Caça à perdiz: Mulheres também apertam o gatilho

Embora ainda sejam uma minoria, as mulheres que praticam caça sentem-se confortáveis neste universo protagonizado por homens e nem sequer reclamam por privilégios, mesmo que eles insistam em concedê-los.

Estas amantes da caça à perdiz não fazem quaisquer tipos de exigências e, destemidas, vão para o terreno e sentem a adrenalina dos momentos decisivos em que pressionam o gatilho. 

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Mulheres dedicam-se cada vez mais à caça à perdiz

Perante a inexistência de números oficiais, só se pode fazer estimativas: Cem? Duzentas? Bom, a quantidade de mulheres que se dedica à caça é um mistério, mas o crescimento da participação feminina é uma evidência, tal como as piadas que as (poucas) caçadoras ouvem. «Vais caçar de unhas pintadas?» ou «Vais caçar de unhas de gel?» são as frases jocosas mais proferidas pela ala masculina que domina esta atividade.

Se lhe contarmos que há até mulheres que iniciam o marido na caça, é capaz de achar que também estamos a brincar, uma vez que se trata de uma situação invulgar e até insólita: é que, em 99,99% dos casos, o «vício» de caçar é transmitido pelo pai, por um avô ou por um tio. Mas estamos mesmo a falar a sério: foi o que aconteceu com a caçadora Susana Silva e o seu marido, Rui Pereira.

Este é mesmo um casal fora do comum e que prova que quem corre – ou caça – por gosto não cansa: Afinal de contas, Susana e Rui residem em Santa Maria da Feira, mas não hesitam em percorrer cerca de 400 quilómetros para chegarem ao Clube de Pescadores e Caçadores de Tavira e, posteriormente, irem caçar para o Monte Tacão, próximo do município de Mértola.

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Caça à perdiz mantém-se no topo das preferências de homens e mulheres

A crescente participação feminina é reconhecida pela própria Federação Portuguesa de Caçadores. Por exemplo, em 2009, a organização realizou uma ação de charme na qual somente as mulheres praticaram a caça à perdiz em terras alentejanas. As 20 caçadoras ainda estiveram no encalço de lebres.

“Tentar trazer gente nova para a caça, visto que, sem caçadores, esta atividade acaba por desaparecer” foi o principal objetivo desta iniciativa, conforme declarou Hélder Ramos, presidente da Federação Portuguesa de Caçadores, à SIC.

Podem pertencer a géneros diferentes, mas a verdade é que todos os caçadores partilham alguns gostos. É o caso do «dia do caçador» que é consensual: é sempre ao Domingo. A caça a perdiz mantém-se no topo das preferências de ambos os géneros. Aliás, esta ave é considerada como «a espécie rainha», devido à sua beleza e rapidez, o que acaba por exigir um tiro rápido. As regras da caça à perdiz são igualmente válidas para os dois géneros: é altamente proibido abater o animal, quando este se encontra a andar/correr, por exemplo. 

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Fonte: Diário de Notícias