação e reprodução em curso.

Fontes e Revisão Editorial

Este artigo foi elaborado com base em entrevista direta a Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos. 

Os dados sobre o ciclo reprodutivo, densidades e janela de repovoamento resultam da experiência acumulada desde 2010 em criação e repovoamento de coelho bravo em Portugal.

Entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos para apoio no planeamento do repovoamento da sua zona de caça.

O que é um láparo e quando está pronto para solta em campo

Quem lida com repovoamento de coelho bravo depara-se cedo com o termo láparo. Saber o que significa e, sobretudo, perceber quando um láparo está de facto pronto para ser solto, é a diferença entre uma ação de repovoamento que resulta e dinheiro deitado fora.

Resumo rápido do artigo

O láparo é o coelho bravo antes de atingir a idade adulta. Os machos chegam à maturidade sexual aos cinco meses, as fêmeas aos quatro. Qualquer animal abaixo dessa idade é tecnicamente um láparo.

Para o repovoamento, a Quinta dos Penedinhos recomenda a solta a partir dos três meses de idade, nunca antes dos dois. A razão é prática: só aos três meses é possível aplicar o reforço da vacina contra a mixomatose, e nenhum animal deve sair para o campo sem essa proteção.

Os critérios para considerar um láparo apto à solta são três:

  • Boa condição física e sanitária, avaliada antes de qualquer transporte
  • Sexagem confirmada
  • Reforço da vacina contra a Mixomatose

Estes três passos são executados pela Quinta dos Penedinhos em todas as ações de repovoamento, sem exceção.

O que distingue um láparo de um coelho adulto

A fronteira entre o láparo e o coelho adulto é a maturidade sexual. Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos, define com precisão:

“O láparo é todo o coelho antes de atingir a idade adulta. Os machos atingem a idade adulta aos cinco meses. As fêmeas aos quatro meses de idade.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Na prática, um animal com dois meses e meio, por exemplo, ainda é um láparo. Fisicamente pode parecer desenvolvido, mas o sistema imunitário ainda não atingiu a maturidade necessária para enfrentar as pressões do campo: predadores, doenças, variações climáticas e a adaptação a um habitat novo.

A distinção não é apenas académica. Soltar láparos demasiado jovens é um dos erros mais comuns em ações de repovoamento mal planeadas, com impacto direto na taxa de sobrevivência pós-solta.

Porque os três meses são o ponto de referência

A idade mínima recomendada para solta não é arbitrária. Está ligada ao protocolo de vacinação. Como explica Carlos Magro:

“Qualquer coelho bravo a soltar deverá possuir uma boa condição física e sanitária e ter apanhado o reforço da vacina contra a Mixomatose. Como o reforço desta vacina deverá ocorrer em animais com três meses de idade, é bom de ver que esta é a idade apropriada para a solta dos coelhos no campo.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

A Mixomatose é uma das principais causas de mortalidade no coelho bravo. Um animal solto sem o reforço da vacina fica exposto logo nas primeiras semanas, precisamente quando a adaptação ao novo habitat já por si exige o máximo do organismo.

A avaliação da condição física antes da solta é igualmente obrigatória. Um láparo com sinais de debilidade, mesmo vacinado, tem probabilidades de sobrevivência muito inferiores. A Quinta dos Penedinhos avalia sistematicamente cada animal antes de qualquer ação de repovoamento.

O que acontece na primeira semana após a solta

É normal que os animais percam algum peso nos primeiros dias no campo. A mudança de alimentação, do ambiente controlado da exploração para o habitat natural, provoca um ajustamento que se traduz numa ligeira perda de condição corporal.

Carlos Magro é direto sobre este ponto:

“O que pode acontecer, e é absolutamente aceitável e desprovido de importância, é uma ligeira perda de peso dos animais na primeira semana posterior à solta no campo.”

— Carlos Magro, Quinta dos Penedinhos

Esta informação é relevante para quem monitoriza os animais após a solta. Uma ligeira perda de peso não é sinal de falha. É parte do processo de adaptação. O que deve preocupar é a mortalidade prematura por predação, doença ou ausência das condições básicas do habitat.

Sexagem antes da solta: porque é obrigatória

A sexagem dos animais antes da solta responde a uma necessidade de gestão da colónia a instalar no terreno. Conhecer o rácio de machos e fêmeas libertados permite às associações de caçadores e gestores de zonas de caça acompanhar a evolução da população de forma mais rigorosa.

Na Quinta dos Penedinhos, a sexagem faz parte dos três procedimentos executados antes de cada solta, a par da avaliação da condição física e do reforço vacinal. 

Láparo pronto para solta: os critérios em resumo

Para uma ação de repovoamento de coelho bravo ter resultados, um láparo deve reunir estas condições em simultâneo:

  • Três meses de idade ou mais
  • Boa condição física e sanitária, sem sinais de debilidade
  • Sexagem confirmada
  • Reforço da vacina contra a Mixomatose
  • Vacinação contra a DHV (variante clássica e nova variante)

Qualquer um destes critérios em falta compromete a ação de repovoamento. A Quinta dos Penedinhos executa todos estes procedimentos antes de cada entrega, independentemente do volume de animais envolvido.

Se prepara uma ação de repovoamento de coelho bravo, entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos.

Perguntas Frequentes sobre láparos

O que é exatamente um láparo?

É um coelho bravo que ainda não atingiu a maturidade sexual. As fêmeas tornam-se adultas aos quatro meses, e os machos aos cinco.

Com que idade se pode soltar um láparo em campo?

A Quinta dos Penedinhos recomenda os três meses como idade mínima. É a partir desta idade que se aplica o reforço da vacina contra a mixomatose, condição obrigatória para qualquer solta.

Um láparo perder peso após a solta é sinal de problema?

Não. Uma ligeira perda de peso na primeira semana é normal e faz parte da adaptação ao novo habitat e à alimentação natural. Não indica falha no processo.

O que se verifica num láparo antes da solta?

Condição física e sanitária, sexagem e reforço da vacina contra a mixomatose. Os três passos são executados sistematicamente pela Quinta dos Penedinhos antes de cada entrega.

Qual a diferença entre soltar láparos e coelhos adultos?

Os coelhos adultos já têm maturidade sexual e podem contribuir para a reprodução na época seguinte. Os láparos soltos com a idade adequada atingem essa maturidade no campo, desde que sobrevivam às primeiras semanas de adaptação.

Fontes e Revisão Editorial

Este artigo foi elaborado com base em entrevista direta a Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos. 

As recomendações sobre idade de solta, protocolo de vacinação e critérios de aptidão dos animais são baseadas na experiência e evidência empírica acumuladas pela empresa desde 2010.

Entre em contacto com a Quinta dos Penedinhos para apoio técnico no planeamento do seu repovoamento de coelho bravo.

Quem é a Quinta dos Penedinhos e qual o seu papel na criação de coelho bravo em Portugal

A Quinta dos Penedinhos, Lda. nasceu em 2010 com um objetivo concreto: criar coelho bravo (Oryctolagus Cuniculus Algirus) em Portugal, numa altura em que a espécie vivia um dos seus momentos mais difíceis. 

A nova variante da doença hemorrágica viral (DHV) devastava populações inteiras, a primeira vacina eficaz ainda não estava disponível, e o projeto de reintrodução do lince ibérico em Portugal começava a ganhar forma. Era preciso alguém na primeira linha.

Desde então, a Quinta dos Penedinhos, localizada em Sintra, tornou-se um dos criadores de referência nacionais, com licenças do ICNF, participação em projetos científicos e um modelo próprio de repovoamento testado durante mais de uma década no campo.

Uma criação nascida da urgência

Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos, recorda o contexto em que o projeto arrancou:

“Já nessa altura, o coelho bravo era uma espécie em estado crítico. A nova variante da DHV era mais agressiva do que a variante clássica e a primeira vacina tardava em chegar. Por outro lado, avizinhava-se a solta dos primeiros linces ibéricos, tanto em Espanha como em Portugal, no âmbito do projeto Life+Iberlince. E queríamos estar na primeira linha dos fornecedores certificados de coelho bravo para efeitos de repovoamento das zonas portuguesas abrangidas pelo referido projeto de recuperação do lince ibérico.”

Não foi uma aposta ligeira. A empresa arrancou com uma licença do ICNF (alvará n.º 2045) e, face ao crescimento rápido da atividade, inaugurou em 2011 um segundo polo de criação, com um segundo alvará (n.º 2157). A expansão foi consequência direta da procura e da qualidade dos animais produzidos.

Credibilidade construída no campo e nos laboratórios

Criar coelho bravo em cativeiro com genética pura não é tarefa simples. A Quinta dos Penedinhos submete regularmente amostras de tecido dos seus animais a um laboratório acreditado pelo ICNF para confirmar a pureza genética da espécie Oryctolagus Cuniculus Algirus. Não é um procedimento obrigatório, mas uma escolha da empresa.

Carlos Magro sublinha outro momento decisivo para a credibilidade da Quinta dos Penedinhos:

Em parceria com o ICNF, a empresa conseguiu obter a homologação de criador de coelho bravo no âmbito do projeto de recuperação do lince ibérico.”

A ligação ao meio científico ficou ainda marcada por duas colaborações relevantes. Em 2017 e 2018, a empresa apoiou um aluno da Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa no desenvolvimento da sua tese sobre a DHV no coelho bravo, trabalho que resultou em publicações científicas e apresentações em congressos. 

No mesmo período, colaborou com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) no projeto +Coelho, dedicado ao estudo da sazonalidade da DHV e dos vetores de disseminação do vírus.

O que diferencia a criação de coelhos bravos da Quinta dos Penedinhos

A exploração opera em regime semi-extensivo. Os coelhos vivem em parques murados ao ar livre, num ambiente que replica, tanto quanto possível, as condições do habitat natural da espécie. A opção não é aleatória: quanto mais próximo do habitat natural for o ambiente de criação, mais capaz é o animal de se adaptar ao campo após a solta.

Como explica Carlos Magro:

“Um maior número de colónias, em espaços mais reduzidos, obrigam à distribuição de complementos alimentares. Este modelo apresenta inúmeras vantagens, nomeadamente um maneio mais fácil dos animais, que garante uma política de vacinação mais eficaz, a par de uma redução generalizada da carga viral, e um melhor controlo do estado físico e sanitário dos coelhos.”

A vacinação contra a Mixomatose e contra a DHV (variante clássica e nova variante) faz parte do protocolo antes de qualquer solta. Nenhum animal sai da exploração sem que a respetiva condição física e sanitária seja confirmada.

Um modelo de repovoamento com nome próprio

Ao longo de mais de dez anos de atividade, a Quinta dos Penedinhos desenvolveu o que designa por “Mosaico Estratégico dos 5 A’s”: um modelo que identifica os cinco fatores críticos para o sucesso de qualquer ação de repovoamento: Água, Alimentos, Abrigos, Ausência de Perturbação e Animais em condições.

Este modelo não é uma receita estática. Nas palavras de Carlos Magro:

“É uma realidade viva, em permanente aperfeiçoamento, com base na experiência assente em tentativas e correção de erros.”

A empresa presta também consultoria estratégica e operacional a associações de caçadores, zonas de caça associativas, municipais e turísticas, com o objetivo de ajudar a preparar o terreno antes da solta, a escolher os pontos certos e a monitorizar os resultados ao longo do tempo.

Para quem trabalha a Quinta dos Penedinhos

O principal público da quinta são as associações e clubes de caçadores, as zonas de caça associativas ou municipais, e os gestores e proprietários de zonas de caça turísticas. Em comum, têm um objetivo: ter coelhos no campo e que esses coelhos sobrevivam, se fixem e se reproduzam.

Carlos Magro resume assim o compromisso da empresa:

“O nosso compromisso é fornecer os melhores exemplares e prestar consultoria para repovoamento de zonas de caça. Podem contar connosco para preservar e melhorar a atividade cinegética.”

Mais de uma década de criação, dois alvarás, homologação para o projeto do lince ibérico, colaborações científicas e um modelo de repovoamento testado no terreno. É este o percurso que está por trás de cada coelho que sai da Quinta dos Penedinhos.

Se gere uma zona de caça e quer saber como a Quinta dos Penedinhos pode ajudar no repovoamento de coelho bravo, entre em contacto.

Perguntas Frequentes sobre a criação de coelho bravo na Quinta dos Penedinhos

O que é a Quinta dos Penedinhos?

É uma empresa de criação de coelho bravo (Oryctolagus Cuniculus Algirus) e perdiz vermelha, fundada em 2010 e localizada em Sintra. Opera com licenças do ICNF e é fornecedora certificada para o projeto de recuperação do lince ibérico em Portugal.

A Quinta dos Penedinhos tem certificações oficiais?

Sim. A empresa detém dois alvarás do ICNF (n.º 2045 e n.º 2157) e obteve homologação como criadora de coelho bravo no âmbito do projeto Life+Iberlince de recuperação do lince ibérico.

A genética dos coelhos é verificada?

Sim. A Quinta dos Penedinhos submete regularmente amostras dos seus animais a laboratório acreditado pelo ICNF para confirmar a pureza da genética da espécie Oryctolagus Cuniculus Algirus.

A Quinta dos Penedinhos presta consultoria de repovoamento?

Sim. Para além do fornecimento de animais, a empresa oferece consultoria estratégica e operacional a associações de caçadores e gestores de zonas de caça, incluindo a preparação do terreno, definição dos pontos de solta e monitorização de resultados.

Fontes e Revisão Editorial

Este artigo foi elaborado com base em entrevista direta a Carlos Magro, responsável pela Quinta dos Penedinhos, e em informação pública disponível no website da empresa (quintadospenedinhos.com). 

Os dados relativos a alvarás, parcerias científicas e homologação para o projeto Life+Iberlince foram fornecidos pelo próprio entrevistado.

Acção de Repovoamento da ZCT da Herdade do Cabido Grande com Perdiz Vermelha – Parte II

1. Introdução. Esta acção de repovoamento teve lugar no passado dia 04 de Setembro de 2014. As perdizes foram fornecidas pela Quinta dos Penedinhos com uma idade média de 15 semanas. Estas perdizes atingiram a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no dia 05 de Outubro p.p.. A reserva em questão caracteriza-se, resumidamente, por ser uma zona de planalto, com muita água disponível (duas barragens) e bem distribuída, muito soalheira, com pouco mato rasteiro, bem arborizada (sobreiros e azinheiras) e com terrenos enxutos, incluindo ainda zonas adstritas a culturas de regadio. Sob a supervisão do Director Técnico da Quinta dos Penedinhos, a ZCT logrou um bom nível de integração da Alimentação (comedouros), do Abrigo (semi-rústico), e da Água (barragens). Já quanto ao nível de perturbação, a prevalência de predadores aéreos (águias), bem como a presença constante do gado (ovino e bovino), constituem motivos de preocupação. Finalizada a largada das perdizes no terreno, e em face do exposto, colocaram-se, desde logo, um conjunto de questões: Como se comportariam as perdizes da Quinta dos Penedinhos utilizadas na presente acção de repovoamento relativamente à sua capacidade de adaptação às condições ambientais da zona de caça? Que resultados poderíamos esperar relativamente à integração destas perdizes com as perdizes silvestres existentes na reserva, formando bandos mistos? 2.  Resultados obtidos. Nada melhor do que transcrever os testemunhos da Direcção da própria ZCT:   2.1. Apoio Técnico «Felicito a Quinta dos Penedinhos e o seu director Carlos Magro pelo seu empenho e profissionalismo, tanto na qualidade das perdizes e do apoio técnico, como também pelo seu interesse nos resultados do repovoamento.»    2.2. Adaptação das Perdizes «As perdizes estão lindas, comem nos restolhos naturais e estão bem integradas.» «E em acção de caça mostram um comportamento esquivo e uma capacidade de voo que os caçadores tanto apreciam.»   2.3. Nível de Perturbação  «Constatamos a perda de alguns exemplares por predação, difícil de quantificar, mas pouco relevante.»   2.4. Integração das Perdizes com as Nativas «As perdizes integraram-se com alguns exemplares nativos…»   2.5. Apreciação Global «Considero que factores como a qualidade genética das aves, a idade aconselhada, o bom maneio em cativeiro, a boa técnica de solta e as condições óptimas no terreno com restolhos e água abundantes favoreceram o sucesso desta acção.» «… faço uma apreciação global de excelente.»  «E porque a competência deve ser reconhecida: o nosso bem haja.»    3.      Considerações Finais Estas perdizes atingiram a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no passado dia 05 de Outubro de 2014 e, muito provávelmente, as perdizes que sobreviverem à referida época de caça, acasalarão e nidificarão. Convém notar, no entanto, que a agricultura intensiva que é praticada, a existência de gado e a distância das barragens existentes não abonam nada a favor da sobrevivência dos ninhos, nem dos perdigotos que, não obstante, venham a eclodir. Além do mais, a própria canalização da água a céu aberto poderá constituir uma armadilha perigosa para os perdigotos recém-nascidos, provocando o seu afogamento. Tudo isto é muito importante e necessário para o sucesso de qualquer acção de repovoamento com Perdiz Vermelha. Mas não é suficiente, pois se a qualidade das perdizes – traduzida na maior ou menor capacidade de sobrevivência em condições ambientais naturais – que se colocam no terreno não fôr boa, o repovoamento poderá ser um fracasso. As perdizes da Quinta dos Penedinhos têm-se revelado de superior qualidade nas acções de repovoamento em que têm participado, porque: a)      Evidenciam uma pureza e bravura genética notável desde os primeiros dias; b)      Estão habituadas, desde muito cedo, ao consumo de diversos cereais; c)       Estão habituadas, desde as primeiras semanas, a um tipo de comedouro muito económico e fácil de instalar em qualquer zona de caça: garrafão de plástico invertido. d)      Permanecem, a partir das 12 semanas, nos parques de voo, habituando-se a enfrentar todas as condições meteorológicas por mais adversas que sejam.  Estes procedimentos garantem uma excelente adaptação das nossas perdizes às condições naturais de qualquer zona de caça. A terminar, queremos manifestar uma vez mais os nossos agradecimentos à Direcção da ZCT da Herdade do Cabido Grande pela confiança depositada na Quinta do Penedinhos quanto à acção de repovoamento levada a cabo.   Quinta dos Penedinhos, 08 de Outubro de 2014 A Direcção.

Feira da Caça Maior de Odemira

A Quinta dos Penedinhos esteve presente na Feira da Caça Maior de Odemira que teve lugar no parque de exposições de S. Teotónio nos passados dias 13 e 14 de Setembro de 2014. A convite da Associação de Caçadores de Perdizes Vermelhas do concelho de Odemira, a Qta. dos Penedinhos forneceu as perdizes vermelhas e os coelhos bravos. As perdizes, bem como os coelhos, deliciaram os visitantes do certame, sobretudo as crianças. Do programa da feira constava, entre outros, várias demonstrações de caça com cães de parar. As perdizes da Qta. dos Penedinhos utilizadas nas referidas demonstrações de caça tiveram um comportamento excepcional – levantaram-se na cara dos cães exibindo voos muito altos e grandes – conforme a opinião de todos os profissionais envolvidos na realização das provas. Mais um prova da excelente qualidade das perdizes criadas na Qta. dos Penedinhos. Que o digam o Sr. Víctor Guerreiro, Presidente da Associação de Caçadores de Perdizes Vermelhas e o Sr. António Viana ilustre associado da mesma associação, na foto da direita para a esquerda: odmira_feiraNa foto de baixo vemos o treinador de cães de parar Sr. Jorge Rosado (proprietário do Canil Miralgarve, Vila do Bispo) em plena paragem com o seu pointer Bonus de 4 anos de idade. odmira_caes    

Acção de Repovoamento de uma Zona de Caça com Perdiz Vermelha

Um caso a seguir…

1. Caracterização da Zona de Caça A zona de caça objecto deste artigo situa-se no Alentejo, no concelho de Arraiolos. Está implantada numa propriedade com ca. de 1.700 ha. A reserva dispõe de duas barragens e de um sistema de canalização da água a céu aberto para as culturas de regadio distribuído por toda a propriedade.

Durante os trabalhos fomos acompanhados de perto por uma lebre cheia de curiosidade…

Para além das zonas adstritas às culturas de regadio (milho), a propriedade apresenta zonas de montado (sobreiros e azinheiras) relativamente limpas de mato. A reserva em questão caracteriza-se, resumidamente, por ser uma zona de planalto, com muita água disponível e bem distribuída, muito soalheira, com pouco mato rasteiro, bem arborizada e com terrenos enxutos. 2. Preparação da Zona de Caça Antes da largada das perdizes no terreno, haviam sido implementadas já um conjunto de acções com vista a assegurar às perdizes actualmente existentes as melhores condições de abrigo, alimento e água. É disponibilizado trigo em comedouros estratégicamente situados e próximos das barragens. Os comedouros estão protegidos por malha-sol para protecção contra o gado. A disponibilidade de água está naturalmente garantida pela existência de duas barragens e diversas canalizações de água a céu aberto.
Abrigo construído com aproveitamento da malha-sol, à sombra de um eucalipto e próximo da barragem, sob a supervisão do Director-Técnico da Qta. dos Penedinhos.

Abrigo construído com aproveitamento da malha-sol, à sombra de um eucalipto e próximo da barragem, sob a supervisão do Director-Técnico da Qta. dos Penedinhos.

A intervenção do pessoal técnico da Quinta dos Penedinhos consistiu: i)        Na determinação dos melhores locais para construção dos abrigos; ii)      Na supervisão da construção dos abrigos (semi-rústicos), bem como da respectiva protecção com malha-sol contra o gado; iii)     No aconselhamento sobre o tipo mais eficiente de comedouros e bebedouros.
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Abrigo semi-rústico construído sob a supervisão do Director-Técnico da Quinta dos Penedinhos, completamente integrado no ambiente.

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Abertura das tampas das caixas das perdizes por um elemento da Direcção da zona de caça.
Junto ao abrigo foi colocado um comedouro sob aforma de garrafão de plástico invertido; as perdizes da Qta. dos Penedinhos estão habituadas, desde as primeiras semanas, a este tipo de comedouro, muito prático e económico.

3.   Factores Críticos de Sucesso (FCS) 3.1 Matéria-Prima: As nossas perdizes
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As perdizes são fornecidas em caixas de cartão especialmente concebidas para este tipo de acções.

A presente acção de repovoamento, i.e. a largada das perdizes no terreno, foi realizada no passado dia 04 de Setembro de 2014 ao longo do dia. As perdizes foram fornecidas pela Quinta dos Penedinhos com uma idade média de 15 semanas. Estas perdizes atingirão a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no próximo dia 05 de Outubro de 2014. 3.2. Nível de Integração de Abrigo, Água, Alimentação e Ausência de Perturbação. Tratando-se de uma zona com uma grande quantidade de gado, a direcção da zona de caça optou, a nosso ver muito bem, pela protecção dos abrigos, incluindo os respectivos comedouros e bebedouros, com malha-sol e, nalguns casos, pelo aproveitamento da mesma para proporcionar o abrigo indispensável às perdizes recém-introduzidas. Outra decisão, que merece o nosso elogio, foi a selecção dos locais para a implantação dos abrigos. Com efeito, a maior parte destes foi colocada na orla das barragens. Os que se situavam mais distantes dos pontos de água foram equipados com bebedouros de campo servidos de água a partir de depósitos de 30 litros. 4. Considerações Finais Em face do exposto, devemos chamar a atenção dos leitores para a forma integrada como foram dispostos no terreno a Alimentação (comedouros), o Abrigo (semi-rústico), e a Água (barragens). Já quanto ao nível de perturbação, a prevalência de predadores aéreos (águias), bem como a presença constante do gado (ovino e bovino), constituem motivos de preocupação. Outro aspecto que nos merece um reparo é o facto da introdução das perdizes no terreno ter sido realizada ao longo do dia. Aconselhamos sempre os nossos clientes a realizar esta operação ao anoitecer, por forma a facilitar e a aumentar o período de fixação das aves no local. Neste caso, o que aconteceu foi, como era de esperar, que as perdizes colocadas de manhã, já não se encontravam nos abrigos ao final da tarde, correndo-se o risco das aves ficarem muito cedo expostas aos predadores e à perturbação da passagem do gado, inviabilizando a sua fixação ao local. Com efeito, a Direcção da zona de caça pôde observar nesse mesmo dia, ao final da tarde, a predação de uma perdiz por uma águia. Estas perdizes atingirão a idade adulta por ocasião da abertura da caça a esta espécie no próximo dia 05 de Outubro de 2014 e, muito provávelmente, as perdizes que sobreviverem à referida época de caça, acasalarão e nidificarão. Convém notar, no entanto, que a agricultura intensiva que é praticada, a existência de gado e a distância das barragens existentes não abonam nada a favor da sobrevivência dos ninhos, nem dos perdigotos que, não obstante, venham a eclodir. Além do mais, a própria canalização da água a céu aberto poderá constituir uma armadilha perigosa para os perdigotos recém-nascidos, provocando o seu afogamento. Tudo isto é muito importante e necessário para o sucesso de qualquer acção de repovoamento com Perdiz Vermelha. Mas não é suficiente, pois se a qualidade das perdizes – traduzida na maior ou menor capacidade de sobrevivência em condições ambientais naturais – que se colocam no terreno não fôr boa, o repovoamento poderá ser um fracasso. As perdizes da Quinta dos Penedinhos têm-se revelado de superior qualidade nas acções de repovoamento em que têm participado, porque:

  • Evidenciam uma pureza e bravura genética notável desde os primeiros dias;
  • Estão habituadas, desde muito cedo, ao consumo de diversos cereais;
  • Estão habituadas, desde as primeiras semanas, a um tipo de comedouro muito económico e fácil de instalar em qualquer zona de caça: garrafão de plástico invertido.
  • Permanecem, a partir das 12 semanas, nos parques de voo, habituando-se a enfrentar todas as condições meteorológicas por mais adversas que sejam.

Estes procedimentos garantem uma excelente adaptação das nossas perdizes às condições naturais de qualquer zona de caça. Vamos ver, no futuro, o que aconteceu nesta acção de repovoamento? Terão as perdizes da Quinta dos Penedinhos revelado desde o início da presente acção de repovoamento uma excelente capacidade de adaptação às condições ambientais da zona de caça intervencionada? Como terá sido a integração destas perdizes com as perdizes silvestres existentes na reserva, formando bandos mistos? A terminar, queremos manifestar os nossos agradecimentos à Direcção da ZCT da Herdade do Cabido Grande pela confiança depositada na Quinta do Penedinhos quanto à acção de repovoamento levada a cabo. Quinta dos Penedinhos, 08 de Setembro de 2014 A Direcção. Fotografias by Martim Magro (Biólogo).

Largada na Terrugem, Sintra – 06 de Setembro de 2014

O Clube de Caçadores da Terrugem – Sintra (CCT) organiza uma largada no sábado, 06 de Setembro de 2014, no campo de treino do referido clube. A concentração dos caçadores no CCT, em Fervença – veja a localização no final deste anúncio – está agendada para as 07H30 desse dia. A largada tem o início previsto às 10H00. Serão largadas 350 peças de caça: 250 perdizes e 100 pombos. As inscrições encontram-se abertas ao público caçador. O campo de treino conta com 16 portas de 2 espingardas por porta. O custo da inscrição por porta é de € 145,00 e inclui o almoço na sede do CCT. Aos caçadores não-sócios do CCT solicita-se o pagamento de um sinal de € 72,50 – 50% do valor da inscrição – para garantia da reserva. Os restantes € 72,50 deverão ser pagos no dia largada, entre as 07H30 e as 09H00, na tesouraria do CCT. A partir das 07H30, na sala de jantar do CCT, será servido o pequeno-almoço a preços bastante acessíveis. A participação na largada está, desde logo, condicionada à apresentação pelos caçadores de todas as licenças e demais taxas legais em vigôr. As perdizes têm a garantia de qualidade da Quinta dos Penedinhos, Lda.; veja os testemunhos dos nossos clientes em www.quintadospenedinhos.com A Direcção do CCT reserva-se, desde já, o direito de cancelar ou adiar a largada, no caso de não conseguir concretizar a venda de todas as portas até 30 de Agosto de 2014. Para todas as questões relacionadas com esta largada, agradece-se o contacto com: i) O presidente do Clube de Caçadores da Terrugem – Sintra, Sr. Víctor Mota, pelo telemóvel 926 328 659. ii) O secretário do CCT – Sintra, Sr. Tiago Coelho, pelo telemóvel 963 987 645. Capturar imagem